Por Orozimbo Souza Júnior
O Azulão do ABC parece ter reencontrado o bom momento, como quando surgiu para o futebol brasileiro em 2000, sendo duas vezes finalista do Brasileirão e uma da Libertadores.
Na goleada por 4 a 1 sobre o São Paulo, no Morumbi com mais de 40 mil são-paulinos, foi possível ver um São Caetano organizado taticamente e com, pelo menos, três jogadores que têm condições de serem titulares em qualquer equipe brasileira. Refiro-me ao zagueiro Tiago, ao lateral-esquerdo Triguinho e ao ótimo meia Douglas. Olho neles.
O time agora aguarda o classificado do duelo Santos x Bragantino, para buscar seu segundo título estadual. Jogando o que jogou ontem, isso é bem possível.
domingo, 22 de abril de 2007
Grêmio, sempre Grêmio
Por Orozimbo Souza Júnior
Outra vez, o tricolor gaúcho confirmou, para mim, a fama de ser o maior estraga festa do futebol brasileiro. Poucos acreditavam que a equipe reverteria o sonoro 3 a 0, que levou na primeira partida das semifinais do Gauchão contra o Caxias.
Mais do que isso, o Grêmio fez 4 a 0, classificou-se com sobras e entra com moral na partida decisiva pela Libertadores, contra o Cerro Porteño, no meio de semana no Olímpico.
Justifico minha opinião trazendo à tona feitos épicos do time. O primeiro é a classificação contra o Náutico para a Série A, em 2005, quando a equipe tinha quatro jogadores a menos e um pênalti contra.
Lembro-me também das finais da Copa do Brasil de 2001 e 1997, quando os gaúchos foram campeões contra Corinthians e Flamengo, na casa dos adversários, após empate e derrota em casa. Nas duas ocasiões, a festa estava armada para paulistas e cariocas. Só se esqueceram de avisar ao Grêmio.
Outra vez, o tricolor gaúcho confirmou, para mim, a fama de ser o maior estraga festa do futebol brasileiro. Poucos acreditavam que a equipe reverteria o sonoro 3 a 0, que levou na primeira partida das semifinais do Gauchão contra o Caxias.
Mais do que isso, o Grêmio fez 4 a 0, classificou-se com sobras e entra com moral na partida decisiva pela Libertadores, contra o Cerro Porteño, no meio de semana no Olímpico.
Justifico minha opinião trazendo à tona feitos épicos do time. O primeiro é a classificação contra o Náutico para a Série A, em 2005, quando a equipe tinha quatro jogadores a menos e um pênalti contra.
Lembro-me também das finais da Copa do Brasil de 2001 e 1997, quando os gaúchos foram campeões contra Corinthians e Flamengo, na casa dos adversários, após empate e derrota em casa. Nas duas ocasiões, a festa estava armada para paulistas e cariocas. Só se esqueceram de avisar ao Grêmio.
Não posso deixar de falar do gol do Diego
Por Orozimbo Souza Júnior
Se na quarta-feira passada foi a vez de Messi lembrar Maradona, no sábado foi Diego quem lembrou Pelé.
As comparações, inevitáveis, são passíveis de questionamentos, principalmente por parte dos saudosistas. O certo é que as duas obras-primas dos garotos merecem, sim, ser exaltadas. O gol do craque do Barcelona lembrou Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86, e o gol de Diego, o lance que Pelé tentou, sem sucesso, do meio de campo na Copa de 70, contra Tchecoslováquia.
Quanto a Diego, o melhor de tudo é ver que ele está em franca recuperação na Alemanha, após uma passagem pouco ou nada produtiva por Portugal. Ganha nossa Seleção, que passa a contar com mais uma ótima e jovem opção, que pode disputar as Olimpíadas.
Se na quarta-feira passada foi a vez de Messi lembrar Maradona, no sábado foi Diego quem lembrou Pelé.
As comparações, inevitáveis, são passíveis de questionamentos, principalmente por parte dos saudosistas. O certo é que as duas obras-primas dos garotos merecem, sim, ser exaltadas. O gol do craque do Barcelona lembrou Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86, e o gol de Diego, o lance que Pelé tentou, sem sucesso, do meio de campo na Copa de 70, contra Tchecoslováquia.
Quanto a Diego, o melhor de tudo é ver que ele está em franca recuperação na Alemanha, após uma passagem pouco ou nada produtiva por Portugal. Ganha nossa Seleção, que passa a contar com mais uma ótima e jovem opção, que pode disputar as Olimpíadas.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Santos impecável; Inter lamentável
Por Orozimbo Souza Júnior
A sorte de mais dois times brasileiros foi selada na Libertadores na noite desta quinta. O Santos de Luxemburgo fez fáceis 3 a 0 no Deportivo Pasto-COL e assegurou os 100% de aproveitamento na fase de classificação e a melhor campanha.
Com isso, o Peixe enfrentará a equipe de pior campanha entre as 16 classificadas para o mata-mata. Acredito que o time da Vila vá chegar, pelo menos, às semifinais.
Por outro lado, o atual campeão, o Internacional, foi a maior decepção do torneio. Tudo bem que a equipe caiu no grupo mais difícil, com Vélez Sarsfield-ARG e Nacional-URU. Mas sair logo na primeira fase não deixa de ser uma zebra.
De qualquer forma, todo o belíssimo trabalho dos dirigentes colorados, que reergueram o clube, não pode ser jogado por terra. Tenho certeza de que o time entrará muito forte no Campeonato Brasileiro e, dependendo de aonde chegue São Paulo e Santos na Libertadores, o Inter pode entrar como favorito ao título nacional.
A sorte de mais dois times brasileiros foi selada na Libertadores na noite desta quinta. O Santos de Luxemburgo fez fáceis 3 a 0 no Deportivo Pasto-COL e assegurou os 100% de aproveitamento na fase de classificação e a melhor campanha.
Com isso, o Peixe enfrentará a equipe de pior campanha entre as 16 classificadas para o mata-mata. Acredito que o time da Vila vá chegar, pelo menos, às semifinais.
Por outro lado, o atual campeão, o Internacional, foi a maior decepção do torneio. Tudo bem que a equipe caiu no grupo mais difícil, com Vélez Sarsfield-ARG e Nacional-URU. Mas sair logo na primeira fase não deixa de ser uma zebra.
De qualquer forma, todo o belíssimo trabalho dos dirigentes colorados, que reergueram o clube, não pode ser jogado por terra. Tenho certeza de que o time entrará muito forte no Campeonato Brasileiro e, dependendo de aonde chegue São Paulo e Santos na Libertadores, o Inter pode entrar como favorito ao título nacional.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Galo quase lá; Ipatinga se complica; Cruzeiro...
Por Orozimbo Souza Júnior
A rodada de ida das oitavas de final da Copa do Brasil foi muito ruim para os times mineiros que jogaram em casa. Só o Galo, como visitante, se deu bem.
Na Ressacada, em Florianópolis, o Atlético fez prevalecer sua superioridade frente ao limitado Avaí, e venceu por 2 a 0. O placar ficou de bom tamanho para os catarinenses, já que o alvinegro teve, pelo menos, mais três chances claras de gol.
