Por Orozimbo Souza Júnior
Em 2002, o Atlético tinha um time de razoável para ruim. Entre outros, faziam parte do grupo de jogadores atletas do calibre de Batata, Gutierrez e Nem. Mesmo assim, o time conseguiu se classificar para as quartas-de-final do Campeonato Brasileiro daquele ano.
O grande responsável, de acordo com a crítica esportiva, foi o então treinador, o ex-goleiro Geninho, que era o atual campeão brasileiro, dirigindo o Atlético Paranaense, na brilhante campanha de 2001.
Sucesso entre a diretoria, crítica e torcida, ao final do ano, apesar de uma humilhante eliminação daquele campeonato pelo Corinthians, com uma derrota em pleno Mineirão com 80 mil pagantes por 6 a 2, seu contrato foi renovado, verbalmente, para o ano de 2003.
A diretoria, na época, fez um planejamento em cima do técnico. Renovou os contratos que ele pediu, contratou os jogadores que ele indicou e outras ações mais. Mas aí, veio o inesperado. Geninho, antes mesmo de se reapresentar, trocou o Atlético. Justamente pelo Corinthians. Em outras palavras, justificou-se dizendo que queria ir para um lugar em que tivesse mais visibilidade, mais projeção. Enfim, queria aparecer mais na mídia.
Isso, de fato, ocorreu. Poucos meses após assumir o sempre turbulento Corinthians, ele saia em quase todas as capas de jornais, com títulos mais ou menos assim: “Corinthians perde e Geninho é chamado de burro”, “Derrota coloca Geninho na corda bamba” e por aí vai. Coisas do nosso futebol. Sua passagem pelo Parque São Jorge durou pouco.
O mais interessante nessa história toda foi a postura do então diretor de futebol do Atlético, Alexandre Kalil. Indignado com a saída do treinador, disse que, enquanto estivesse no Atlético, não permitiria a Geninho nem sequer o direito de passar na porta do Clube. E foi além, em tom de praga, disse que o técnico teria “tiro” curto no futebol.
Nada como o passar do tempo. Com a recém saída de Levir Culpi do comando do Alvinegro, o nome mais próximo da Cidade do Galo é o de Geninho. E, pasmem, informações que saíram na imprensa dão conta que Alexandre Kalil tem/teve papel importante nessa reaproximação. Quem diria...
Caso seja confirmado, resta-nos torcer para que as coisas se acertem. Fiz um exercício de memória, tentando lembrar títulos conquistados por Geninho. De expressão, só me recordei do Brasileirão de 2001. Tomara que dê certo.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
O papagaio de pirata e o mau perdedor
Por Orozimbo Souza Júnior
Em toda decisão que atrai os holofotes, algumas manifestações culturais brasileiras se afloram. Após a confirmação do título, pelo Atlético, do Campeonato Mineiro, tivemos dois bons exemplos disso.
Primeiro, falemos do papagaio de pirata. O que será que o ex-presidente do Atlético, senhor Ricardo Guimarães, foi cheirar no gramado do Mineirão ao final da partida? Só faltou dar a volta olímpica junto aos jogadores. Vai ver, até fez isso, e eu não vi.
Não estranharia se ele dissesse que tem participação na conquista do Galo, assim como ele diz que construiu o CT, que saneou o clube e outras lorotas que a nossa mídia ama reverberar. Faça-me o favor. O senhor Guimarães, ao deixar a presidência do Atlético, deveria pedir à torcida o mesmo que pediu à população o saudoso ex-presidente da república João Figueiredo, ao sair do cargo: “apenas que me esqueçam”. Eu já fiz isso com os dois.
No outro vestiário, tivemos um péssimo exemplo do que é ser mau perdedor. O presidente do Cruzeiro, Alvimar de Oliveira Costa, atribuiu à arbitragem e o presidente “atleticano” da Federação Mineira o título do Galo. Me ajuda aí, como diz o outro. Se tiver um time prejudicado nessa decisão, esse foi o Galo.
No primeiro jogo, o juiz não marcou um pênalti claro de Ricardinho no meia atleticano Marcinho, deixou de expulsar o mesmo Ricardinho, após uma entrada criminosa ainda no primeiro tempo, sem contar dois impedimentos mal marcados, nos quais o Éder Luiz, do Atlético, sairia na cara do goleiro.
Como é de praxe, fica muito mais fácil atribuir responsabilidades do que assumir erros.
Em toda decisão que atrai os holofotes, algumas manifestações culturais brasileiras se afloram. Após a confirmação do título, pelo Atlético, do Campeonato Mineiro, tivemos dois bons exemplos disso.
Primeiro, falemos do papagaio de pirata. O que será que o ex-presidente do Atlético, senhor Ricardo Guimarães, foi cheirar no gramado do Mineirão ao final da partida? Só faltou dar a volta olímpica junto aos jogadores. Vai ver, até fez isso, e eu não vi.
Não estranharia se ele dissesse que tem participação na conquista do Galo, assim como ele diz que construiu o CT, que saneou o clube e outras lorotas que a nossa mídia ama reverberar. Faça-me o favor. O senhor Guimarães, ao deixar a presidência do Atlético, deveria pedir à torcida o mesmo que pediu à população o saudoso ex-presidente da república João Figueiredo, ao sair do cargo: “apenas que me esqueçam”. Eu já fiz isso com os dois.
No outro vestiário, tivemos um péssimo exemplo do que é ser mau perdedor. O presidente do Cruzeiro, Alvimar de Oliveira Costa, atribuiu à arbitragem e o presidente “atleticano” da Federação Mineira o título do Galo. Me ajuda aí, como diz o outro. Se tiver um time prejudicado nessa decisão, esse foi o Galo.
No primeiro jogo, o juiz não marcou um pênalti claro de Ricardinho no meia atleticano Marcinho, deixou de expulsar o mesmo Ricardinho, após uma entrada criminosa ainda no primeiro tempo, sem contar dois impedimentos mal marcados, nos quais o Éder Luiz, do Atlético, sairia na cara do goleiro.
Como é de praxe, fica muito mais fácil atribuir responsabilidades do que assumir erros.
Uma boa aposta
Por Guilherme Ibraim
A confirmação de Dorival Junior, 45 anos, como novo técnico do Cruzeiro pode não ser o esperado para a torcida, mas foi uma boa decisão da diretoria. Nada mais do que boa. Dorival fez, no São Caetano, um bom trabalho com uma equipe modesta e que vinha de um momento ruim pela queda para a série B do Campeonato Brasileiro. Conseguiu montar um esquema de jogo baseado na preparação física, velocidade e nos contra-ataques. E é justamente este ponto que o torna atrativo para o Cruzeiro.
