Por Frederico Jota
Nada mais ridículo do que a discussão sobre onde o Democrata de Governador Valadares vai mandar seu jogo na semifinal do Campeonato Mineiro. O torneio em si é uma bobagem só, e essa onda toda só reflete a fragilidade dele. Dos 12 times, apenas Atlético, Cruzeiro, Tupi, Ipatinga e Democrata-SL poderiam abrigar em casa um dos jogos semifinais - isso, levando em conta o fato de que a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, um dos estádios mais novos do estado, não possui sequer iluminação. Se a semifinal fosse à noite... Nem mesmo o América poderia mandar um jogo no Independência, já que o laudo recente sobre o estádio atesta que lá não cabem, com segurança, mais do que 11 mil pessoas.
Obviamente, todo mundo sabia disso (que o local dos jogos das semifinais deveriam ser jogados em estádios que abrigassem 15 mil pessoas). Assinaram o regulamento, então não tem nem choro nem vela.
Claro que isso evidencia o fato de que o Campeonato Mineiro não existe, que os times do interior estão cada vez piores, com menos condições, que esse torneio não traz qualquer benefício para os grandes clubes, pois não há retorno técnico, não há retorno financeiro, não há nada. Nem para laboratório isso serve, afinal o nível técnico abaixo da crítica não permite que ninguém se prepare decentemente para campeonatos que realmente valem.
Campos ruins, sem condições de receber clubes, imprensa, etc. - coisas que poderiam ser atestadas antes de o campeonato começar, obviamente. Um estádio é do lado de um rio e alaga nas chuvas, outro tem poucos chuveiros, outros não têm iluminação, times formados em cima da hora, de aluguel, times de três meses. Sem falar nos públicos bisonhos, de pelada. E, para completar, as federações ganham força da CBF, que amplia o espaço desse péssimo torneio no calendário.
E, para fechar com chave de ouro, uma semifinal com dois jogos no mesmo lugar, com um time parceiro do outro mandando o jogo que era de seu mando na casa da matriz. Falar que o Campeonato Mineiro é equilibrado, que as equipes do interior cresceram, melhoraram, etc., é simplesmente grotesco. Quem fala isso não consegue enxergar que o futebol mineiro em especial caminha a passos largos.... de caranguejo.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
O melhor do mundo
Por Frederico Jota
Nunca levei muito em conta as eleições da Fifa para o prêmio de melhor do mundo, pois acho que essa denominação está acima de uma reles eleição. E, aproveitando o ensejo, me arrisco a dizer que ninguém no futebol atual joga mais que o português Cristiano Ronaldo - ele hoje é o melhor do mundo, independentemente de Fifa, Uefa, os escambau. Não estou indo na onda de quem acabou de ver o passeio do Manchester United, que fez 7 a 1 na Roma em plena quarta-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Estou me baseando nas últimas atuações do jogador, seja pelo Manchester, seja pela Seleção Portuguesa.
Apesar da máscara e das firulas, Cristiano Ronaldo é um jogador objetivo e que atua pela equipe. Toma muita pancada, mas ao invés de rolar no chão e reclamar até se esgoelar, levanta e sai para o jogo. Além disso, brinda os companheiros com assistências e mais assistências e faz gols atrás de gols. Se não bastasse, taticamente é bem ciente de sua importância, buscando jogo na defesa, marcando em cobranças de escanteio, etc.
Posso até queimar minha língua e Cristiano Ronaldo não produzir mais nada até o resto do ano ou pelo resto da carreira. Mas, na temporada européia atual, o português anda sobrando. Reflexo de seus tempos no melhor futebol europeu, o inglês (não os atletas ingleses em si, mas o conjunto da obra, dos campeonatos, clubes, etc., papo que merece ainda ser mais detalhado em próximas colunas).
Nunca levei muito em conta as eleições da Fifa para o prêmio de melhor do mundo, pois acho que essa denominação está acima de uma reles eleição. E, aproveitando o ensejo, me arrisco a dizer que ninguém no futebol atual joga mais que o português Cristiano Ronaldo - ele hoje é o melhor do mundo, independentemente de Fifa, Uefa, os escambau. Não estou indo na onda de quem acabou de ver o passeio do Manchester United, que fez 7 a 1 na Roma em plena quarta-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Estou me baseando nas últimas atuações do jogador, seja pelo Manchester, seja pela Seleção Portuguesa.
Apesar da máscara e das firulas, Cristiano Ronaldo é um jogador objetivo e que atua pela equipe. Toma muita pancada, mas ao invés de rolar no chão e reclamar até se esgoelar, levanta e sai para o jogo. Além disso, brinda os companheiros com assistências e mais assistências e faz gols atrás de gols. Se não bastasse, taticamente é bem ciente de sua importância, buscando jogo na defesa, marcando em cobranças de escanteio, etc.
Posso até queimar minha língua e Cristiano Ronaldo não produzir mais nada até o resto do ano ou pelo resto da carreira. Mas, na temporada européia atual, o português anda sobrando. Reflexo de seus tempos no melhor futebol europeu, o inglês (não os atletas ingleses em si, mas o conjunto da obra, dos campeonatos, clubes, etc., papo que merece ainda ser mais detalhado em próximas colunas).
terça-feira, 10 de abril de 2007
Um campeonato como Minas merece
Por Ricardo Albino
Especial para o Blogueiros
Finalmente, podemos dizer que o torcedor mineiro assistiu a um dos melhores campeonatos dos últimos anos, tanto em organização quanto no nível técnico das equipes. A tabela, levando-se em consideração o calendário apertado do nosso futebol, em minha opinião, foi bem organizada, embora, como sempre acontece, não foi unanimidade entre os participantes.
Dentro do campo de jogo, o futebol do interior reforçado, basicamente, por jogadores de Cruzeiro e Atlético, mostrou sua força, deixando de fora das semifinais Ipatinga, Caldense e América. Por falar nestes dois últimos, times tradicionais do nosso futebol, são exemplos de que apenas a tradição não ganha campeonato.