O adversário também criou algumas, mas parou no ótimo goleiro Diego e, também, na falta de sorte, que, ontem, jogou com o Atlético. Sem exagerar, um placar de 5 a 2 para os mineiros estaria de bom tamanho. Contudo, dificilmente a vaga nas quartas-de-final escapa.
A mesma sorte não teve o Ipatinga. Jogando em casa, o Tigre até saiu na frente do Sport, mas permitiu o empate. O 1 a 1 dá a vantagem de empate sem gols ao Leão, no jogo de volta, na sempre complicada Ilha do Retiro. Continuo acreditando no time do Vale do Aço, mas as chances estão muito reduzidas. O Sport tem um bom e bem treinado time.
Em termos de placar, o pior foi o do Cruzeiro, que foi derrotado em casa pelo Brasiliense, 1 a 0. O placar foi péssimo, mas os cruzeirenses devem estar agradecendo até agora pela incompetência dos atacantes do time de Brasília. Os adversários perderam, pelo menos, duas daquelas chamadas chances incríveis. A Raposa também criou, mas nada que inspirasse maiores preocupações no sistema de defesa adversário.
Mas é importante fazer uma consideração sobre a situação do Cruzeiro, que precisa reverter o prejuízo no Distrito Federal. Essa competição é à feição da equipe mineira. Já vi o time reverter situações piores. Em Brasília, uma vitória por 2 a 1 será suficiente, o que não é nada impossível de se alcançar.
A rodada de ida das oitavas de final da Copa do Brasil foi muito ruim para os times mineiros que jogaram em casa. Só o Galo, como visitante, se deu bem.
Na Ressacada, em Florianópolis, o Atlético fez prevalecer sua superioridade frente ao limitado Avaí, e venceu por 2 a 0. O placar ficou de bom tamanho para os catarinenses, já que o alvinegro teve, pelo menos, mais três chances claras de gol.
O adversário também criou algumas, mas parou no ótimo goleiro Diego e, também, na falta de sorte, que, ontem, jogou com o Atlético. Sem exagerar, um placar de 5 a 2 para os mineiros estaria de bom tamanho. Contudo, dificilmente a vaga nas quartas-de-final escapa.
A mesma sorte não teve o Ipatinga. Jogando em casa, o Tigre até saiu na frente do Sport, mas permitiu o empate. O 1 a 1 dá a vantagem de empate sem gols ao Leão, no jogo de volta, na sempre complicada Ilha do Retiro. Continuo acreditando no time do Vale do Aço, mas as chances estão muito reduzidas. O Sport tem um bom e bem treinado time.
Em termos de placar, o pior foi o do Cruzeiro, que foi derrotado em casa pelo Brasiliense, 1 a 0. O placar foi péssimo, mas os cruzeirenses devem estar agradecendo até agora pela incompetência dos atacantes do time de Brasília. Os adversários perderam, pelo menos, duas daquelas chamadas chances incríveis. A Raposa também criou, mas nada que inspirasse maiores preocupações no sistema de defesa adversário.
Mas é importante fazer uma consideração sobre a situação do Cruzeiro, que precisa reverter o prejuízo no Distrito Federal. Essa competição é à feição da equipe mineira. Já vi o time reverter situações piores. Em Brasília, uma vitória por 2 a 1 será suficiente, o que não é nada impossível de se alcançar.
Placares magros, mas suficientes
Por Orozimbo Souza Júnior
Três brasileiros entraram em campo na noite desta quarta pela competição sul-americana, e deram passos importantes.
No Maracanã, jogando apenas para o gasto, o Flamengo bateu o fraco Real Potosí por 1 a 0 e reafirmou a liderança de seu grupo. Mais do que isso, o rubro-negro, na pior das hipóteses, terminará a fase de classificação com a segunda melhor campanha entre os 32 participantes. Com isso, os cariocas deverão enfrentar uma equipe inexpressiva no mata-mata.
Quem também fez o dever de casa foi o Paraná Club. A vitória de 2 a 1, somada à derrota do Potosí, garantiu a segunda vaga para o time de Curitiba, que ficou atrás do Flamengo. Os paranistas somaram nove pontos e deverão enfrentar uma pedreira na oitavas. Há a chance de um duelo com outro brasileiro.
O terceiro brazuca a entrar em campo ontem foi o São Paulo. Jogando no Peru contra o Alianza Lima, o Tricolor fez 1 a 0 e assumiu, momentaneamente, a liderança de seu grupo. Na semana que vem, um empate em casa, contra o Audax Italiano-CHI, garante vaga ao time do Morumbi.
Na próxima etapa, o nível técnico da competição tende a aumentar, o que deverá trazer mais dificuldades aos brasileiros. Aposto em Santos, Flamengo e São Paulo com maiores possibilidades de sucesso, mas não descarto o Grêmio. O Paraná já fez muito, e o Inter, acredito, não passará da primeira fase.
Três brasileiros entraram em campo na noite desta quarta pela competição sul-americana, e deram passos importantes.
No Maracanã, jogando apenas para o gasto, o Flamengo bateu o fraco Real Potosí por 1 a 0 e reafirmou a liderança de seu grupo. Mais do que isso, o rubro-negro, na pior das hipóteses, terminará a fase de classificação com a segunda melhor campanha entre os 32 participantes. Com isso, os cariocas deverão enfrentar uma equipe inexpressiva no mata-mata.
Quem também fez o dever de casa foi o Paraná Club. A vitória de 2 a 1, somada à derrota do Potosí, garantiu a segunda vaga para o time de Curitiba, que ficou atrás do Flamengo. Os paranistas somaram nove pontos e deverão enfrentar uma pedreira na oitavas. Há a chance de um duelo com outro brasileiro.
O terceiro brazuca a entrar em campo ontem foi o São Paulo. Jogando no Peru contra o Alianza Lima, o Tricolor fez 1 a 0 e assumiu, momentaneamente, a liderança de seu grupo. Na semana que vem, um empate em casa, contra o Audax Italiano-CHI, garante vaga ao time do Morumbi.
Na próxima etapa, o nível técnico da competição tende a aumentar, o que deverá trazer mais dificuldades aos brasileiros. Aposto em Santos, Flamengo e São Paulo com maiores possibilidades de sucesso, mas não descarto o Grêmio. O Paraná já fez muito, e o Inter, acredito, não passará da primeira fase.
Que golaço o do Messi!
Por Orozimbo Souza Júnior
No futebol cada vez mais caracterizado pela força física, gols como o do garoto argentino Lionel Messi, na vitória por 5 a 2 do Barcelona sobre o Getafe, são cada vez mais raros.
Tanto que, quando surgem gols assim, são inevitáveis as comparações com outras obras primas. Às vezes, tais comparações são injustas e exageradas, mas o gol do craque do Barça é muito parecido com o que seu compatriota Maradona fez contra a Inglaterra na Copa de 86.
Neste caso, a comparação é perfeitamente válida, com um único detalhe: o gol de Maradona é mais notável por ter sido em uma Copa do Mundo. Mas em termos de beleza plástica, nenhum deixa a desejar em relação ao outro.
No futebol cada vez mais caracterizado pela força física, gols como o do garoto argentino Lionel Messi, na vitória por 5 a 2 do Barcelona sobre o Getafe, são cada vez mais raros.