Mesmo com a vitória por 2 a 0, no último clássico com o Atlético a equipe celeste é, visivelmente, um emaranhado de jogadores atuando sem organização tática alguma. Alguns podem atribuir isto ao constante revezamento de jogadores em várias posições, outros podem falar das contusões, mas o fato é que Autuori não soube armar uma equipe em pouco menos de quatro meses trabalho. Jogadores não faltam, o difícil é encaixar um sistema de jogo.
No aspecto tático, Dorival Júnior, pode ser útil ao Cruzeiro. As experiências em equipes pequenas geralmente contribuem para que um treinador saiba como armar melhor o setor defensivo e balancear ataque e defesa, dando consistência ao time. E os números do Campeonato Mineiro mostram que isso precisa ser feito - 37 gols marcados e 20 sofridos em 15 jogos. Resta saber se Dorival não se assustará com a pressão de comandar uma equipe que tem alguns jogadores considerados "estrelas" e algumas boas promessas. Agora é aguardar o desempenho no Campeonato Brasileiro.
A confirmação de Dorival Junior, 45 anos, como novo técnico do Cruzeiro pode não ser o esperado para a torcida, mas foi uma boa decisão da diretoria. Nada mais do que boa. Dorival fez, no São Caetano, um bom trabalho com uma equipe modesta e que vinha de um momento ruim pela queda para a série B do Campeonato Brasileiro. Conseguiu montar um esquema de jogo baseado na preparação física, velocidade e nos contra-ataques. E é justamente este ponto que o torna atrativo para o Cruzeiro.
Mesmo com a vitória por 2 a 0, no último clássico com o Atlético a equipe celeste é, visivelmente, um emaranhado de jogadores atuando sem organização tática alguma. Alguns podem atribuir isto ao constante revezamento de jogadores em várias posições, outros podem falar das contusões, mas o fato é que Autuori não soube armar uma equipe em pouco menos de quatro meses trabalho. Jogadores não faltam, o difícil é encaixar um sistema de jogo.
No aspecto tático, Dorival Júnior, pode ser útil ao Cruzeiro. As experiências em equipes pequenas geralmente contribuem para que um treinador saiba como armar melhor o setor defensivo e balancear ataque e defesa, dando consistência ao time. E os números do Campeonato Mineiro mostram que isso precisa ser feito - 37 gols marcados e 20 sofridos em 15 jogos. Resta saber se Dorival não se assustará com a pressão de comandar uma equipe que tem alguns jogadores considerados "estrelas" e algumas boas promessas. Agora é aguardar o desempenho no Campeonato Brasileiro.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Derrota não ofusca festa atleticana
Por Orozimbo Souza Júnior
Como já era previsto, a goleada por 4 a 0 do Atlético sobre o Cruzeiro, na primeira partida da decisão do estadual, definiu o campeão. No segundo jogo, o Galo, que podia até perder por três de diferença, apenas administrou a vantagem, e levantou a taça, após jejum de sete anos.
Ao contrário da primeira partida, os alvinegros entraram em campo meio desligados. Criaram poucas chances e chegaram a assustar sua torcida, ao sofrerem 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Mas a expulsão infantil do zagueiro cruzeirense Luizão, antes do intervalo, ajudou a conter o ímpeto celeste. Na segunda etapa, as coisas ficaram mais fáceis para o Galo, que até teve algumas chances de balançar as redes. Contudo, o resultado final acabou mesmo nos 2 a 0 para o Cruzeiro, e os atleticanos tomaram as ruas de Belo Horizonte em uma festa que contou com buzinaço e foguetório, ignorando a derrota.
Esse campeonato deixou algumas lições para os times da capital. O Cruzeiro fez muitos investimentos e, com toda a razão, foi apontado no início do ano como favorito. Acontece que o time da Toca não conseguiu, ainda, encontrar a formação ideal, nem demonstrar entrosamento, o que me pareceu o ponto forte do Atlético. Jogador por jogador, o time celeste é melhor. Mas não é só isso que resolve, como todos os que acompanham futebol sabem. Muitas vezes, uma equipe bem armada consegue ser mais eficiente do que uma mais qualificada tecnicamente.
Certo também é o fato de que o Campeonato Mineiro não pode servir como parâmetro para competições mais importantes, como o Brasileirão, que já começa neste fim de semana. Tanto Atlético como Cruzeiro precisam se reforçar, e as diretorias de ambos têm consciência disso. Espera-se que os dois clubes acertem nos reforços, o que é muito difícil. Principalmente para o Atlético, que já tem um grupo com limitações, e que deverá perder algumas peças importantes, a começar pelo técnico, e não conta com muitos recursos para investir. Dinheiro o Cruzeiro tem, resta saber se terá felicidade na escolha dos nomes. A conferir.
Como já era previsto, a goleada por 4 a 0 do Atlético sobre o Cruzeiro, na primeira partida da decisão do estadual, definiu o campeão. No segundo jogo, o Galo, que podia até perder por três de diferença, apenas administrou a vantagem, e levantou a taça, após jejum de sete anos.
Ao contrário da primeira partida, os alvinegros entraram em campo meio desligados. Criaram poucas chances e chegaram a assustar sua torcida, ao sofrerem 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Mas a expulsão infantil do zagueiro cruzeirense Luizão, antes do intervalo, ajudou a conter o ímpeto celeste. Na segunda etapa, as coisas ficaram mais fáceis para o Galo, que até teve algumas chances de balançar as redes. Contudo, o resultado final acabou mesmo nos 2 a 0 para o Cruzeiro, e os atleticanos tomaram as ruas de Belo Horizonte em uma festa que contou com buzinaço e foguetório, ignorando a derrota.
Esse campeonato deixou algumas lições para os times da capital. O Cruzeiro fez muitos investimentos e, com toda a razão, foi apontado no início do ano como favorito. Acontece que o time da Toca não conseguiu, ainda, encontrar a formação ideal, nem demonstrar entrosamento, o que me pareceu o ponto forte do Atlético. Jogador por jogador, o time celeste é melhor. Mas não é só isso que resolve, como todos os que acompanham futebol sabem. Muitas vezes, uma equipe bem armada consegue ser mais eficiente do que uma mais qualificada tecnicamente.