A situação do Coelho é ainda mais preocupante. Afinal, o time tem uma boa estrutura com centro de treinamento e estádio próprio, ao contrário da maioria dos clubes do interior. No entanto, além de não conseguir vaga à série C do Brasileiro acabou rebaixado ao Módulo 2 do campeonato estadual. É preciso que a diretoria e os jogadores tenham consciência do patrimônio americano para que, brevemente, o Coelho possa voltar à elite do futebol mineiro.
Nos últimos anos, além dos times da capital, apenas o Ipatinga ganhou um campeonato. Este ano Tupi, Villa Nova, Rio Branco e Democrata de Valadares enfrentaram os chamados grandes de igual para igual, inclusive em Belo Horizonte. Espero que, em 2008, a fórmula continue e os participantes se estruturem com boas equipes para garantia do sucesso da competição.
Especial para o Blogueiros
Finalmente, podemos dizer que o torcedor mineiro assistiu a um dos melhores campeonatos dos últimos anos, tanto em organização quanto no nível técnico das equipes. A tabela, levando-se em consideração o calendário apertado do nosso futebol, em minha opinião, foi bem organizada, embora, como sempre acontece, não foi unanimidade entre os participantes.
Dentro do campo de jogo, o futebol do interior reforçado, basicamente, por jogadores de Cruzeiro e Atlético, mostrou sua força, deixando de fora das semifinais Ipatinga, Caldense e América. Por falar nestes dois últimos, times tradicionais do nosso futebol, são exemplos de que apenas a tradição não ganha campeonato.
A situação do Coelho é ainda mais preocupante. Afinal, o time tem uma boa estrutura com centro de treinamento e estádio próprio, ao contrário da maioria dos clubes do interior. No entanto, além de não conseguir vaga à série C do Brasileiro acabou rebaixado ao Módulo 2 do campeonato estadual. É preciso que a diretoria e os jogadores tenham consciência do patrimônio americano para que, brevemente, o Coelho possa voltar à elite do futebol mineiro.
Nos últimos anos, além dos times da capital, apenas o Ipatinga ganhou um campeonato. Este ano Tupi, Villa Nova, Rio Branco e Democrata de Valadares enfrentaram os chamados grandes de igual para igual, inclusive em Belo Horizonte. Espero que, em 2008, a fórmula continue e os participantes se estruturem com boas equipes para garantia do sucesso da competição.
Demagogia não!
Por Guilherme Ibraim
O anúncio do atacante palmeirense Edmundo, sobre uma possível aposentadoria do futebol, após o empate por 2 a 2 com o Guaratinguetá, mostrou como os jogadores de futebol só agem em prol de seus interesses. O “animal”, já experiente no trato com a imprensa, fez uso da empatia com a torcida do Palmeiras para esquivar-se da sua parcela de culpa pelas recentes atuações da sua equipe, e tentou creditar aos diretores do clube a tentativa de aposentá-lo.
Rapidamente e corretamente, a diretoria do Palmeiras disse que, caso haja uma proposta pelo jogador, e ele queira sair do clube, ela será prontamente aceita, não como forma de desfeita com o atleta, mas como prêmio pela sua história em Parque Antártica. Mais do que isso, a diretoria já avisou que não pretende renovar, neste momento, o contrato do jogador, que termina ao final deste ano. Sinal de racionalidade, levando-se em conta a idade do atleta e a relação custo-benefício de mantê-lo no Palmeiras.
Á diretoria, os parabéns pela sensatez e compreensão de que o Palmeiras passa por dificuldades financeiras e não pode se dar ao luxo de manter um salário alto, como o do “animal”, sem saber se ele manterá sua condição física e técnica impecáveis para ajudar a equipe. Para Edmundo, que fique de lição que a demagogia, assim como na política, tem duração curta.
Choros, entrevistas bombásticas, agressões, silêncios e grosserias sempre fizeram parte do arsenal do atleta, para colocar-se ao lado da torcida e tentar desviar as atenções dos menos avisados às peripécias do jogador. Desta vez, os rugidos do animal não atormentaram o resto dos bichos. A focinheira foi colocada em tempo.
O anúncio do atacante palmeirense Edmundo, sobre uma possível aposentadoria do futebol, após o empate por 2 a 2 com o Guaratinguetá, mostrou como os jogadores de futebol só agem em prol de seus interesses. O “animal”, já experiente no trato com a imprensa, fez uso da empatia com a torcida do Palmeiras para esquivar-se da sua parcela de culpa pelas recentes atuações da sua equipe, e tentou creditar aos diretores do clube a tentativa de aposentá-lo.
Rapidamente e corretamente, a diretoria do Palmeiras disse que, caso haja uma proposta pelo jogador, e ele queira sair do clube, ela será prontamente aceita, não como forma de desfeita com o atleta, mas como prêmio pela sua história em Parque Antártica. Mais do que isso, a diretoria já avisou que não pretende renovar, neste momento, o contrato do jogador, que termina ao final deste ano. Sinal de racionalidade, levando-se em conta a idade do atleta e a relação custo-benefício de mantê-lo no Palmeiras.
Á diretoria, os parabéns pela sensatez e compreensão de que o Palmeiras passa por dificuldades financeiras e não pode se dar ao luxo de manter um salário alto, como o do “animal”, sem saber se ele manterá sua condição física e técnica impecáveis para ajudar a equipe. Para Edmundo, que fique de lição que a demagogia, assim como na política, tem duração curta.
Choros, entrevistas bombásticas, agressões, silêncios e grosserias sempre fizeram parte do arsenal do atleta, para colocar-se ao lado da torcida e tentar desviar as atenções dos menos avisados às peripécias do jogador. Desta vez, os rugidos do animal não atormentaram o resto dos bichos. A focinheira foi colocada em tempo.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Já vi esse filme...
Por Orozimbo Souza Júnior
Há exatos sete anos, uma onda de otimismo tomou conta dos amantes da Fórmula 1, entre eles, eu, claro. Após um longo período em que nós, brasileiros, tivemos apenas coadjuvantes na disputa, depois que Senna nos deixou, Rubens Barrichello estreava em uma equipe de ponta, a Ferrari, e reacendia a esperança de ouvirmos, nas manhãs de domingo, o famoso “Tema da Vitória”.