Tanto que, quando surgem gols assim, são inevitáveis as comparações com outras obras primas. Às vezes, tais comparações são injustas e exageradas, mas o gol do craque do Barça é muito parecido com o que seu compatriota Maradona fez contra a Inglaterra na Copa de 86.
Neste caso, a comparação é perfeitamente válida, com um único detalhe: o gol de Maradona é mais notável por ter sido em uma Copa do Mundo. Mas em termos de beleza plástica, nenhum deixa a desejar em relação ao outro.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Noite de Copa do Brasil
Por Orozimbo Souza Júnior
Doze equipes estréiam na noite desta quarta nas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Os três mineiros remanescentes estarão em campo.
No Vale do Aço, o Ipatinga tem um confronto complicado contra o Sport, primeiro campeão estadual de 2007. Acredito em um triunfo do Tigre. Que seja com um bom placar, já que, na Ilha do Retiro, o Leão é carne de pescoço.
Em Belo Horizonte, o Cruzeiro recebe o Brasiliense e é favorito para mim. Mesmo que o jovem clube do Distrito Federal tenha fama de complicar para os grandes, sou mais a Raposa neste duelo.
Por fim, o Galo vai à Florianópolis pegar o Avaí, que está mal no campeonato de lá. Ano passado, as equipes se enfrentaram duas vezes pela Série B do Brasileirão, com uma vitória para cada. Em Santa Catarina, foi 2 a 0 para os donos da casa. No Mineirão, o Galo levou a melhor: 4 a 1.
Neste duelo, aposto na classificação do alvinegro. O que a equipe precisa fazer é administrar o jogo de hoje, sem se desesperar caso sofra algum gol. Em edições anteriores da Copa, o Atlético desperdiçou a oportunidade de avançar sendo goleado por equipes menores nas partidas de ida.
Doze equipes estréiam na noite desta quarta nas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Os três mineiros remanescentes estarão em campo.
No Vale do Aço, o Ipatinga tem um confronto complicado contra o Sport, primeiro campeão estadual de 2007. Acredito em um triunfo do Tigre. Que seja com um bom placar, já que, na Ilha do Retiro, o Leão é carne de pescoço.
Em Belo Horizonte, o Cruzeiro recebe o Brasiliense e é favorito para mim. Mesmo que o jovem clube do Distrito Federal tenha fama de complicar para os grandes, sou mais a Raposa neste duelo.
Por fim, o Galo vai à Florianópolis pegar o Avaí, que está mal no campeonato de lá. Ano passado, as equipes se enfrentaram duas vezes pela Série B do Brasileirão, com uma vitória para cada. Em Santa Catarina, foi 2 a 0 para os donos da casa. No Mineirão, o Galo levou a melhor: 4 a 1.
Neste duelo, aposto na classificação do alvinegro. O que a equipe precisa fazer é administrar o jogo de hoje, sem se desesperar caso sofra algum gol. Em edições anteriores da Copa, o Atlético desperdiçou a oportunidade de avançar sendo goleado por equipes menores nas partidas de ida.
Estou impressionado com o Fenômeno
Por Orozimbo Souza Júnior
Tenho acompanhado algumas partidas do burocrático Campeonato Italiano de Futebol, com especial atenção aos jogos do Milan, que tem vários brasileiros.
Já não me lembro quando foi a última vez que vi o atacante Ronaldo tão “fino” e correndo tanto. Estou impressionado, porque achei que ele não daria a volta por cima, após sair corrido do Real Madrid.
Que ele continue assim, pois é um grande jogador e, sinceramente, torço por ele
Tenho acompanhado algumas partidas do burocrático Campeonato Italiano de Futebol, com especial atenção aos jogos do Milan, que tem vários brasileiros.
Já não me lembro quando foi a última vez que vi o atacante Ronaldo tão “fino” e correndo tanto. Estou impressionado, porque achei que ele não daria a volta por cima, após sair corrido do Real Madrid.
Que ele continue assim, pois é um grande jogador e, sinceramente, torço por ele
A um passo do hepta
Por Orozimbo Souza Júnior
Arrasador. É assim que pode ser definido o time do Telemig/Minas nos jogos da final da Superliga Nacional de Vôlei Masculino. Jogando na Arena JK, ontem, os mineiros fizeram 3 sets a 0 no Florianópolis e chegaram aos 2 a 0 na melhor de cinco partidas.
Com uma vitória no jogo de domingo em Santa Catarina, a equipe de Mauro Grasso levantará pela sétima vez o troféu da competição e afastará o estigma, um pouco exagerado, de vice-campeão, posição em que ficou nas duas últimas edições da competição. A última, aliás, contra o próprio Florianópolis em 2006.
O que mais me chamou a atenção nos jogos realizados é a garra demonstrada pelos jogadores do Minas. Eles estão muito concentrados e brigando por todas as bolas. O que mais se destaca neste quesito é o central Jardel, que participou dos vice-campeonatos de 2005 e 2006. No primeiro, foi apontado como vilão pela derrota ao entregar uma bola no tie-break contra o São Bernardo.
Dessa vez, acho difícil o título não ficar em Belo Horizonte. Mas é bom que a equipe mantenha a concentração, já que, além de jogar muito, outro aspecto da decisão é que algumas peças do Florianópolis ainda não se encontraram nos jogos decisivos, principalmente o craque argentino Marcos Milinkovic.
Arrasador. É assim que pode ser definido o time do Telemig/Minas nos jogos da final da Superliga Nacional de Vôlei Masculino. Jogando na Arena JK, ontem, os mineiros fizeram 3 sets a 0 no Florianópolis e chegaram aos 2 a 0 na melhor de cinco partidas.
Com uma vitória no jogo de domingo em Santa Catarina, a equipe de Mauro Grasso levantará pela sétima vez o troféu da competição e afastará o estigma, um pouco exagerado, de vice-campeão, posição em que ficou nas duas últimas edições da competição. A última, aliás, contra o próprio Florianópolis em 2006.
O que mais me chamou a atenção nos jogos realizados é a garra demonstrada pelos jogadores do Minas. Eles estão muito concentrados e brigando por todas as bolas. O que mais se destaca neste quesito é o central Jardel, que participou dos vice-campeonatos de 2005 e 2006. No primeiro, foi apontado como vilão pela derrota ao entregar uma bola no tie-break contra o São Bernardo.
Dessa vez, acho difícil o título não ficar em Belo Horizonte. Mas é bom que a equipe mantenha a concentração, já que, além de jogar muito, outro aspecto da decisão é que algumas peças do Florianópolis ainda não se encontraram nos jogos decisivos, principalmente o craque argentino Marcos Milinkovic.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Antes tarde do que…
Por Orozimbo Souza Júnior
Devido a problemas de agenda, este blog não pôde ser atualizado no último fim de semana. Antes tarde do que nunca, vamos ao que aconteceu nos primeiros confrontos das semifinais do Campeonato Mineiro.
Como já previa, Atlético e Cruzeiro, para mim favoritos a avançarem, não teriam vida fácil contra Democrata-GV e Tupi. No sábado, a Raposa foi a Juiz de Fora e empatou sem gols com o Carijó. A partida foi muito equilibrada e qualquer uma das equipes poderia ter vencido. Outro empate no jogo de domingo no Mineirão coloca o time azul na final. Acredito que a equipe deu mais um passo nesse sentido, mas não deve se considerar finalista.