Certo também é o fato de que o Campeonato Mineiro não pode servir como parâmetro para competições mais importantes, como o Brasileirão, que já começa neste fim de semana. Tanto Atlético como Cruzeiro precisam se reforçar, e as diretorias de ambos têm consciência disso. Espera-se que os dois clubes acertem nos reforços, o que é muito difícil. Principalmente para o Atlético, que já tem um grupo com limitações, e que deverá perder algumas peças importantes, a começar pelo técnico, e não conta com muitos recursos para investir. Dinheiro o Cruzeiro tem, resta saber se terá felicidade na escolha dos nomes. A conferir.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Grande Ipatinga!
Por Orozimbo Souza Júnior
O time do Vale do Aço parece estar pegando gosto por surpreender na Copa do Brasil, calando aqueles que diziam que o Tigre já tinha feito muito e ido longe demais ao eliminar o Palmeiras, ainda na segunda fase da disputa.
Ontem, a equipe foi à Brasília e arrancou um ótimo resultado contra o Brasiliense, carrasco do Cruzeiro. O 2 a 2 ficou de bom tamanho para os candangos, que só empataram aos 50 minutos do segundo tempo.
Jogando em casa, basta um 0 a 0, ou 1 a 1, para o Ipatinga chegar às semifinais da competição, pelo segundo ano seguido.
O time do Vale do Aço parece estar pegando gosto por surpreender na Copa do Brasil, calando aqueles que diziam que o Tigre já tinha feito muito e ido longe demais ao eliminar o Palmeiras, ainda na segunda fase da disputa.
Ontem, a equipe foi à Brasília e arrancou um ótimo resultado contra o Brasiliense, carrasco do Cruzeiro. O 2 a 2 ficou de bom tamanho para os candangos, que só empataram aos 50 minutos do segundo tempo.
Jogando em casa, basta um 0 a 0, ou 1 a 1, para o Ipatinga chegar às semifinais da competição, pelo segundo ano seguido.
Nada de desespero, Galo
Por Orozimbo Souza Júnior
Ouvi vários atleticanos dizendo que a Copa do Brasil já era. Não acredito. No jogo de volta, no Maracanã, o Botafogo não terá vantagem alguma. A não ser o mando de campo, o que não garantiu a vitória ao Atlético, com mais de 40 mil espectadores no Mineirão.
Não tenho dúvidas de que o Botafogo foi o melhor time que o Galo enfrentou em 2007. Além disso, os cariocas vivem um grande momento. O duelo foi bastante equilibrado. Arrisco-me a dizer que os mineiros foram ligeiramente superiores.
Mais do que o time do Rio, preocupa-me alguns boatos que surgiram na imprensa hoje, como a provável saída de Levir Culpi, com destino ao Japão, e a já ventilada saída de Marcinho para a Europa.
Não é momento de falar nisso, já que o time está em meio a duas decisões. Tomara que não, mas esse tipo de informação costuma desestabilizar o ambiente de trabalho.
Ouvi vários atleticanos dizendo que a Copa do Brasil já era. Não acredito. No jogo de volta, no Maracanã, o Botafogo não terá vantagem alguma. A não ser o mando de campo, o que não garantiu a vitória ao Atlético, com mais de 40 mil espectadores no Mineirão.
Não tenho dúvidas de que o Botafogo foi o melhor time que o Galo enfrentou em 2007. Além disso, os cariocas vivem um grande momento. O duelo foi bastante equilibrado. Arrisco-me a dizer que os mineiros foram ligeiramente superiores.
Mais do que o time do Rio, preocupa-me alguns boatos que surgiram na imprensa hoje, como a provável saída de Levir Culpi, com destino ao Japão, e a já ventilada saída de Marcinho para a Europa.
Não é momento de falar nisso, já que o time está em meio a duas decisões. Tomara que não, mas esse tipo de informação costuma desestabilizar o ambiente de trabalho.
Boca com pinta de campeão
Por Orozimbo Souza Júnior
Logo no início das atividades deste blog, publiquei um texto falando que via os brasileiros favoritos na Libertadores de 2007. Na seqüência, publiquei outro, logo após o anúncio do retorno do meia Riquelme à Bombonera. Disse, à época, que, com Riquelme, a coisa mudava de figura.
Quase queimei a língua. O time argentino só se classificou na última rodada, em um grupo teoricamente fraco. Mas se classificou com propriedade. Precisava fazer 3 a 0 no Bolívar-BOL, mas fez 7 a 0. Fora o baile.
Ontem, no primeiro duelo contra seus compatriotas do Vélez Sarsfield, o Boca Juniors fez um placar que praticamente lhe garante nas quartas, 3 a 0. Além disso, a equipe tem crescido muito no Campeonato Argentino, com o trio Riquelme, Palácio e Palermo jogando muito.
Caso avance, o Boca pegará o vencedor de Paraná x Libertad. Ou seja, o caminho até as semifinais está aberto. Como o time cresce em decisões, pode estar pintando o campeão, principalmente porque os maiores adversários, os brasileiros, parecem estar perdendo o fôlego. Falo em especial de São Paulo, Santos e Flamengo.
Logo no início das atividades deste blog, publiquei um texto falando que via os brasileiros favoritos na Libertadores de 2007. Na seqüência, publiquei outro, logo após o anúncio do retorno do meia Riquelme à Bombonera. Disse, à época, que, com Riquelme, a coisa mudava de figura.
Quase queimei a língua. O time argentino só se classificou na última rodada, em um grupo teoricamente fraco. Mas se classificou com propriedade. Precisava fazer 3 a 0 no Bolívar-BOL, mas fez 7 a 0. Fora o baile.
Ontem, no primeiro duelo contra seus compatriotas do Vélez Sarsfield, o Boca Juniors fez um placar que praticamente lhe garante nas quartas, 3 a 0. Além disso, a equipe tem crescido muito no Campeonato Argentino, com o trio Riquelme, Palácio e Palermo jogando muito.
Caso avance, o Boca pegará o vencedor de Paraná x Libertad. Ou seja, o caminho até as semifinais está aberto. Como o time cresce em decisões, pode estar pintando o campeão, principalmente porque os maiores adversários, os brasileiros, parecem estar perdendo o fôlego. Falo em especial de São Paulo, Santos e Flamengo.
Sobre os brasileiros na Libertadores
Por Orozimbo Souza Júnior
Quatro das cinco equipes brasileiras que avançaram para as oitavas-de-final da competição sul-americana entraram em campo ontem.