Em seis temporadas, a musiquinha até tocou, mas foram poucas vezes, bem aquém do esperado. Rubinho, que na sua passagem pela Ferrari foi apelidado de “pé de chinelo”, conviveu com quebras no carro, erros de manobras e estratégias, falta de sorte, submissão a Michael Schummacher, primeiro piloto absoluto, e por aí vai... “Conspirou” também para o fracasso do brasileiro a preferência da equipe italiana pelo piloto alemão. Da sua passagem pela Ferrari, Rubinho só não pode reclamar do altíssimo salário que recebeu.
No ano passado, já com Barrichello longe da escuderia, outro brasileiro assumiu o posto de número dois na equipe. Felipe Massa, que fora piloto de teste e sempre muito elogiado por seu arrojo ao volante, tinha, além da motivação de pilotar um carro competitivo, a iminente aposentadoria de Schummi como perspectiva para um salto em sua carreira. Massa venceu dois grandes prêmios em 2006, inclusive o último, no Brasil. O que já era uma esperança tornou-se probabilidade mais concreta com o “tão esperado” anúncio da aposentadoria de Schummacher, que trouxe a possibilidade de títulos, não apenas de uma vitória aqui e acolá.
Para o lugar do alemão, os ferraristas receberam o jovem e talentoso finlandês Kimi Raikkonen, além de ouvir dos diretores que, entre o novato e Massa, não haveria primeiro piloto. Logo, os dois estariam em condições iguais, com vantagem para o brasileiro, que está há mais tempo no time. Novamente, os apaixonados por Fórmula 1, como eu, voltaram a ficar entusiasmados, sem ter problemas em acordar de madrugada para assistir corrida na Austrália e na Malásia. Mas, até agora, parece que a “maldição” (bate na madeira) vai continuar.
Nas duas primeiras provas da temporada, Massa reviveu Rubinho. Na estréia, teve problemas mecânicos no treino e acabou largando em último. Na corrida, foi muito bem, mas não conseguiu passar de um sexto lugar. E o pior, ainda viu seu colega Raikkonen vencer, logo na primeira vez que se sentou no carro. Neste fim de semana, a sorte parecia virar, quando o brasileiro foi soberano em todas as seções de treinos até conseguir a pole position. Mas a dura realidade voltou antes da primeira curva da corrida, quando ele foi ultrapassado de uma vez pelas duas Mc Larens. Tentado se recuperar, cometeu um erro, saiu da pista, caiu para o quinto lugar e lá ficou até a bandeirada final.
Consciente e muito franco, Felipe Massa já declarou que, caso não vença a próxima corrida, neste fim de semana no Bahrein, deverá se contentar em ser o número dois. Francamente, acho que Massa terá desempenho bem melhor que Barrichello na Ferrari. Acredito que os incidentes ocorridos neste início de temporada foram casuais, e a recuperação deverá vir já no fim de semana. Mesmo porque, ninguém agüenta mais ouvir desculpas para fracassos brasileiros na competição, como aconteceu nos últimos 13 anos.
Há exatos sete anos, uma onda de otimismo tomou conta dos amantes da Fórmula 1, entre eles, eu, claro. Após um longo período em que nós, brasileiros, tivemos apenas coadjuvantes na disputa, depois que Senna nos deixou, Rubens Barrichello estreava em uma equipe de ponta, a Ferrari, e reacendia a esperança de ouvirmos, nas manhãs de domingo, o famoso “Tema da Vitória”.
Em seis temporadas, a musiquinha até tocou, mas foram poucas vezes, bem aquém do esperado. Rubinho, que na sua passagem pela Ferrari foi apelidado de “pé de chinelo”, conviveu com quebras no carro, erros de manobras e estratégias, falta de sorte, submissão a Michael Schummacher, primeiro piloto absoluto, e por aí vai... “Conspirou” também para o fracasso do brasileiro a preferência da equipe italiana pelo piloto alemão. Da sua passagem pela Ferrari, Rubinho só não pode reclamar do altíssimo salário que recebeu.
No ano passado, já com Barrichello longe da escuderia, outro brasileiro assumiu o posto de número dois na equipe. Felipe Massa, que fora piloto de teste e sempre muito elogiado por seu arrojo ao volante, tinha, além da motivação de pilotar um carro competitivo, a iminente aposentadoria de Schummi como perspectiva para um salto em sua carreira. Massa venceu dois grandes prêmios em 2006, inclusive o último, no Brasil. O que já era uma esperança tornou-se probabilidade mais concreta com o “tão esperado” anúncio da aposentadoria de Schummacher, que trouxe a possibilidade de títulos, não apenas de uma vitória aqui e acolá.
Para o lugar do alemão, os ferraristas receberam o jovem e talentoso finlandês Kimi Raikkonen, além de ouvir dos diretores que, entre o novato e Massa, não haveria primeiro piloto. Logo, os dois estariam em condições iguais, com vantagem para o brasileiro, que está há mais tempo no time. Novamente, os apaixonados por Fórmula 1, como eu, voltaram a ficar entusiasmados, sem ter problemas em acordar de madrugada para assistir corrida na Austrália e na Malásia. Mas, até agora, parece que a “maldição” (bate na madeira) vai continuar.
Nas duas primeiras provas da temporada, Massa reviveu Rubinho. Na estréia, teve problemas mecânicos no treino e acabou largando em último. Na corrida, foi muito bem, mas não conseguiu passar de um sexto lugar. E o pior, ainda viu seu colega Raikkonen vencer, logo na primeira vez que se sentou no carro. Neste fim de semana, a sorte parecia virar, quando o brasileiro foi soberano em todas as seções de treinos até conseguir a pole position. Mas a dura realidade voltou antes da primeira curva da corrida, quando ele foi ultrapassado de uma vez pelas duas Mc Larens. Tentado se recuperar, cometeu um erro, saiu da pista, caiu para o quinto lugar e lá ficou até a bandeirada final.
Consciente e muito franco, Felipe Massa já declarou que, caso não vença a próxima corrida, neste fim de semana no Bahrein, deverá se contentar em ser o número dois. Francamente, acho que Massa terá desempenho bem melhor que Barrichello na Ferrari. Acredito que os incidentes ocorridos neste início de temporada foram casuais, e a recuperação deverá vir já no fim de semana. Mesmo porque, ninguém agüenta mais ouvir desculpas para fracassos brasileiros na competição, como aconteceu nos últimos 13 anos.