Já o Galo se saiu melhor. Mesmo sem mostrar muita coisa, conseguiu bater a Pantera por 2 a 1, de virada, no jogo de domingo. A vantagem do time de BH foi ampliada. O Atlético pode até perder por um gol no sábado, que estará na final. O mesmo conselho que dei ao Cruzeiro vale: o time ainda não pode se considerar na final, principalmente porque o Democrata mostrou que não tem nada de bobo e soube explorar algumas falhas atleticanas.
Devido a problemas de agenda, este blog não pôde ser atualizado no último fim de semana. Antes tarde do que nunca, vamos ao que aconteceu nos primeiros confrontos das semifinais do Campeonato Mineiro.
Como já previa, Atlético e Cruzeiro, para mim favoritos a avançarem, não teriam vida fácil contra Democrata-GV e Tupi. No sábado, a Raposa foi a Juiz de Fora e empatou sem gols com o Carijó. A partida foi muito equilibrada e qualquer uma das equipes poderia ter vencido. Outro empate no jogo de domingo no Mineirão coloca o time azul na final. Acredito que a equipe deu mais um passo nesse sentido, mas não deve se considerar finalista.
Já o Galo se saiu melhor. Mesmo sem mostrar muita coisa, conseguiu bater a Pantera por 2 a 1, de virada, no jogo de domingo. A vantagem do time de BH foi ampliada. O Atlético pode até perder por um gol no sábado, que estará na final. O mesmo conselho que dei ao Cruzeiro vale: o time ainda não pode se considerar na final, principalmente porque o Democrata mostrou que não tem nada de bobo e soube explorar algumas falhas atleticanas.
Para espantar a “zica”
Por Orozimbo Souza Júnior
Os que se apressaram em criticar Felipe Massa, devido aos maus resultados nas duas primeiras corridas da Temporada 2007 da F1, devem estar, neste momento, buscando alguma forma de se retratarem.
Apontado como um dos favoritos ao título deste ano, o brasileiro chegou a ser ironizado pela sempre apressada e, às vezes, irônica imprensa italiana, depois das corridas na Austrália e na Malásia. Achei que era cedo fazer qualquer projeção, ou mesmo comparar a carreira de Felipe na Ferrari com a passagem de Rubens Barrichello por lá.
A vitória de ponta a ponta no Bahrein, além de recolocar o piloto na disputa pelo título, serviu para espantar o azar inicial e acabar com quaisquer suspeições de um trabalho direcionado da equipe para o companheiro Kimmi Raikkonen. A disputa do campeonato e pelo posto de número 1 da equipe italiana está mais aberta do que nunca. Sem patriotada, aposto minhas fichas no brasileiro.
Os que se apressaram em criticar Felipe Massa, devido aos maus resultados nas duas primeiras corridas da Temporada 2007 da F1, devem estar, neste momento, buscando alguma forma de se retratarem.
Apontado como um dos favoritos ao título deste ano, o brasileiro chegou a ser ironizado pela sempre apressada e, às vezes, irônica imprensa italiana, depois das corridas na Austrália e na Malásia. Achei que era cedo fazer qualquer projeção, ou mesmo comparar a carreira de Felipe na Ferrari com a passagem de Rubens Barrichello por lá.
A vitória de ponta a ponta no Bahrein, além de recolocar o piloto na disputa pelo título, serviu para espantar o azar inicial e acabar com quaisquer suspeições de um trabalho direcionado da equipe para o companheiro Kimmi Raikkonen. A disputa do campeonato e pelo posto de número 1 da equipe italiana está mais aberta do que nunca. Sem patriotada, aposto minhas fichas no brasileiro.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
“Se dei mal”, de novo
Por Orozimbo Souza Júnior
Mais uma vez, vou atropelar a língua portuguesa e lançar mão do já consagrado “se dei mal”.
Publiquei neste blog um texto, há algumas semanas, no qual dizia acreditar que o Villa Nova pudesse ir longe na Copa do Brasil. Na verdade, eu estava entusiasmado após o time de Nova Lima eliminar a Ponte Preta na primeira fase da competição.
A derrota de ontem para o Avaí em Santa Catarina, nos minutos finais, derrubou o Leão e a mim também. Uma pena.
De qualquer forma, Minas continua com três representantes na competição, Atlético, Cruzeiro e Ipatinga, que têm boas chances de seguirem avançando.
Mais uma vez, vou atropelar a língua portuguesa e lançar mão do já consagrado “se dei mal”.
Publiquei neste blog um texto, há algumas semanas, no qual dizia acreditar que o Villa Nova pudesse ir longe na Copa do Brasil. Na verdade, eu estava entusiasmado após o time de Nova Lima eliminar a Ponte Preta na primeira fase da competição.
A derrota de ontem para o Avaí em Santa Catarina, nos minutos finais, derrubou o Leão e a mim também. Uma pena.
De qualquer forma, Minas continua com três representantes na competição, Atlético, Cruzeiro e Ipatinga, que têm boas chances de seguirem avançando.
Esqueceram de combinar com os adversários
Por Orozimbo Souza Júnior
Como fã do Romário e entusiasta do milésimo gol, estou ansioso para que o Baixinho alcance a marca, e só falta um, contestem ou não os cálculos. Acontece que há uns cinco ou seis jogos a festa está preparada, mas a bola do atacante não está encontrando as redes.
Ontem, o Vasco marcou quatro na semifinal da Taça Rio contra o Botafogo. O Baixinho, no entanto, passou em branco. Agora, a equipe de São Januário deverá ficar de folga “forçada” até a estréia do time no Brasileirão, em maio, o que vai prolongar a frustração de imprensa e torcedores.
Mas a festa preparada no Maracanã nos últimos jogos me lembrou uma das muitas lendas que envolvem o maior ídolo botafoguense, Mané Garrincha. Dizem que, certa vez durante uma preleção nos vestiários, os jogadores acompanhavam as instruções que o treinador dava em um quadro com o desenho de um campo.
Em determinado momento, o técnico fez alguns rabiscos na lousa, com o último terminando no gol do adversário. Ele teria dito: “nós temos de fazer isso. Atacar dessa forma, com os jogadores nessa posição, que o gol sairá naturalmente”. Ao garantir que a equipe faria gols, caso seguisse as recomendações, Garrincha levantou o dedo e perguntou: “professor, isso já foi combinado com o adversário?” O gesto inocente arrancou gargalhas e mais gargalhadas no vestiário.
A história, se verdadeira ou não, é sensacional, e nesta festa armada para o milésimo gol de Romário nos faz lembrar da pergunta do Mané. Parece que esqueceram de combinar com os adversários do Vasco.
Como fã do Romário e entusiasta do milésimo gol, estou ansioso para que o Baixinho alcance a marca, e só falta um, contestem ou não os cálculos. Acontece que há uns cinco ou seis jogos a festa está preparada, mas a bola do atacante não está encontrando as redes.
Ontem, o Vasco marcou quatro na semifinal da Taça Rio contra o Botafogo. O Baixinho, no entanto, passou em branco. Agora, a equipe de São Januário deverá ficar de folga “forçada” até a estréia do time no Brasileirão, em maio, o que vai prolongar a frustração de imprensa e torcedores.