O Santos, melhor desempenho da primeira fase, foi à Venezuela e perdeu os 100% de aproveitamento para o Caracas, ao empatar por 2 a 2. Mesmo assim, creio que o time da Vila não terá grandes dificuldades em avançar, pois se garante com um 0 a 0, ou 1 a 1, na partida de volta. Convenhamos, tarefa fácil de ser alcançada.
Já o Flamengo decepcionou. O rubro-negro foi ao Uruguai, pegar o Defensor, segunda pior equipe da primeira fase, e levou um sonoro 3 a 0. Mesmo que o time uruguaio não seja lá essas coisas, só um milagre salva a pele dos cariocas.
No duelo tupiniquim, o São Paulo recebeu o Grêmio e venceu, 1 a 0. Apesar do placar magro, o Tricolor do Morumbi não sofreu gols em casa, o que pesa muito em uma decisão como essa. A disputa está aberta, mas apostaria no São Paulo.
Por fim, o Paraná recebe hoje um time encardido, o Libertad, do Paraguai, que foi semifinalista em 2006. Vai ser muito complicado, mas os paranistas têm chances.
Quatro das cinco equipes brasileiras que avançaram para as oitavas-de-final da competição sul-americana entraram em campo ontem.
O Santos, melhor desempenho da primeira fase, foi à Venezuela e perdeu os 100% de aproveitamento para o Caracas, ao empatar por 2 a 2. Mesmo assim, creio que o time da Vila não terá grandes dificuldades em avançar, pois se garante com um 0 a 0, ou 1 a 1, na partida de volta. Convenhamos, tarefa fácil de ser alcançada.
Já o Flamengo decepcionou. O rubro-negro foi ao Uruguai, pegar o Defensor, segunda pior equipe da primeira fase, e levou um sonoro 3 a 0. Mesmo que o time uruguaio não seja lá essas coisas, só um milagre salva a pele dos cariocas.
No duelo tupiniquim, o São Paulo recebeu o Grêmio e venceu, 1 a 0. Apesar do placar magro, o Tricolor do Morumbi não sofreu gols em casa, o que pesa muito em uma decisão como essa. A disputa está aberta, mas apostaria no São Paulo.
Por fim, o Paraná recebe hoje um time encardido, o Libertad, do Paraguai, que foi semifinalista em 2006. Vai ser muito complicado, mas os paranistas têm chances.
Kaká, de fato, o melhor do mundo
Por Orozimbo Souza Júnior
Quem queria ver Cristiano Ronaldo, no duelo Manchester United e Milan, pelas semifinais da Liga dos Campeões da UEFA, viu um show do brasileiro Kaká.
O meia marcou três golaços nos dois confrontos e, sem exagero, carregou o defensivo time de Carlo Ancelotti à final. Além disso, o ex-são-paulino alcançou a artilharia isolada da competição, com dez gols, e não deve ser igualado.
Com velocidade, objetividade e habilidade, será, sem dúvida, a principal arma dos milaneses na revanche contra o Liverpool, de quem os italianos perderam de forma surpreendente a mesma competição em 2005, após estarem vencendo por 3 a 0 e permitirem o empate, com vitória dos ingleses nos pênaltis.
Mais do que isso, uma boa atuação do brasileiro na finalíssima praticamente lhe dará passaporte para o título de melhor do mundo pela FIFA. Tudo depois de o jogador ganhar a lendária camisa 10 da Seleção e de ser apontado como grande nome do Brasil para 2010.
Quem queria ver Cristiano Ronaldo, no duelo Manchester United e Milan, pelas semifinais da Liga dos Campeões da UEFA, viu um show do brasileiro Kaká.
O meia marcou três golaços nos dois confrontos e, sem exagero, carregou o defensivo time de Carlo Ancelotti à final. Além disso, o ex-são-paulino alcançou a artilharia isolada da competição, com dez gols, e não deve ser igualado.
Com velocidade, objetividade e habilidade, será, sem dúvida, a principal arma dos milaneses na revanche contra o Liverpool, de quem os italianos perderam de forma surpreendente a mesma competição em 2005, após estarem vencendo por 3 a 0 e permitirem o empate, com vitória dos ingleses nos pênaltis.
Mais do que isso, uma boa atuação do brasileiro na finalíssima praticamente lhe dará passaporte para o título de melhor do mundo pela FIFA. Tudo depois de o jogador ganhar a lendária camisa 10 da Seleção e de ser apontado como grande nome do Brasil para 2010.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Galo se prepara para mais uma volta olímpica
Por Orozimbo Souza Júnior
Enquanto os cruzeirenses buscam explicações para o que ocorreu ontem no Mineirão, os atleticanos já podem preparar a segunda volta olímpica em pouco mais de cinco meses.
Uma das máximas mais utilizadas no futebol é aquela que diz que no esporte tudo pode acontecer. E pode sim. Acontece. Mas raramente. Não vejo a possibilidade de o Cruzeiro reverter os 4 a 0 que levou. Aliás, neste momento, os cruzeirenses devem é se preocupar em não repetir o vexame.
Poucas vezes vi um time tão apático e submisso quanto a equipe do então treinador Paulo Autuori. Não seria exagero dizer que o placar foi injusto. A goleada poderia ter sido ainda maior. Se servir como consolo, em outras épocas, com outras equipes, derrotas como a de ontem serviram para iniciar uma volta por cima. Que seja o caso.
Quanto ao Atlético, uma entrevista de Rafael Miranda na semana passada me chamou muito a atenção. Ele disse que, nas conversas de bastidores no grupo de jogadores, havia um pensamento corrente sobre como é bom ser campeão, referindo-se ao momento em que a equipe venceu a Série B. E disse mais. Disse que os atletas viram como é bom ser campeão e que estavam tomando gosto por isso.
Tomara que não fique nisso. O atleticano anda muito carente de títulos e precisa recuperar o tempo perdido, após a lona fila de mais de seis anos.
Enquanto os cruzeirenses buscam explicações para o que ocorreu ontem no Mineirão, os atleticanos já podem preparar a segunda volta olímpica em pouco mais de cinco meses.
Uma das máximas mais utilizadas no futebol é aquela que diz que no esporte tudo pode acontecer. E pode sim. Acontece. Mas raramente. Não vejo a possibilidade de o Cruzeiro reverter os 4 a 0 que levou. Aliás, neste momento, os cruzeirenses devem é se preocupar em não repetir o vexame.