As maiores decepções do Estadual 2007
Por Orozimbo Souza Júnior
Esperava mais de três equipes que encerraram suas participações na rodada de ontem do Campeonato Mineiro. Na seguinte ordem, foram essas as decepções:
O maior fracasso é do América. A equipe, que teve três treinadores em onze rodadas, foi rebaixada com apenas uma vitória e dois empates, contra oito derrotas. Pior do que isso, o Coelho não terá direito de disputar a Série C do Brasileirão pelos dois próximos anos. Uma pena.
Mesmo estando bem na Copa do Brasil, tendo eliminado heroicamente o Palmeiras no Parque Antártica, o Ipatinga é a segunda maior decepção do Estadual. Com cinco vitórias e sete derrotas, o Tigre, que esteve nas finais de 2005 e 2006, chegou à última rodada com possibilidade, ainda que pequena, de ser rebaixado. A equipe também teve três treinadores na disputa. Tomara que o time continue se acertando na Copa e Brasil e, sobretudo, que tenha uma boa preparação para a Série B do Brasileiro.
A outra decepção é a Caldense. Tudo bem que a Veterana não podia ser apontada como favorita, mas ser rebaixada foi um duro baque para uma das equipes de melhor estrutura no interior de Minas e, por que não, uma surpresa.
Esperava mais de três equipes que encerraram suas participações na rodada de ontem do Campeonato Mineiro. Na seguinte ordem, foram essas as decepções:
O maior fracasso é do América. A equipe, que teve três treinadores em onze rodadas, foi rebaixada com apenas uma vitória e dois empates, contra oito derrotas. Pior do que isso, o Coelho não terá direito de disputar a Série C do Brasileirão pelos dois próximos anos. Uma pena.
Mesmo estando bem na Copa do Brasil, tendo eliminado heroicamente o Palmeiras no Parque Antártica, o Ipatinga é a segunda maior decepção do Estadual. Com cinco vitórias e sete derrotas, o Tigre, que esteve nas finais de 2005 e 2006, chegou à última rodada com possibilidade, ainda que pequena, de ser rebaixado. A equipe também teve três treinadores na disputa. Tomara que o time continue se acertando na Copa e Brasil e, sobretudo, que tenha uma boa preparação para a Série B do Brasileiro.
A outra decepção é a Caldense. Tudo bem que a Veterana não podia ser apontada como favorita, mas ser rebaixada foi um duro baque para uma das equipes de melhor estrutura no interior de Minas e, por que não, uma surpresa.
Primeira fase do Mineiro chega ao fim
Por Orozimbo Souza Júnior
Após onze rodadas, restam, agora, quatro equipes na disputa pelo caneco. Já com a classificação garantida por antecipação, Cruzeiro e Atlético escalaram seus mistos para a última rodada.
No Mineirão, a Raposa não teve maiores dificuldades para acabar de afundar a Caldense, que, assim com o América, disputará o Módulo 2 em 2008. Ao fazer 3 a 0, o time da Toca confirmou sua superioridade junto aos demais e colocou cinco pontos à frente do segundo colocado na fase de classificação, o Atlético.
Além do placar folgado, é preciso destacar duas estréias na equipe. Os garotos Anderson e Guilherme, que brilharam na conquista da Copa São Paulo, fizeram sua primeira partida entre os profissionais, e não decepcionaram. Guilherme, inclusive, fez um dos gols. Ambos os jovens têm apenas 18 anos. Ainda é cedo para fazer qualquer previsão sobre suas carreiras, mas pelo futebol demonstrado, posso dizer que estão surgindo dois grandes jogadores.
Já o Atlético não teve a mesma sorte. Com uma equipe toda formada por reservas, o Galo foi a Valadares e perdeu por 2 a 0 para o Democrata, sua filial, que, por coincidência, enfrentará novamente o time da capital em um dos duelos da semifinal. Além da nítida falta de ritmo e de entrosamento, o “mistão” atleticano teve como adversário a limitação técnica de alguns jogadores. Se o time titular carece de melhorias, imaginem o reserva, que enfrentou uma equipe que brigava por vaga. Placar justo e resultado previsível.
O Tupi é a outra equipe classificada. Jogando em Juiz de Fora, o Galo Carijó passou um sufoco para despachar o Rio Branco, que também brigava por vaga. O gol de Leandro Guerreiro só saiu aos 32 minutos do segundo tempo. Os confrontos da fase semifinal ficaram assim:
Cruzeiro x Tupi
Atlético x Democrata-GV
Os times da capital jogam por dois resultados iguais. Façam suas apostas. A minha é que os grandes avançam, mas não serão duelos fáceis.
Após onze rodadas, restam, agora, quatro equipes na disputa pelo caneco. Já com a classificação garantida por antecipação, Cruzeiro e Atlético escalaram seus mistos para a última rodada.
No Mineirão, a Raposa não teve maiores dificuldades para acabar de afundar a Caldense, que, assim com o América, disputará o Módulo 2 em 2008. Ao fazer 3 a 0, o time da Toca confirmou sua superioridade junto aos demais e colocou cinco pontos à frente do segundo colocado na fase de classificação, o Atlético.
Além do placar folgado, é preciso destacar duas estréias na equipe. Os garotos Anderson e Guilherme, que brilharam na conquista da Copa São Paulo, fizeram sua primeira partida entre os profissionais, e não decepcionaram. Guilherme, inclusive, fez um dos gols. Ambos os jovens têm apenas 18 anos. Ainda é cedo para fazer qualquer previsão sobre suas carreiras, mas pelo futebol demonstrado, posso dizer que estão surgindo dois grandes jogadores.
Já o Atlético não teve a mesma sorte. Com uma equipe toda formada por reservas, o Galo foi a Valadares e perdeu por 2 a 0 para o Democrata, sua filial, que, por coincidência, enfrentará novamente o time da capital em um dos duelos da semifinal. Além da nítida falta de ritmo e de entrosamento, o “mistão” atleticano teve como adversário a limitação técnica de alguns jogadores. Se o time titular carece de melhorias, imaginem o reserva, que enfrentou uma equipe que brigava por vaga. Placar justo e resultado previsível.