Mas a festa preparada no Maracanã nos últimos jogos me lembrou uma das muitas lendas que envolvem o maior ídolo botafoguense, Mané Garrincha. Dizem que, certa vez durante uma preleção nos vestiários, os jogadores acompanhavam as instruções que o treinador dava em um quadro com o desenho de um campo.
Em determinado momento, o técnico fez alguns rabiscos na lousa, com o último terminando no gol do adversário. Ele teria dito: “nós temos de fazer isso. Atacar dessa forma, com os jogadores nessa posição, que o gol sairá naturalmente”. Ao garantir que a equipe faria gols, caso seguisse as recomendações, Garrincha levantou o dedo e perguntou: “professor, isso já foi combinado com o adversário?” O gesto inocente arrancou gargalhas e mais gargalhadas no vestiário.
A história, se verdadeira ou não, é sensacional, e nesta festa armada para o milésimo gol de Romário nos faz lembrar da pergunta do Mané. Parece que esqueceram de combinar com os adversários do Vasco.
Duelos equilibrados
Por Guilherme Ibraim
É chavão, mas as semifinais da Liga dos Campeões vão “pegar fogo” nas próximas semanas. A definição das quatro equipes que disputam o título de melhor time da Europa acabou colocando frente a frente elencos com algumas características semelhantes, o que deve “apimentar” as disputas.
Milan x Manchester United
Neste confronto, a qualidade individual deve ser o ponto de desequilíbrio para um dos lados. No caso do United, a extraordinária fase de Cristiano Ronaldo aparece como ponto forte da equipe de Manchester, que pinta com cara de campeã após a goleada de 7 a 1, sobre a Roma. Além das atuações do “Puto Maravilha”, como é conhecido pelos portugueses, o trio ofensivo do time vem se destacando muito na Liga. Cristiano Ronaldo, Giggs e Rooney formam hoje um ataque tão ou mais poderoso que o do Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho.
Os milaneses, como conhecem os que acompanham o Campeonato Italiano, não vem fazendo boas partidas, mas os resultados mostram a força da equipe de Carlo Ancelloti. O treinador, muito criticado pela imprensa italiana e brasileira por sua fama de retranqueiro, vem mostrando que tática e técnica caminham lado a lado, mesmo sem um futebol digno das tradições rubro-negras. Observando pela ótica da habilidade, ele tem utilizado muito bem o poderia ofensivo dos meias Kaká e Seedorf, mesmo optando por jogar com apenas um atacante – Inzaghi, como fez no último jogo contra o Bayern de Munique.
Minhas expectativas recaem sobre um duelo particular entre Cristiano Ronaldo e Kaká. Dois jogadores de qualidades indiscutíveis e que mostram como é possível aliar técnica apurada e força física sem perder a competitividade exigida pelo futebol europeu. Kaká desfila um bom futebol há alguns anos e Ronaldo está na primeira temporada realmente exuberante. Os dois são grandes, resta saber quem é mais eficiente em um momento de decisão.
Chelsea x Liverpool
No confronto caseiro da Liga o ponto central deve mesmo ser o plano tático. José Mourinho e Rafa Benítez são, hoje, dois dos melhores treinadores do futebol europeu e sabem montar esquemas que equilibram defesa e ataque com propriedade.
Acredito que Mourinho leva vantagem neste sentido uma vez que alia a competitividade a uma grande disponibilidade financeira que lhe garante algumas das maiores estrelas do futebol mundial em seu elenco. Shevchenko, Drogba, Ballack, John Terry, Peter Cech e Frank Lampard são algumas das armas do treinador português. O maior problema será enfrentar um forte esquema defensivo do Liverpool que, na maioria de seus jogos, atua em um esquema 4-5-1 e explorando os contra-ataques.
Já Rafa Benítez, metódico como ele só, deve apostar mais uma vez em um primeiro jogo retrancado para depois definir a situação na segunda partida. Foi assim contra o Barcelona e contra o PSV, só que este último, por ter um elenco fraco, não conseguiu segurar os avanços de Steve Gerrard e Peter Crouch no jogo de ida, na Holanda. Este dois jogadores, aliás, são pontos fortes dos “Reds”. Para alguns, a citação do grandalhão, pode até parecer hilária, mas ele tem mostrado ao longo do Campeonato Inglês da Liga e também com a camisa da seleção inglesa, que tem “faro de gol”. Desajeitado, mas goleador.
Para os fãs de futebol internacional, vale a pena assistir todos os 4 confrontos. Entre tática, habilidade e outros ingredientes, a Liga dos Campeões reserva grandes emoções.
É chavão, mas as semifinais da Liga dos Campeões vão “pegar fogo” nas próximas semanas. A definição das quatro equipes que disputam o título de melhor time da Europa acabou colocando frente a frente elencos com algumas características semelhantes, o que deve “apimentar” as disputas.
Milan x Manchester United
Neste confronto, a qualidade individual deve ser o ponto de desequilíbrio para um dos lados. No caso do United, a extraordinária fase de Cristiano Ronaldo aparece como ponto forte da equipe de Manchester, que pinta com cara de campeã após a goleada de 7 a 1, sobre a Roma. Além das atuações do “Puto Maravilha”, como é conhecido pelos portugueses, o trio ofensivo do time vem se destacando muito na Liga. Cristiano Ronaldo, Giggs e Rooney formam hoje um ataque tão ou mais poderoso que o do Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho.
Os milaneses, como conhecem os que acompanham o Campeonato Italiano, não vem fazendo boas partidas, mas os resultados mostram a força da equipe de Carlo Ancelloti. O treinador, muito criticado pela imprensa italiana e brasileira por sua fama de retranqueiro, vem mostrando que tática e técnica caminham lado a lado, mesmo sem um futebol digno das tradições rubro-negras. Observando pela ótica da habilidade, ele tem utilizado muito bem o poderia ofensivo dos meias Kaká e Seedorf, mesmo optando por jogar com apenas um atacante – Inzaghi, como fez no último jogo contra o Bayern de Munique.
Minhas expectativas recaem sobre um duelo particular entre Cristiano Ronaldo e Kaká. Dois jogadores de qualidades indiscutíveis e que mostram como é possível aliar técnica apurada e força física sem perder a competitividade exigida pelo futebol europeu. Kaká desfila um bom futebol há alguns anos e Ronaldo está na primeira temporada realmente exuberante. Os dois são grandes, resta saber quem é mais eficiente em um momento de decisão.
Chelsea x Liverpool
No confronto caseiro da Liga o ponto central deve mesmo ser o plano tático. José Mourinho e Rafa Benítez são, hoje, dois dos melhores treinadores do futebol europeu e sabem montar esquemas que equilibram defesa e ataque com propriedade.
Acredito que Mourinho leva vantagem neste sentido uma vez que alia a competitividade a uma grande disponibilidade financeira que lhe garante algumas das maiores estrelas do futebol mundial em seu elenco. Shevchenko, Drogba, Ballack, John Terry, Peter Cech e Frank Lampard são algumas das armas do treinador português. O maior problema será enfrentar um forte esquema defensivo do Liverpool que, na maioria de seus jogos, atua em um esquema 4-5-1 e explorando os contra-ataques.