Poucas vezes vi um time tão apático e submisso quanto a equipe do então treinador Paulo Autuori. Não seria exagero dizer que o placar foi injusto. A goleada poderia ter sido ainda maior. Se servir como consolo, em outras épocas, com outras equipes, derrotas como a de ontem serviram para iniciar uma volta por cima. Que seja o caso.
Quanto ao Atlético, uma entrevista de Rafael Miranda na semana passada me chamou muito a atenção. Ele disse que, nas conversas de bastidores no grupo de jogadores, havia um pensamento corrente sobre como é bom ser campeão, referindo-se ao momento em que a equipe venceu a Série B. E disse mais. Disse que os atletas viram como é bom ser campeão e que estavam tomando gosto por isso.
Tomara que não fique nisso. O atleticano anda muito carente de títulos e precisa recuperar o tempo perdido, após a lona fila de mais de seis anos.
Copa do Brasil terá campeão inédito
Por Orozimbo Souza Júnior
Dos oito classificados para as quartas-de-final da competição, nenhum venceu o torneio até então. Teremos um novo campeão.
Isso não deixa de ser um bom motivo para alegrar a torcida atleticana. Os alvinegros viram seu time, no máximo, chegar às semifinais, em duas ocasiões, desde que a competição foi iniciada, em 1989.
Acredito que o Atlético pegará o adversário mais complicado de todos. O Botafogo vive um grande momento. Caso o Galo passe, terá grandes chances de ser campeão.
Dos oito classificados para as quartas-de-final da competição, nenhum venceu o torneio até então. Teremos um novo campeão.
Isso não deixa de ser um bom motivo para alegrar a torcida atleticana. Os alvinegros viram seu time, no máximo, chegar às semifinais, em duas ocasiões, desde que a competição foi iniciada, em 1989.
Acredito que o Atlético pegará o adversário mais complicado de todos. O Botafogo vive um grande momento. Caso o Galo passe, terá grandes chances de ser campeão.
Sete vezes Minas
Por Orozimbo Souza Júnior
Com a competência do clube mais organizado e bem-sucedido de Minas Gerais, o Minas chegou à sua sétima conquista nacional ao derrotar o Florianópolis por 3 a 0, no último sábado, no Ginásio Divino Braga, em Betim, fazendo 3 a 1 na série melhor de cinco.
A conquista contra os catarinenses foi a quarta pela Superliga Nacional de Vôlei Masculino, e se junta às três conquistas da década de 80, na extinta Liga Nacional de Vôlei. O curioso é que todos os jogos dessa série terminaram com o placar de 3 sets a 0.
Quanto ao duelo decisivo, o Minas foi brilhante, e teve no saque, sobretudo com o central Jardel, sua melhor arma. Mas o componente principal da decisão, creio, foi a união do grupo diante da tragédia vivida pelo oposto Samuel, horas antes da decisão.
O jogador do Minas perdeu seu irmão em um acidente de moto no interior do Paraná e, mesmo assim, colocou-se à disposição para jogar, tendo sido perfeito. Contra Samuel pesou também uma contusão ainda no primeiro set. Ao tentar bloquear uma bola, ele fraturou o dedo mínimo da mão direita e passou o resto do jogo com uma proteção, o que não prejudicou seu desempenho.
Parabéns Minas, parabéns Samuel, Minuzzi, que viveu um drama terrível há pouco tempo, e demais que trabalham nesse verdadeiro orgulho e exemplo do esporte em Minas Gerais: Minas Tênis Clube.
Com a competência do clube mais organizado e bem-sucedido de Minas Gerais, o Minas chegou à sua sétima conquista nacional ao derrotar o Florianópolis por 3 a 0, no último sábado, no Ginásio Divino Braga, em Betim, fazendo 3 a 1 na série melhor de cinco.
A conquista contra os catarinenses foi a quarta pela Superliga Nacional de Vôlei Masculino, e se junta às três conquistas da década de 80, na extinta Liga Nacional de Vôlei. O curioso é que todos os jogos dessa série terminaram com o placar de 3 sets a 0.
Quanto ao duelo decisivo, o Minas foi brilhante, e teve no saque, sobretudo com o central Jardel, sua melhor arma. Mas o componente principal da decisão, creio, foi a união do grupo diante da tragédia vivida pelo oposto Samuel, horas antes da decisão.
O jogador do Minas perdeu seu irmão em um acidente de moto no interior do Paraná e, mesmo assim, colocou-se à disposição para jogar, tendo sido perfeito. Contra Samuel pesou também uma contusão ainda no primeiro set. Ao tentar bloquear uma bola, ele fraturou o dedo mínimo da mão direita e passou o resto do jogo com uma proteção, o que não prejudicou seu desempenho.
Parabéns Minas, parabéns Samuel, Minuzzi, que viveu um drama terrível há pouco tempo, e demais que trabalham nesse verdadeiro orgulho e exemplo do esporte em Minas Gerais: Minas Tênis Clube.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
A audácia do Audax
Por Orozimbo Souza Júnior
O desconhecido time chileno quase aprontou para cima do São Paulo, ontem, em pleno Morumbi. Ao Tricolor, bastava um empate para alcançar a classificação à segunda fase. Era quase unânime a opinião de que o time paulista aplicaria uma goleada.
Foram muitas as chances criadas, pelos são-paulinos, é bem verdade. Mas com pouca efetividade. No final, 2 a 2 garantiu vaga ao time de Muricy Ramalho, só que sem a facilidade propagada antes do jogo.
Dessa forma, teremos um duelo de tricolores na próxima fase da competição: São Paulo x Grêmio. Esse embate seria evitado, caso o Tricolor Paulista obtivesse uma vitória simples contra o Audax. Com o empate a primeira posição do grupo ficou com o Necaxa-MEX.
Pior para o futebol brasileiro, que perderá , logo nas oitavas, uma de duas equipes mais vitoriosas na Libertadores. E pior para o São Paulo, que só dependia de si para pegar uma equipe menos qualificada no mata-mata. Esse confronto brasileiro tende a ser a sensação das oitavas. Não tem favorito.
O desconhecido time chileno quase aprontou para cima do São Paulo, ontem, em pleno Morumbi. Ao Tricolor, bastava um empate para alcançar a classificação à segunda fase. Era quase unânime a opinião de que o time paulista aplicaria uma goleada.
Foram muitas as chances criadas, pelos são-paulinos, é bem verdade. Mas com pouca efetividade. No final, 2 a 2 garantiu vaga ao time de Muricy Ramalho, só que sem a facilidade propagada antes do jogo.