O Tupi é a outra equipe classificada. Jogando em Juiz de Fora, o Galo Carijó passou um sufoco para despachar o Rio Branco, que também brigava por vaga. O gol de Leandro Guerreiro só saiu aos 32 minutos do segundo tempo. Os confrontos da fase semifinal ficaram assim:
Cruzeiro x Tupi
Atlético x Democrata-GV
Os times da capital jogam por dois resultados iguais. Façam suas apostas. A minha é que os grandes avançam, mas não serão duelos fáceis.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Leão precisa passar por reciclagem
Por Orozimbo Souza Júnior
Há poucos anos, se fosse feita uma lista com os três melhores treinadores do Brasil, o nome de Emerson Leão apareceria, sem discussão.
Mas as recentes passagens do treinador por São Paulo, Palmeiras e Corinthians já fizeram muita gente mudar de idéia. Há quem diga que seu trabalho técnico não é tão bom quanto alguns defendiam. Outros já condenam seu comportamento com a imprensa, os árbitros, os jogadores etc. Para os críticos, Leão é sinônimo de confusão.
Particularmente, continuo achando, como sempre, que ele é um dos nossos melhores treinadores, mesmo reconhecendo sua personalidade complicada, às vezes, desagregadora.
Nos últimos tempos, ele tem se mostrado bastante arrogante e muito impaciente. Suas entrevistas coletivas são marcadas por uma imperdoável empáfia. Talvez seja momento de ele repensar sua carreira.
Não sei. De repente, uma volta às origens, treinando times de menor expressão, poderia ser uma boa opção para que ele recicle suas idéias, reveja seus conceitos e atos.
Há poucos anos, se fosse feita uma lista com os três melhores treinadores do Brasil, o nome de Emerson Leão apareceria, sem discussão.
Mas as recentes passagens do treinador por São Paulo, Palmeiras e Corinthians já fizeram muita gente mudar de idéia. Há quem diga que seu trabalho técnico não é tão bom quanto alguns defendiam. Outros já condenam seu comportamento com a imprensa, os árbitros, os jogadores etc. Para os críticos, Leão é sinônimo de confusão.
Particularmente, continuo achando, como sempre, que ele é um dos nossos melhores treinadores, mesmo reconhecendo sua personalidade complicada, às vezes, desagregadora.
Nos últimos tempos, ele tem se mostrado bastante arrogante e muito impaciente. Suas entrevistas coletivas são marcadas por uma imperdoável empáfia. Talvez seja momento de ele repensar sua carreira.
Não sei. De repente, uma volta às origens, treinando times de menor expressão, poderia ser uma boa opção para que ele recicle suas idéias, reveja seus conceitos e atos.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Apenas para o gasto
Por Orozimbo Souza Júnior
Com um gol contra do zagueiro Beto, o Galo fez 1 a 0 no Ipatinga, garantiu vaga na próxima fase e, de quebra, eliminou o Tigre, campeão em 2005 e vice em 2006.
Como diria o poeta, até aí, tudo “seriam flores” para o alvinegro. Acontece que o que mais chamou atenção na partida de ontem foi o fraco desempenho do time. Com pouca criatividade e muitos erros de passe, o Galo teve poucas chances de gol, e só não foi derrotado porque o adversário conseguiu ser pior.
Talvez, a equipe tenha entrado em campo com a cabeça no jogo pela Copa do Brasil, contra o América-RJ, ou preocupada com os jogadores pendurados, que poderia perder para a primeira partida das semifinais do Mineiro.
De qualquer forma, repito que o Atlético carece de acertos. Ainda assim, a equipe tem deverá garantir vantagem no primeiro duelo da próxima fase, já que, mesmo que seja derrotada para o Democrata-GV no próximo jogo, deverá garantir a segunda posição.
Cruzeiro e as outras vagas
Já classificada, a Raposa virou para cima do Democrata em Sete Lagoas, no sábado. Com os 3 a 1, os celestes têm tudo para garantir a primeira posição nesta fase, no jogo de domingo contra a desesperada Caldense no Mineirão.
A disputa pelas duas vagas restantes deverá ser eletrizante. Hoje, na terceira e quarta posições, aparecem Democrata-GV e Tupi, respectivamente, com 17 pontos. Na seqüência, vêm Villa Nova e Rio Branco, ambos com 16.
A última rodada, no domingo, às 16h, terá os seguintes duelos:
Democrata-GV X Atlético - Governador Valadares
Tupi X Rio Branco - Juiz de Fora
Villa Nova X Guarani - Nova Lima
Ipatinga X Ituiutaba - Ipatinga Cruzeiro X Caldense - Belo Horizonte América X Democrata-SL - Belo Horizonte
Façam suas apostas!
Com um gol contra do zagueiro Beto, o Galo fez 1 a 0 no Ipatinga, garantiu vaga na próxima fase e, de quebra, eliminou o Tigre, campeão em 2005 e vice em 2006.
Como diria o poeta, até aí, tudo “seriam flores” para o alvinegro. Acontece que o que mais chamou atenção na partida de ontem foi o fraco desempenho do time. Com pouca criatividade e muitos erros de passe, o Galo teve poucas chances de gol, e só não foi derrotado porque o adversário conseguiu ser pior.
Talvez, a equipe tenha entrado em campo com a cabeça no jogo pela Copa do Brasil, contra o América-RJ, ou preocupada com os jogadores pendurados, que poderia perder para a primeira partida das semifinais do Mineiro.
De qualquer forma, repito que o Atlético carece de acertos. Ainda assim, a equipe tem deverá garantir vantagem no primeiro duelo da próxima fase, já que, mesmo que seja derrotada para o Democrata-GV no próximo jogo, deverá garantir a segunda posição.
Cruzeiro e as outras vagas
Já classificada, a Raposa virou para cima do Democrata em Sete Lagoas, no sábado. Com os 3 a 1, os celestes têm tudo para garantir a primeira posição nesta fase, no jogo de domingo contra a desesperada Caldense no Mineirão.