Já Rafa Benítez, metódico como ele só, deve apostar mais uma vez em um primeiro jogo retrancado para depois definir a situação na segunda partida. Foi assim contra o Barcelona e contra o PSV, só que este último, por ter um elenco fraco, não conseguiu segurar os avanços de Steve Gerrard e Peter Crouch no jogo de ida, na Holanda. Este dois jogadores, aliás, são pontos fortes dos “Reds”. Para alguns, a citação do grandalhão, pode até parecer hilária, mas ele tem mostrado ao longo do Campeonato Inglês da Liga e também com a camisa da seleção inglesa, que tem “faro de gol”. Desajeitado, mas goleador.
Para os fãs de futebol internacional, vale a pena assistir todos os 4 confrontos. Entre tática, habilidade e outros ingredientes, a Liga dos Campeões reserva grandes emoções.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Produto ruim
Por Frederico Jota
Nada mais ridículo do que a discussão sobre onde o Democrata de Governador Valadares vai mandar seu jogo na semifinal do Campeonato Mineiro. O torneio em si é uma bobagem só, e essa onda toda só reflete a fragilidade dele. Dos 12 times, apenas Atlético, Cruzeiro, Tupi, Ipatinga e Democrata-SL poderiam abrigar em casa um dos jogos semifinais - isso, levando em conta o fato de que a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, um dos estádios mais novos do estado, não possui sequer iluminação. Se a semifinal fosse à noite... Nem mesmo o América poderia mandar um jogo no Independência, já que o laudo recente sobre o estádio atesta que lá não cabem, com segurança, mais do que 11 mil pessoas.
Obviamente, todo mundo sabia disso (que o local dos jogos das semifinais deveriam ser jogados em estádios que abrigassem 15 mil pessoas). Assinaram o regulamento, então não tem nem choro nem vela.
Claro que isso evidencia o fato de que o Campeonato Mineiro não existe, que os times do interior estão cada vez piores, com menos condições, que esse torneio não traz qualquer benefício para os grandes clubes, pois não há retorno técnico, não há retorno financeiro, não há nada. Nem para laboratório isso serve, afinal o nível técnico abaixo da crítica não permite que ninguém se prepare decentemente para campeonatos que realmente valem.
Campos ruins, sem condições de receber clubes, imprensa, etc. - coisas que poderiam ser atestadas antes de o campeonato começar, obviamente. Um estádio é do lado de um rio e alaga nas chuvas, outro tem poucos chuveiros, outros não têm iluminação, times formados em cima da hora, de aluguel, times de três meses. Sem falar nos públicos bisonhos, de pelada. E, para completar, as federações ganham força da CBF, que amplia o espaço desse péssimo torneio no calendário.
E, para fechar com chave de ouro, uma semifinal com dois jogos no mesmo lugar, com um time parceiro do outro mandando o jogo que era de seu mando na casa da matriz. Falar que o Campeonato Mineiro é equilibrado, que as equipes do interior cresceram, melhoraram, etc., é simplesmente grotesco. Quem fala isso não consegue enxergar que o futebol mineiro em especial caminha a passos largos.... de caranguejo.
Nada mais ridículo do que a discussão sobre onde o Democrata de Governador Valadares vai mandar seu jogo na semifinal do Campeonato Mineiro. O torneio em si é uma bobagem só, e essa onda toda só reflete a fragilidade dele. Dos 12 times, apenas Atlético, Cruzeiro, Tupi, Ipatinga e Democrata-SL poderiam abrigar em casa um dos jogos semifinais - isso, levando em conta o fato de que a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, um dos estádios mais novos do estado, não possui sequer iluminação. Se a semifinal fosse à noite... Nem mesmo o América poderia mandar um jogo no Independência, já que o laudo recente sobre o estádio atesta que lá não cabem, com segurança, mais do que 11 mil pessoas.
Obviamente, todo mundo sabia disso (que o local dos jogos das semifinais deveriam ser jogados em estádios que abrigassem 15 mil pessoas). Assinaram o regulamento, então não tem nem choro nem vela.
Claro que isso evidencia o fato de que o Campeonato Mineiro não existe, que os times do interior estão cada vez piores, com menos condições, que esse torneio não traz qualquer benefício para os grandes clubes, pois não há retorno técnico, não há retorno financeiro, não há nada. Nem para laboratório isso serve, afinal o nível técnico abaixo da crítica não permite que ninguém se prepare decentemente para campeonatos que realmente valem.
Campos ruins, sem condições de receber clubes, imprensa, etc. - coisas que poderiam ser atestadas antes de o campeonato começar, obviamente. Um estádio é do lado de um rio e alaga nas chuvas, outro tem poucos chuveiros, outros não têm iluminação, times formados em cima da hora, de aluguel, times de três meses. Sem falar nos públicos bisonhos, de pelada. E, para completar, as federações ganham força da CBF, que amplia o espaço desse péssimo torneio no calendário.
E, para fechar com chave de ouro, uma semifinal com dois jogos no mesmo lugar, com um time parceiro do outro mandando o jogo que era de seu mando na casa da matriz. Falar que o Campeonato Mineiro é equilibrado, que as equipes do interior cresceram, melhoraram, etc., é simplesmente grotesco. Quem fala isso não consegue enxergar que o futebol mineiro em especial caminha a passos largos.... de caranguejo.
O melhor do mundo
Por Frederico Jota
Nunca levei muito em conta as eleições da Fifa para o prêmio de melhor do mundo, pois acho que essa denominação está acima de uma reles eleição. E, aproveitando o ensejo, me arrisco a dizer que ninguém no futebol atual joga mais que o português Cristiano Ronaldo - ele hoje é o melhor do mundo, independentemente de Fifa, Uefa, os escambau. Não estou indo na onda de quem acabou de ver o passeio do Manchester United, que fez 7 a 1 na Roma em plena quarta-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Estou me baseando nas últimas atuações do jogador, seja pelo Manchester, seja pela Seleção Portuguesa.
Apesar da máscara e das firulas, Cristiano Ronaldo é um jogador objetivo e que atua pela equipe. Toma muita pancada, mas ao invés de rolar no chão e reclamar até se esgoelar, levanta e sai para o jogo. Além disso, brinda os companheiros com assistências e mais assistências e faz gols atrás de gols. Se não bastasse, taticamente é bem ciente de sua importância, buscando jogo na defesa, marcando em cobranças de escanteio, etc.
Posso até queimar minha língua e Cristiano Ronaldo não produzir mais nada até o resto do ano ou pelo resto da carreira. Mas, na temporada européia atual, o português anda sobrando. Reflexo de seus tempos no melhor futebol europeu, o inglês (não os atletas ingleses em si, mas o conjunto da obra, dos campeonatos, clubes, etc., papo que merece ainda ser mais detalhado em próximas colunas).
Nunca levei muito em conta as eleições da Fifa para o prêmio de melhor do mundo, pois acho que essa denominação está acima de uma reles eleição. E, aproveitando o ensejo, me arrisco a dizer que ninguém no futebol atual joga mais que o português Cristiano Ronaldo - ele hoje é o melhor do mundo, independentemente de Fifa, Uefa, os escambau. Não estou indo na onda de quem acabou de ver o passeio do Manchester United, que fez 7 a 1 na Roma em plena quarta-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Estou me baseando nas últimas atuações do jogador, seja pelo Manchester, seja pela Seleção Portuguesa.