Dessa forma, teremos um duelo de tricolores na próxima fase da competição: São Paulo x Grêmio. Esse embate seria evitado, caso o Tricolor Paulista obtivesse uma vitória simples contra o Audax. Com o empate a primeira posição do grupo ficou com o Necaxa-MEX.
Pior para o futebol brasileiro, que perderá , logo nas oitavas, uma de duas equipes mais vitoriosas na Libertadores. E pior para o São Paulo, que só dependia de si para pegar uma equipe menos qualificada no mata-mata. Esse confronto brasileiro tende a ser a sensação das oitavas. Não tem favorito.
Mais erros do que acertos. De novo...
Por Orozimbo Souza Júnior
Fui brincar de adivinhação e me dei mal. Errei dois dos três palpites sobre os jogos dos mineiros na Copa do Brasil.
Disse que o Galo se classificaria, e acertei. Mas este era o pitaco mais óbvio. Depois de vencer por 2 a 0 em Floripa, só uma catástrofe tiraria a vaga do alvinegro. Acertei outra coisa nesse jogo. Disse que o maior adversário do Atlético seria o Cruzeiro, já que o time poderia entrar em campo com a cabeça na decisão do Mineiro. Levir Culpi declarou, após a vitória ontem, que o time se poupou.
Vamos aos erros, começando pelo bom. O Ipatinga me surpreendeu. Conseguiu devolver o 1 a 1 na Ilha do Retiro e bateu o Sport nos pênaltis, 4 a 2, com o goleiro Rodrigo Posso, assim como contra o Palmeiras, sendo o destaque. Poucos apostavam na classificação do Tigre. Azar de quem supervalorizou o time de Recife, como eu. A equipe do Vale do Aço enfrentará o Brasiliense nas quartas-de-final, com boas chances de ir às semi.
O time de Brasília, aliás, foi protagonista do meu segundo erro. Eu acreditava que o Cruzeiro pudesse dar o troco na casa do adversário. Pelo placar do jogo (1 a 1), até esteve próximo. Mas, pelo futebol, a vaga passou muito longe. Mais uma vez, os cruzeirenses devem agradecer por não terem sido goleados pela “febre amarela”. Os candangos perderam algumas chances claríssimas de gol.
Os duelos definidos são esses:
Atlético-MG x Botafogo
Ipatinga x Brasiliense
Fluminense x Atlético-PR
Figueirense x Corinthians ou Náutico
Semana que vem, colocarei minha bola de cristal em ação, para colocar aqui prognósticos pouco confiáveis sobre os duelos.
Fui brincar de adivinhação e me dei mal. Errei dois dos três palpites sobre os jogos dos mineiros na Copa do Brasil.
Disse que o Galo se classificaria, e acertei. Mas este era o pitaco mais óbvio. Depois de vencer por 2 a 0 em Floripa, só uma catástrofe tiraria a vaga do alvinegro. Acertei outra coisa nesse jogo. Disse que o maior adversário do Atlético seria o Cruzeiro, já que o time poderia entrar em campo com a cabeça na decisão do Mineiro. Levir Culpi declarou, após a vitória ontem, que o time se poupou.
Vamos aos erros, começando pelo bom. O Ipatinga me surpreendeu. Conseguiu devolver o 1 a 1 na Ilha do Retiro e bateu o Sport nos pênaltis, 4 a 2, com o goleiro Rodrigo Posso, assim como contra o Palmeiras, sendo o destaque. Poucos apostavam na classificação do Tigre. Azar de quem supervalorizou o time de Recife, como eu. A equipe do Vale do Aço enfrentará o Brasiliense nas quartas-de-final, com boas chances de ir às semi.
O time de Brasília, aliás, foi protagonista do meu segundo erro. Eu acreditava que o Cruzeiro pudesse dar o troco na casa do adversário. Pelo placar do jogo (1 a 1), até esteve próximo. Mas, pelo futebol, a vaga passou muito longe. Mais uma vez, os cruzeirenses devem agradecer por não terem sido goleados pela “febre amarela”. Os candangos perderam algumas chances claríssimas de gol.
Os duelos definidos são esses:
Atlético-MG x Botafogo
Ipatinga x Brasiliense
Fluminense x Atlético-PR
Figueirense x Corinthians ou Náutico
Semana que vem, colocarei minha bola de cristal em ação, para colocar aqui prognósticos pouco confiáveis sobre os duelos.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Mais exercícios de adivinhação
Por Orozimbo Souza Júnior
Vou ver quantas vezes quebro a cara, tentando prever o que vai acontecer aos mineiros na rodada da Copa do Brasil.
Começando pelo Atlético, que recebe o Avaí no Mineirão, após vencer em Florianópolis por 2 a 0. O Galo passa, sem grandes problemas. O maior adversário de hoje deve ser a proximidade com o clássico de domingo. Creio que os jogadores podem entrar em campo mais preocupados com a decisão do Mineiro.
O Cruzeiro tem tarefa complicada, pois precisa reverter em Brasília a derrota que sofreu em casa para o Brasiliense: 1 a 0. No Mineirão, o time do Distrito Federal teve duas chances claríssimas de matar o Cruzeiro, mas não o fez. Como já vi esse filme várias vezes, tenho o palpite de que a Raposa se classifica hoje. Arrisco até o placar: 2 a 1.
Quem tem tarefa complicada é o Ipatinga. Em casa, o Tigre empatou por 1 a 1 com o bom Sport. Precisa reverter o resultado na Ilha do Retiro, onde o Leão não tem o hábito de perder. Acho que a equipe do Vale do Aço não se classifica.
Vou ver quantas vezes quebro a cara, tentando prever o que vai acontecer aos mineiros na rodada da Copa do Brasil.
Começando pelo Atlético, que recebe o Avaí no Mineirão, após vencer em Florianópolis por 2 a 0. O Galo passa, sem grandes problemas. O maior adversário de hoje deve ser a proximidade com o clássico de domingo. Creio que os jogadores podem entrar em campo mais preocupados com a decisão do Mineiro.
O Cruzeiro tem tarefa complicada, pois precisa reverter em Brasília a derrota que sofreu em casa para o Brasiliense: 1 a 0. No Mineirão, o time do Distrito Federal teve duas chances claríssimas de matar o Cruzeiro, mas não o fez. Como já vi esse filme várias vezes, tenho o palpite de que a Raposa se classifica hoje. Arrisco até o placar: 2 a 1.