A disputa pelas duas vagas restantes deverá ser eletrizante. Hoje, na terceira e quarta posições, aparecem Democrata-GV e Tupi, respectivamente, com 17 pontos. Na seqüência, vêm Villa Nova e Rio Branco, ambos com 16.
A última rodada, no domingo, às 16h, terá os seguintes duelos:
Democrata-GV X Atlético - Governador Valadares
Tupi X Rio Branco - Juiz de Fora
Villa Nova X Guarani - Nova Lima
Ipatinga X Ituiutaba - Ipatinga Cruzeiro X Caldense - Belo Horizonte América X Democrata-SL - Belo Horizonte
Façam suas apostas!
Independência: reflexo de um abandono
Por Orozimbo Souza Júnior
Fui ao famoso estádio do Horto, ontem, para assistir Atlético x Ipatinga. Foi lamentável ver o estado de abandono em que se encontra o local que já foi palco de jogo de Copa do Mundo.
Não vou entrar nos méritos da pouca capacidade para o público, da falta de estacionamento e de conforto etc. Esses aspectos já foram discutidos neste blog, gerando muita polêmica. Vou me ater a outros problemas que vi ontem.
Logo na entrada, pela Rua Ismênia Tunes, percebi que o estádio precisa, e muito, passar por uma “recauchutada”. Eram apenas quatro catracas para o acesso dos torcedores. Destas, uma acabara de apresentar defeito e estava desmontada, e um técnico tentava descobrir o que tinha acontecido, com uma chave de fenda na mão.
Quando fui entrar, meu ingresso foi “engolido” pela catraca, mas não foi devolvido, como ocorre normalmente. A pessoa que cuidava da entrada, com um ar de desolamento, chamou o rapaz que tentava dar manutenção com a chave de fenda: “travou essa daqui também. Vai ter de desmontar”. Metade das poucas catracas não funcionava, e isso já próximo de a bola rolar. Por sorte, o jogo recebeu menos de cinco mil pessoas. Um transtorno muito grande poderia acontecer.
Já nas dependências do estádio, vi mais aspectos do abandono. A maior parte das cadeiras cativas está arrancada. O pouco espaço foi reduzido ainda mais. Logo ali, onde as pessoas pagam mais, para terem conforto. Uma pena.
Sempre gostei de ver jogos lá, apesar de reconhecer as limitações. É preciso que o América, que administra o Independência, ou o Poder Público, tome alguma providência. Não podemos perder esse tradicional e importante palco do nosso futebol.
Fui ao famoso estádio do Horto, ontem, para assistir Atlético x Ipatinga. Foi lamentável ver o estado de abandono em que se encontra o local que já foi palco de jogo de Copa do Mundo.
Não vou entrar nos méritos da pouca capacidade para o público, da falta de estacionamento e de conforto etc. Esses aspectos já foram discutidos neste blog, gerando muita polêmica. Vou me ater a outros problemas que vi ontem.
Logo na entrada, pela Rua Ismênia Tunes, percebi que o estádio precisa, e muito, passar por uma “recauchutada”. Eram apenas quatro catracas para o acesso dos torcedores. Destas, uma acabara de apresentar defeito e estava desmontada, e um técnico tentava descobrir o que tinha acontecido, com uma chave de fenda na mão.
Quando fui entrar, meu ingresso foi “engolido” pela catraca, mas não foi devolvido, como ocorre normalmente. A pessoa que cuidava da entrada, com um ar de desolamento, chamou o rapaz que tentava dar manutenção com a chave de fenda: “travou essa daqui também. Vai ter de desmontar”. Metade das poucas catracas não funcionava, e isso já próximo de a bola rolar. Por sorte, o jogo recebeu menos de cinco mil pessoas. Um transtorno muito grande poderia acontecer.
Já nas dependências do estádio, vi mais aspectos do abandono. A maior parte das cadeiras cativas está arrancada. O pouco espaço foi reduzido ainda mais. Logo ali, onde as pessoas pagam mais, para terem conforto. Uma pena.
Sempre gostei de ver jogos lá, apesar de reconhecer as limitações. É preciso que o América, que administra o Independência, ou o Poder Público, tome alguma providência. Não podemos perder esse tradicional e importante palco do nosso futebol.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Agora, nem com a matemática
Por Orozimbo Souza Júnior
Embora os cálculos matemáticos dissessem o contrário, o América já estava rebaixado para o Módulo 2 há algumas rodadas. A derrota de ontem para o Rio Branco, em Andradas, 2 a 0, foi a oitava em dez partidas.
Com três técnicos diferentes em tão pouco tempo de disputa, não poderia dar outra coisa, senão na queda. Some-se a isso uma série de erros das últimas diretorias, que, de tão debatidos, nem precisam ser citados aqui.
Vejo no presidente do Coelho, Antônio Baltazar, um homem sério e com as melhores intenções. Contudo, para o cartola, falta certo traquejo no futebol. Este ano, ele meteu os pés pelas mãos algumas vezes. Contratou um técnico desconhecido e que desconhecia nosso futebol, trouxe jogadores que pouco ou nada acrescentaram, quando seria mais apropriado investir na base, que sempre foi a vocação no clube, além de outros erros.
Agora, não adianta chorar pelo leite derramado. O América precisa, mais que nunca, da união dos verdadeiros americanos, coisa difícil nos últimos tempos. Só eles poderão salvar a instituição da já aventada possibilidade de que o departamento de futebol seja fechado. E nem me falem em virada de mesa, por favor.
Embora os cálculos matemáticos dissessem o contrário, o América já estava rebaixado para o Módulo 2 há algumas rodadas. A derrota de ontem para o Rio Branco, em Andradas, 2 a 0, foi a oitava em dez partidas.
Com três técnicos diferentes em tão pouco tempo de disputa, não poderia dar outra coisa, senão na queda. Some-se a isso uma série de erros das últimas diretorias, que, de tão debatidos, nem precisam ser citados aqui.