Apesar da máscara e das firulas, Cristiano Ronaldo é um jogador objetivo e que atua pela equipe. Toma muita pancada, mas ao invés de rolar no chão e reclamar até se esgoelar, levanta e sai para o jogo. Além disso, brinda os companheiros com assistências e mais assistências e faz gols atrás de gols. Se não bastasse, taticamente é bem ciente de sua importância, buscando jogo na defesa, marcando em cobranças de escanteio, etc.
Posso até queimar minha língua e Cristiano Ronaldo não produzir mais nada até o resto do ano ou pelo resto da carreira. Mas, na temporada européia atual, o português anda sobrando. Reflexo de seus tempos no melhor futebol europeu, o inglês (não os atletas ingleses em si, mas o conjunto da obra, dos campeonatos, clubes, etc., papo que merece ainda ser mais detalhado em próximas colunas).
terça-feira, 10 de abril de 2007
Um campeonato como Minas merece
Por Ricardo Albino
Especial para o Blogueiros
Finalmente, podemos dizer que o torcedor mineiro assistiu a um dos melhores campeonatos dos últimos anos, tanto em organização quanto no nível técnico das equipes. A tabela, levando-se em consideração o calendário apertado do nosso futebol, em minha opinião, foi bem organizada, embora, como sempre acontece, não foi unanimidade entre os participantes.
Dentro do campo de jogo, o futebol do interior reforçado, basicamente, por jogadores de Cruzeiro e Atlético, mostrou sua força, deixando de fora das semifinais Ipatinga, Caldense e América. Por falar nestes dois últimos, times tradicionais do nosso futebol, são exemplos de que apenas a tradição não ganha campeonato.
A situação do Coelho é ainda mais preocupante. Afinal, o time tem uma boa estrutura com centro de treinamento e estádio próprio, ao contrário da maioria dos clubes do interior. No entanto, além de não conseguir vaga à série C do Brasileiro acabou rebaixado ao Módulo 2 do campeonato estadual. É preciso que a diretoria e os jogadores tenham consciência do patrimônio americano para que, brevemente, o Coelho possa voltar à elite do futebol mineiro.
Nos últimos anos, além dos times da capital, apenas o Ipatinga ganhou um campeonato. Este ano Tupi, Villa Nova, Rio Branco e Democrata de Valadares enfrentaram os chamados grandes de igual para igual, inclusive em Belo Horizonte. Espero que, em 2008, a fórmula continue e os participantes se estruturem com boas equipes para garantia do sucesso da competição.
Especial para o Blogueiros
Finalmente, podemos dizer que o torcedor mineiro assistiu a um dos melhores campeonatos dos últimos anos, tanto em organização quanto no nível técnico das equipes. A tabela, levando-se em consideração o calendário apertado do nosso futebol, em minha opinião, foi bem organizada, embora, como sempre acontece, não foi unanimidade entre os participantes.
Dentro do campo de jogo, o futebol do interior reforçado, basicamente, por jogadores de Cruzeiro e Atlético, mostrou sua força, deixando de fora das semifinais Ipatinga, Caldense e América. Por falar nestes dois últimos, times tradicionais do nosso futebol, são exemplos de que apenas a tradição não ganha campeonato.
A situação do Coelho é ainda mais preocupante. Afinal, o time tem uma boa estrutura com centro de treinamento e estádio próprio, ao contrário da maioria dos clubes do interior. No entanto, além de não conseguir vaga à série C do Brasileiro acabou rebaixado ao Módulo 2 do campeonato estadual. É preciso que a diretoria e os jogadores tenham consciência do patrimônio americano para que, brevemente, o Coelho possa voltar à elite do futebol mineiro.
Nos últimos anos, além dos times da capital, apenas o Ipatinga ganhou um campeonato. Este ano Tupi, Villa Nova, Rio Branco e Democrata de Valadares enfrentaram os chamados grandes de igual para igual, inclusive em Belo Horizonte. Espero que, em 2008, a fórmula continue e os participantes se estruturem com boas equipes para garantia do sucesso da competição.
Demagogia não!
Por Guilherme Ibraim
O anúncio do atacante palmeirense Edmundo, sobre uma possível aposentadoria do futebol, após o empate por 2 a 2 com o Guaratinguetá, mostrou como os jogadores de futebol só agem em prol de seus interesses. O “animal”, já experiente no trato com a imprensa, fez uso da empatia com a torcida do Palmeiras para esquivar-se da sua parcela de culpa pelas recentes atuações da sua equipe, e tentou creditar aos diretores do clube a tentativa de aposentá-lo.
Rapidamente e corretamente, a diretoria do Palmeiras disse que, caso haja uma proposta pelo jogador, e ele queira sair do clube, ela será prontamente aceita, não como forma de desfeita com o atleta, mas como prêmio pela sua história em Parque Antártica. Mais do que isso, a diretoria já avisou que não pretende renovar, neste momento, o contrato do jogador, que termina ao final deste ano. Sinal de racionalidade, levando-se em conta a idade do atleta e a relação custo-benefício de mantê-lo no Palmeiras.
Á diretoria, os parabéns pela sensatez e compreensão de que o Palmeiras passa por dificuldades financeiras e não pode se dar ao luxo de manter um salário alto, como o do “animal”, sem saber se ele manterá sua condição física e técnica impecáveis para ajudar a equipe. Para Edmundo, que fique de lição que a demagogia, assim como na política, tem duração curta.
Choros, entrevistas bombásticas, agressões, silêncios e grosserias sempre fizeram parte do arsenal do atleta, para colocar-se ao lado da torcida e tentar desviar as atenções dos menos avisados às peripécias do jogador. Desta vez, os rugidos do animal não atormentaram o resto dos bichos. A focinheira foi colocada em tempo.
O anúncio do atacante palmeirense Edmundo, sobre uma possível aposentadoria do futebol, após o empate por 2 a 2 com o Guaratinguetá, mostrou como os jogadores de futebol só agem em prol de seus interesses. O “animal”, já experiente no trato com a imprensa, fez uso da empatia com a torcida do Palmeiras para esquivar-se da sua parcela de culpa pelas recentes atuações da sua equipe, e tentou creditar aos diretores do clube a tentativa de aposentá-lo.
Rapidamente e corretamente, a diretoria do Palmeiras disse que, caso haja uma proposta pelo jogador, e ele queira sair do clube, ela será prontamente aceita, não como forma de desfeita com o atleta, mas como prêmio pela sua história em Parque Antártica. Mais do que isso, a diretoria já avisou que não pretende renovar, neste momento, o contrato do jogador, que termina ao final deste ano. Sinal de racionalidade, levando-se em conta a idade do atleta e a relação custo-benefício de mantê-lo no Palmeiras.
Á diretoria, os parabéns pela sensatez e compreensão de que o Palmeiras passa por dificuldades financeiras e não pode se dar ao luxo de manter um salário alto, como o do “animal”, sem saber se ele manterá sua condição física e técnica impecáveis para ajudar a equipe. Para Edmundo, que fique de lição que a demagogia, assim como na política, tem duração curta.