Quem tem tarefa complicada é o Ipatinga. Em casa, o Tigre empatou por 1 a 1 com o bom Sport. Precisa reverter o resultado na Ilha do Retiro, onde o Leão não tem o hábito de perder. Acho que a equipe do Vale do Aço não se classifica.
Cruzeiro pode ter Fábio Luciano
Por Orozimbo Souza Júnior
O zagueiro, ex-Corinthians e que estava na Alemanha, após passagem sem sucesso pela Turquia, desembarcou ontem no Brasil, elogiando a estrutura do Cruzeiro.
Isso é um grande indício de que ele reforce o time da Toca na sua volta ao país. Caso seja confirmada a contratação, será uma boa opção para o setor mais carente da Raposa em 2007.
Desde que ele repita o bom futebol dos tempos em que jogou no Parque São Jorge.
O zagueiro, ex-Corinthians e que estava na Alemanha, após passagem sem sucesso pela Turquia, desembarcou ontem no Brasil, elogiando a estrutura do Cruzeiro.
Isso é um grande indício de que ele reforce o time da Toca na sua volta ao país. Caso seja confirmada a contratação, será uma boa opção para o setor mais carente da Raposa em 2007.
Desde que ele repita o bom futebol dos tempos em que jogou no Parque São Jorge.
Ao estilo do Grêmio
Por Orozimbo Souza Júnior
Torcer para o tricolor gaúcho deve estar sendo um teste para cardíacos. Em menos de três dias, foram duas decisões emocionantes. Após golear o Caxias por 4 a 0, na sexta, e ir para a final, ontem a equipe avançou na Libertadores.
O jogo contra o Cerro Porteño foi fraco tecnicamente, e o magro 1 a 0, fiel ao que se viu em campo. O resultado garantiu o primeiro lugar do grupo para a equipe de Mano Menezes. Mas o Grêmio esteve eliminado até quase 30 minutos do segundo tempo.
De qualquer forma, o que vale é a classificação. Entretanto, os gaúchos precisam de acertos. São poucas as opções no ataque e algumas falhas na defesa. Tanto que Kelly e Amoroso foram contratados.
Mesmo assim, o Grêmio tem camisa e, apesar dos problemas, pode ir muito longe na disputa.
Torcer para o tricolor gaúcho deve estar sendo um teste para cardíacos. Em menos de três dias, foram duas decisões emocionantes. Após golear o Caxias por 4 a 0, na sexta, e ir para a final, ontem a equipe avançou na Libertadores.
O jogo contra o Cerro Porteño foi fraco tecnicamente, e o magro 1 a 0, fiel ao que se viu em campo. O resultado garantiu o primeiro lugar do grupo para a equipe de Mano Menezes. Mas o Grêmio esteve eliminado até quase 30 minutos do segundo tempo.
De qualquer forma, o que vale é a classificação. Entretanto, os gaúchos precisam de acertos. São poucas as opções no ataque e algumas falhas na defesa. Tanto que Kelly e Amoroso foram contratados.
Mesmo assim, o Grêmio tem camisa e, apesar dos problemas, pode ir muito longe na disputa.
Bravo, Kaká!!
Por Orozimbo Souza Júnior
O primeiro duelo pelas semifinais da UEFA Champions League confirmou uma opinião que tinha: o Manchester United é o melhor time do mundo na atualidade. Está bem armado e tem grandes jogadores, como Rooney e Cristiano Ronaldo.
Ontem, em casa, os ingleses bateram o defensivo Milan de Carlo Ancelotti por 3 a 2, em um dos melhores jogos que vi esse ano, e deverão ir à decisão. À equipe italiana, basta uma vitória simples em seus domínios. Para isso, deverá atacar, coisa que não sabe fazer.
Mas o principal fato que destaco no jogo foi a atuação de Kaká. Antes da partida, tentaram fazer uma comparação entre ele e Cristiano Ronaldo, para saber quem é o melhor do mundo. O jogo confirmou outra opinião minha: Kaká é melhor. Além de seus dois belos gols, fez grandes jogados. Mesmo não sendo atacante, foi o mais incisivo da equipe milanesa.
Parece que um santo do bom futebol resolveu baixar em alguns craques, que estão fazendo obras-primas. Semana passada, foram Messi e Diego os autores. Ontem foi a vez de Kaká. Seu segundo gol foi brilhante, não só pelos dribles e pela conclusão precisa, mas pela forma com que se livrou dos marcadores Evra e Heinze. A trombada entre os zagueiros do time inglês tem que entrar para a história.
O primeiro duelo pelas semifinais da UEFA Champions League confirmou uma opinião que tinha: o Manchester United é o melhor time do mundo na atualidade. Está bem armado e tem grandes jogadores, como Rooney e Cristiano Ronaldo.
Ontem, em casa, os ingleses bateram o defensivo Milan de Carlo Ancelotti por 3 a 2, em um dos melhores jogos que vi esse ano, e deverão ir à decisão. À equipe italiana, basta uma vitória simples em seus domínios. Para isso, deverá atacar, coisa que não sabe fazer.
Mas o principal fato que destaco no jogo foi a atuação de Kaká. Antes da partida, tentaram fazer uma comparação entre ele e Cristiano Ronaldo, para saber quem é o melhor do mundo. O jogo confirmou outra opinião minha: Kaká é melhor. Além de seus dois belos gols, fez grandes jogados. Mesmo não sendo atacante, foi o mais incisivo da equipe milanesa.
Parece que um santo do bom futebol resolveu baixar em alguns craques, que estão fazendo obras-primas. Semana passada, foram Messi e Diego os autores. Ontem foi a vez de Kaká. Seu segundo gol foi brilhante, não só pelos dribles e pela conclusão precisa, mas pela forma com que se livrou dos marcadores Evra e Heinze. A trombada entre os zagueiros do time inglês tem que entrar para a história.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Exercício de adivinhação
Por Orozimbo Souza Júnior
Os jogos do final de semana definiram os finalistas dos principais campeonatos estaduais pelo país. Como não poderia deixar de ser, vou brincar de Mãe Diná e me arriscar a apontar os favoritos em alguns confrontos.
No Rio Grande do Sul, o sempre surpreendente Grêmio conseguiu reverter um 3 a 0 contra o Caxias e pegará o Juventude na decisão. Aposto no tricolor e ponto final.