Vejo no presidente do Coelho, Antônio Baltazar, um homem sério e com as melhores intenções. Contudo, para o cartola, falta certo traquejo no futebol. Este ano, ele meteu os pés pelas mãos algumas vezes. Contratou um técnico desconhecido e que desconhecia nosso futebol, trouxe jogadores que pouco ou nada acrescentaram, quando seria mais apropriado investir na base, que sempre foi a vocação no clube, além de outros erros.
Agora, não adianta chorar pelo leite derramado. O América precisa, mais que nunca, da união dos verdadeiros americanos, coisa difícil nos últimos tempos. Só eles poderão salvar a instituição da já aventada possibilidade de que o departamento de futebol seja fechado. E nem me falem em virada de mesa, por favor.
Mais razão, menos emoção
Por Guilherme Ibraim
Ziza Valadares tem razão no que diz. Refiro-me à última crítica do presidente alvinegro, desta vez sobre o Ministério Público, que definiu uma redução da quantidade de lugares do Estádio Independência e também a proibição da venda de bebidas alcoólicas lá. Ao dizer que há uma perseguição contra o Atlético, Ziza erra. Acerta no momento em que cobra uma atitude uniforme do MP para com os clubes, sejam da capital ou do interior.
É compreensível que o presidente se sinta prejudicado pela decisão da Justiça, mas acredito que, num ato de desprendimento do interesse atleticano, Ziza poderia utilizar o seu discurso para cobrar que as medidas fossem colocadas a todos os times. Ele poderia transformar a revolta particular de seu clube em um movimento pela adequação de todos os estádios do Brasil às normas que estão vigentes no Mineirão. Poderia ser o início de um movimento de melhorias nos estádios.
Acredito, e que fique bem claro que é algo pessoal, que a proibição da venda de bebidas é correta e deveria ser aplicada a todos os estádios do Brasil. Mas, concordando com Ziza Valadares, a proibição da Justiça soou, mesmo que não seja verdade, como má vontade com o Galo. Da parte do MP, é preciso padronizar as decisões e estendê-las a todos os clubes e estádios. Já para Ziza o recado é tomar cuidado para não transformar as críticas, neste caso corretas, em uma odisséia de perseguição histórica ao Atlético.
Ziza Valadares tem razão no que diz. Refiro-me à última crítica do presidente alvinegro, desta vez sobre o Ministério Público, que definiu uma redução da quantidade de lugares do Estádio Independência e também a proibição da venda de bebidas alcoólicas lá. Ao dizer que há uma perseguição contra o Atlético, Ziza erra. Acerta no momento em que cobra uma atitude uniforme do MP para com os clubes, sejam da capital ou do interior.
É compreensível que o presidente se sinta prejudicado pela decisão da Justiça, mas acredito que, num ato de desprendimento do interesse atleticano, Ziza poderia utilizar o seu discurso para cobrar que as medidas fossem colocadas a todos os times. Ele poderia transformar a revolta particular de seu clube em um movimento pela adequação de todos os estádios do Brasil às normas que estão vigentes no Mineirão. Poderia ser o início de um movimento de melhorias nos estádios.
Acredito, e que fique bem claro que é algo pessoal, que a proibição da venda de bebidas é correta e deveria ser aplicada a todos os estádios do Brasil. Mas, concordando com Ziza Valadares, a proibição da Justiça soou, mesmo que não seja verdade, como má vontade com o Galo. Da parte do MP, é preciso padronizar as decisões e estendê-las a todos os clubes e estádios. Já para Ziza o recado é tomar cuidado para não transformar as críticas, neste caso corretas, em uma odisséia de perseguição histórica ao Atlético.
quarta-feira, 28 de março de 2007
No Independência, não!
Por Frederico Jota
A cada vez que o assunto envolvendo possíveis partidas de Atlético ou Cruzeiro no Independência vem à tona, meu estômago embrulha. O simpático estádio do Horto deveria ser tombado, ou coisa semelhante, pelo seu papel no passado do futebol mineiro e por ter abrigado a Copa de 1950, sendo o palco, inclusive, do inusitado Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra. Pronto, acabou.
Não existe a mínima condição de ser uma partida com expectativa de público superior a duas mil pessoas no lugar. Estive presente na partida entre Villa Nova e América e o que vi foi ridículo. Além dos problemas habituais do estádio (desconforto, visão ruim do campo para alguns torcedores, arquibancadas de concreto, péssimas opções para estacionar o carro, cerveja quente, vestiários acanhados, instalações sofríveis para a imprensa e mais uma lista interminável), me deparei com a patética cena de ver uma aglomeração de torcedores nas filas das bilheterias. Era uma partida entre Villa e América, numa sexta-feira à noite! Muitos desses torcedores conseguiram entrar no estádio por volta dos 20 minutos do primeiro tempo.
O fato de o jogo do Atlético ser disputado lá no próximo domingo é fruto de uma série de incompetências. Todo mundo sabe que o evento musical anual de gosto duvidoso acontece no Mineirão. Então, caberia à Federação não marcar jogos para Belo Horizonte na data. Depois, quando a tabela foi divulgada, caberia ao Atlético se prontificar a solicitar a alteração da data, usando, por exemplo, esta quarta-feira, vaga desde o início do ano. Agora, o Galo vai ter que jogar lá, fazer campanha para que a torcida se comporte, etc. e tal. Em minha opinião, todas as possíveis restrições estão corretas: proibição de venda de bebidas alcoólicas, venda de ingresso no dia do jogo, limitação de público etc. Infelizmente, para um estádio que não tem condições de abrigar uma partida desse porte (não estamos falando da final do campeonato), isso cai como uma luva. Estranho é poder vender bebidas nos jogos do América e, pior, inúmeros tipos de bebidas no detestável Axé.
Ficar protegendo o Independência por ser um estádio simpático, bom (!?!?!?) para ver jogos, central etc., é atestar a pequenez do futebol mineiro.
A cada vez que o assunto envolvendo possíveis partidas de Atlético ou Cruzeiro no Independência vem à tona, meu estômago embrulha. O simpático estádio do Horto deveria ser tombado, ou coisa semelhante, pelo seu papel no passado do futebol mineiro e por ter abrigado a Copa de 1950, sendo o palco, inclusive, do inusitado Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra. Pronto, acabou.