Choros, entrevistas bombásticas, agressões, silêncios e grosserias sempre fizeram parte do arsenal do atleta, para colocar-se ao lado da torcida e tentar desviar as atenções dos menos avisados às peripécias do jogador. Desta vez, os rugidos do animal não atormentaram o resto dos bichos. A focinheira foi colocada em tempo.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Já vi esse filme...
Por Orozimbo Souza Júnior
Há exatos sete anos, uma onda de otimismo tomou conta dos amantes da Fórmula 1, entre eles, eu, claro. Após um longo período em que nós, brasileiros, tivemos apenas coadjuvantes na disputa, depois que Senna nos deixou, Rubens Barrichello estreava em uma equipe de ponta, a Ferrari, e reacendia a esperança de ouvirmos, nas manhãs de domingo, o famoso “Tema da Vitória”.
Em seis temporadas, a musiquinha até tocou, mas foram poucas vezes, bem aquém do esperado. Rubinho, que na sua passagem pela Ferrari foi apelidado de “pé de chinelo”, conviveu com quebras no carro, erros de manobras e estratégias, falta de sorte, submissão a Michael Schummacher, primeiro piloto absoluto, e por aí vai... “Conspirou” também para o fracasso do brasileiro a preferência da equipe italiana pelo piloto alemão. Da sua passagem pela Ferrari, Rubinho só não pode reclamar do altíssimo salário que recebeu.
No ano passado, já com Barrichello longe da escuderia, outro brasileiro assumiu o posto de número dois na equipe. Felipe Massa, que fora piloto de teste e sempre muito elogiado por seu arrojo ao volante, tinha, além da motivação de pilotar um carro competitivo, a iminente aposentadoria de Schummi como perspectiva para um salto em sua carreira. Massa venceu dois grandes prêmios em 2006, inclusive o último, no Brasil. O que já era uma esperança tornou-se probabilidade mais concreta com o “tão esperado” anúncio da aposentadoria de Schummacher, que trouxe a possibilidade de títulos, não apenas de uma vitória aqui e acolá.
Para o lugar do alemão, os ferraristas receberam o jovem e talentoso finlandês Kimi Raikkonen, além de ouvir dos diretores que, entre o novato e Massa, não haveria primeiro piloto. Logo, os dois estariam em condições iguais, com vantagem para o brasileiro, que está há mais tempo no time. Novamente, os apaixonados por Fórmula 1, como eu, voltaram a ficar entusiasmados, sem ter problemas em acordar de madrugada para assistir corrida na Austrália e na Malásia. Mas, até agora, parece que a “maldição” (bate na madeira) vai continuar.
Nas duas primeiras provas da temporada, Massa reviveu Rubinho. Na estréia, teve problemas mecânicos no treino e acabou largando em último. Na corrida, foi muito bem, mas não conseguiu passar de um sexto lugar. E o pior, ainda viu seu colega Raikkonen vencer, logo na primeira vez que se sentou no carro. Neste fim de semana, a sorte parecia virar, quando o brasileiro foi soberano em todas as seções de treinos até conseguir a pole position. Mas a dura realidade voltou antes da primeira curva da corrida, quando ele foi ultrapassado de uma vez pelas duas Mc Larens. Tentado se recuperar, cometeu um erro, saiu da pista, caiu para o quinto lugar e lá ficou até a bandeirada final.
Consciente e muito franco, Felipe Massa já declarou que, caso não vença a próxima corrida, neste fim de semana no Bahrein, deverá se contentar em ser o número dois. Francamente, acho que Massa terá desempenho bem melhor que Barrichello na Ferrari. Acredito que os incidentes ocorridos neste início de temporada foram casuais, e a recuperação deverá vir já no fim de semana. Mesmo porque, ninguém agüenta mais ouvir desculpas para fracassos brasileiros na competição, como aconteceu nos últimos 13 anos.
Há exatos sete anos, uma onda de otimismo tomou conta dos amantes da Fórmula 1, entre eles, eu, claro. Após um longo período em que nós, brasileiros, tivemos apenas coadjuvantes na disputa, depois que Senna nos deixou, Rubens Barrichello estreava em uma equipe de ponta, a Ferrari, e reacendia a esperança de ouvirmos, nas manhãs de domingo, o famoso “Tema da Vitória”.
Em seis temporadas, a musiquinha até tocou, mas foram poucas vezes, bem aquém do esperado. Rubinho, que na sua passagem pela Ferrari foi apelidado de “pé de chinelo”, conviveu com quebras no carro, erros de manobras e estratégias, falta de sorte, submissão a Michael Schummacher, primeiro piloto absoluto, e por aí vai... “Conspirou” também para o fracasso do brasileiro a preferência da equipe italiana pelo piloto alemão. Da sua passagem pela Ferrari, Rubinho só não pode reclamar do altíssimo salário que recebeu.
No ano passado, já com Barrichello longe da escuderia, outro brasileiro assumiu o posto de número dois na equipe. Felipe Massa, que fora piloto de teste e sempre muito elogiado por seu arrojo ao volante, tinha, além da motivação de pilotar um carro competitivo, a iminente aposentadoria de Schummi como perspectiva para um salto em sua carreira. Massa venceu dois grandes prêmios em 2006, inclusive o último, no Brasil. O que já era uma esperança tornou-se probabilidade mais concreta com o “tão esperado” anúncio da aposentadoria de Schummacher, que trouxe a possibilidade de títulos, não apenas de uma vitória aqui e acolá.
Para o lugar do alemão, os ferraristas receberam o jovem e talentoso finlandês Kimi Raikkonen, além de ouvir dos diretores que, entre o novato e Massa, não haveria primeiro piloto. Logo, os dois estariam em condições iguais, com vantagem para o brasileiro, que está há mais tempo no time. Novamente, os apaixonados por Fórmula 1, como eu, voltaram a ficar entusiasmados, sem ter problemas em acordar de madrugada para assistir corrida na Austrália e na Malásia. Mas, até agora, parece que a “maldição” (bate na madeira) vai continuar.
Nas duas primeiras provas da temporada, Massa reviveu Rubinho. Na estréia, teve problemas mecânicos no treino e acabou largando em último. Na corrida, foi muito bem, mas não conseguiu passar de um sexto lugar. E o pior, ainda viu seu colega Raikkonen vencer, logo na primeira vez que se sentou no carro. Neste fim de semana, a sorte parecia virar, quando o brasileiro foi soberano em todas as seções de treinos até conseguir a pole position. Mas a dura realidade voltou antes da primeira curva da corrida, quando ele foi ultrapassado de uma vez pelas duas Mc Larens. Tentado se recuperar, cometeu um erro, saiu da pista, caiu para o quinto lugar e lá ficou até a bandeirada final.
Consciente e muito franco, Felipe Massa já declarou que, caso não vença a próxima corrida, neste fim de semana no Bahrein, deverá se contentar em ser o número dois. Francamente, acho que Massa terá desempenho bem melhor que Barrichello na Ferrari. Acredito que os incidentes ocorridos neste início de temporada foram casuais, e a recuperação deverá vir já no fim de semana. Mesmo porque, ninguém agüenta mais ouvir desculpas para fracassos brasileiros na competição, como aconteceu nos últimos 13 anos.
Assinar:
Postagens (Atom)