No Paraná, a surpresa Paranavaí, da cidade de mesmo nome, despachou o Coritiba em pleno Couto Pereira e fará a decisão contra o Paraná Club, que bateu o Atlético na Arena da Baixada. Acho que os paranistas levam o caneco. Mas, na verdade, acompanho muito pouco o futebol paranaense, não sei como está a equipe do interior. Posso quebrar a cara.
Em São Paulo aconteceu a maior surpresa do ano. No Morumbi lotado, o São Caetano goleou o São Paulo por 4 a 1 e decidirá contra o Santos, que se classificou com dois empates sem gols contra o Bragantino. Acho que o Azulão já fez muito. Pelo segundo ano consecutivo, a taça deve ir para a Vila Belmiro.
Por fim, no Rio de Janeiro deveremos ter uma das disputas mais interessantes. Ontem, o Botafogo confirmou o bom momento e despachou o Cabofriense na decisão da Taça Rio. O time da estrela solitária duelará contra o Flamengo, campeão da Taça Guanabara. Tem tudo para ser um confronto equilibrado, com ligeiro favoritismo para o Fogão, que vive um melhor momento, com Lúcio Flávio, Dodô e Zé Roberto jogando muito. Além disso, o rubro-negro tem problemas de contusões no ataque.
Os jogos do final de semana definiram os finalistas dos principais campeonatos estaduais pelo país. Como não poderia deixar de ser, vou brincar de Mãe Diná e me arriscar a apontar os favoritos em alguns confrontos.
No Rio Grande do Sul, o sempre surpreendente Grêmio conseguiu reverter um 3 a 0 contra o Caxias e pegará o Juventude na decisão. Aposto no tricolor e ponto final.
No Paraná, a surpresa Paranavaí, da cidade de mesmo nome, despachou o Coritiba em pleno Couto Pereira e fará a decisão contra o Paraná Club, que bateu o Atlético na Arena da Baixada. Acho que os paranistas levam o caneco. Mas, na verdade, acompanho muito pouco o futebol paranaense, não sei como está a equipe do interior. Posso quebrar a cara.
Em São Paulo aconteceu a maior surpresa do ano. No Morumbi lotado, o São Caetano goleou o São Paulo por 4 a 1 e decidirá contra o Santos, que se classificou com dois empates sem gols contra o Bragantino. Acho que o Azulão já fez muito. Pelo segundo ano consecutivo, a taça deve ir para a Vila Belmiro.
Por fim, no Rio de Janeiro deveremos ter uma das disputas mais interessantes. Ontem, o Botafogo confirmou o bom momento e despachou o Cabofriense na decisão da Taça Rio. O time da estrela solitária duelará contra o Flamengo, campeão da Taça Guanabara. Tem tudo para ser um confronto equilibrado, com ligeiro favoritismo para o Fogão, que vive um melhor momento, com Lúcio Flávio, Dodô e Zé Roberto jogando muito. Além disso, o rubro-negro tem problemas de contusões no ataque.
Atlético e Cruzeiro disputam o caneco
Por Orozimbo Souza Júnior
Confirmando o favoritismo, os dois grandes da capital passaram por seus adversários e se pegam na finalíssima.
No sábado, apresentando um futebol burocrático, o Galo ficou no 1 a 1 contra o Democrata-GV e, como podia até perder por um gol, garantiu sua classificação. O time mostrou algumas falhas no sistema defensivo, e seu ataque pouco produziu. Levir Culpi repetiu o esquema com três volantes, que funcionou bem contra o Avaí, mas que não surtiu o mesmo efeito contra a Pantera. Ao que tudo indica, o sistema será mantido. De qualquer forma, o mais importante é que o Galo volta à final, após dois anos fora da decisão do estadual.
Ontem, foi a vez de a Raposa confirmar seu favoritismo contra o Tupi, no Mineirão, e assegurar sua vaga. Na fase de classificação, o Cruzeiro fez 6 a 2 no Carijó. Os 4 a 0 da semifinal ficaram de bom tamanho, uma vez que a equipe de Juiz de Fora entrou esfacelada na decisão, com quatro atletas suspensos e outros três dispensados após uma fracassada ameaça de greve. Se na fase de classificatória, em que o time da Zona da Mata estava mais inteiro, a Raposa passou de passagem, imagine com o adversário enfrentando tantos problemas. Classificação esperada e resultado justo.
O time da Toca tem uma vantagem considerável nesta decisão, a de jogar por dois resultados iguais, devido à melhor campanha. É um trunfo considerável, mas que, para mim, não é suficiente para apontar o time azul como favorito. A equipe teve altos e baixos na competição, e parece não ter encontrado, ainda, o melhor futebol. Já o Galo, que começou mal, recuperou-se e mostra avanços, mas longe de estar no ponto ideal. Não me arrisco, em hipótese alguma, a apontar quem deve ser campeão.
Confirmando o favoritismo, os dois grandes da capital passaram por seus adversários e se pegam na finalíssima.
No sábado, apresentando um futebol burocrático, o Galo ficou no 1 a 1 contra o Democrata-GV e, como podia até perder por um gol, garantiu sua classificação. O time mostrou algumas falhas no sistema defensivo, e seu ataque pouco produziu. Levir Culpi repetiu o esquema com três volantes, que funcionou bem contra o Avaí, mas que não surtiu o mesmo efeito contra a Pantera. Ao que tudo indica, o sistema será mantido. De qualquer forma, o mais importante é que o Galo volta à final, após dois anos fora da decisão do estadual.
Ontem, foi a vez de a Raposa confirmar seu favoritismo contra o Tupi, no Mineirão, e assegurar sua vaga. Na fase de classificação, o Cruzeiro fez 6 a 2 no Carijó. Os 4 a 0 da semifinal ficaram de bom tamanho, uma vez que a equipe de Juiz de Fora entrou esfacelada na decisão, com quatro atletas suspensos e outros três dispensados após uma fracassada ameaça de greve. Se na fase de classificatória, em que o time da Zona da Mata estava mais inteiro, a Raposa passou de passagem, imagine com o adversário enfrentando tantos problemas. Classificação esperada e resultado justo.
O time da Toca tem uma vantagem considerável nesta decisão, a de jogar por dois resultados iguais, devido à melhor campanha. É um trunfo considerável, mas que, para mim, não é suficiente para apontar o time azul como favorito. A equipe teve altos e baixos na competição, e parece não ter encontrado, ainda, o melhor futebol. Já o Galo, que começou mal, recuperou-se e mostra avanços, mas longe de estar no ponto ideal. Não me arrisco, em hipótese alguma, a apontar quem deve ser campeão.
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