Não existe a mínima condição de ser uma partida com expectativa de público superior a duas mil pessoas no lugar. Estive presente na partida entre Villa Nova e América e o que vi foi ridículo. Além dos problemas habituais do estádio (desconforto, visão ruim do campo para alguns torcedores, arquibancadas de concreto, péssimas opções para estacionar o carro, cerveja quente, vestiários acanhados, instalações sofríveis para a imprensa e mais uma lista interminável), me deparei com a patética cena de ver uma aglomeração de torcedores nas filas das bilheterias. Era uma partida entre Villa e América, numa sexta-feira à noite! Muitos desses torcedores conseguiram entrar no estádio por volta dos 20 minutos do primeiro tempo.
O fato de o jogo do Atlético ser disputado lá no próximo domingo é fruto de uma série de incompetências. Todo mundo sabe que o evento musical anual de gosto duvidoso acontece no Mineirão. Então, caberia à Federação não marcar jogos para Belo Horizonte na data. Depois, quando a tabela foi divulgada, caberia ao Atlético se prontificar a solicitar a alteração da data, usando, por exemplo, esta quarta-feira, vaga desde o início do ano. Agora, o Galo vai ter que jogar lá, fazer campanha para que a torcida se comporte, etc. e tal. Em minha opinião, todas as possíveis restrições estão corretas: proibição de venda de bebidas alcoólicas, venda de ingresso no dia do jogo, limitação de público etc. Infelizmente, para um estádio que não tem condições de abrigar uma partida desse porte (não estamos falando da final do campeonato), isso cai como uma luva. Estranho é poder vender bebidas nos jogos do América e, pior, inúmeros tipos de bebidas no detestável Axé.
Ficar protegendo o Independência por ser um estádio simpático, bom (!?!?!?) para ver jogos, central etc., é atestar a pequenez do futebol mineiro.
Boa aposta do Cruzeiro
Por Orozimbo Souza Júnior
De acordo com informações do site Superesportes, o Cruzeiro está próximo de anunciar um reforço para a defesa. Trata-se do zagueiro Leo Fortunato, 24, que defende o Madureira no atual Campeonato Carioca.
Assisti, pelo menos, três partidas de Fortunato no time carioca este ano, e gostei muito do que vi. Além da força física, ele tem uma boa técnica. Caso seja confirmada a contratação, entendo que a Raposa fará uma boa aposta, sobretudo, porque a zaga tem sido o calcanhar de Aquiles da equipe em 2007.
De acordo com informações do site Superesportes, o Cruzeiro está próximo de anunciar um reforço para a defesa. Trata-se do zagueiro Leo Fortunato, 24, que defende o Madureira no atual Campeonato Carioca.
Assisti, pelo menos, três partidas de Fortunato no time carioca este ano, e gostei muito do que vi. Além da força física, ele tem uma boa técnica. Caso seja confirmada a contratação, entendo que a Raposa fará uma boa aposta, sobretudo, porque a zaga tem sido o calcanhar de Aquiles da equipe em 2007.
terça-feira, 27 de março de 2007
Já não era sem tempo
Por Orozimbo Souza Júnior
O diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, admitiu que o clube busca a contratação de um zagueiro.
Definitivamente, a zaga tem sido o ponto mais fraco do time em 2007. A Raposa tem uma das piores defesas do Campeonato Mineiro. Foram testadas diferentes duplas de zagueiros, mas nenhuma que convencesse. Tiago Heleno, Luisão, Gladstone e André Luís estão, ainda, muito aquém do que se espera.
Além da falta de acerto com os atletas testados, outro fator que pesou para que a diretoria Celeste agisse é o provável gancho que pegará André Luís. Mas, reflitamos: a ausência deste jogador é desfalque ou reforço?
O diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, admitiu que o clube busca a contratação de um zagueiro.
Definitivamente, a zaga tem sido o ponto mais fraco do time em 2007. A Raposa tem uma das piores defesas do Campeonato Mineiro. Foram testadas diferentes duplas de zagueiros, mas nenhuma que convencesse. Tiago Heleno, Luisão, Gladstone e André Luís estão, ainda, muito aquém do que se espera.
Além da falta de acerto com os atletas testados, outro fator que pesou para que a diretoria Celeste agisse é o provável gancho que pegará André Luís. Mas, reflitamos: a ausência deste jogador é desfalque ou reforço?
Brasil sonolento
Por Orozimbo Souza Júnior
Acabou há poucos minutos o amistoso entre Brasil e Gana, o segundo da seleção de Dunga na Suécia. Vencemos por 1 a 0, gol de Vagner Love.
O jogo foi mais complicado do que a partida de sábado contra o Chile. Tanto é que o goleiro Júlio César foi considerado o melhor em campo. Que a dificuldade seria maior, não tinha dúvida. A seleção africana é muito superior à chilena.
Mas, confesso, esperava um pouco mais do nosso esquete. A partida foi amarrada, cansativa. Robinho Kaká e Ronaldinho, principalmente, não tiveram a costumeira desenvoltura.
De positivo, além da atuação do nosso goleiro, destaco a participação do lateral Daniel Alves, que entrou no lugar de Ilsinho e se saiu muito bem. Cada vez que um novo lateral-direito se apresenta bem na Seleção, corremos menos o risco da volta de Cafu.
Mesmo após o fiasco na Alemanha, o capitão do Penta insiste em afirmar que não desistiu da Seleção. Pode até ser verdade, mas o que se deve perguntar é se a Seleção desistiu dele. A resposta, certamente, será sim. A menos que não tenhamos outra opção.
Acabou há poucos minutos o amistoso entre Brasil e Gana, o segundo da seleção de Dunga na Suécia. Vencemos por 1 a 0, gol de Vagner Love.
O jogo foi mais complicado do que a partida de sábado contra o Chile. Tanto é que o goleiro Júlio César foi considerado o melhor em campo. Que a dificuldade seria maior, não tinha dúvida. A seleção africana é muito superior à chilena.
Mas, confesso, esperava um pouco mais do nosso esquete. A partida foi amarrada, cansativa. Robinho Kaká e Ronaldinho, principalmente, não tiveram a costumeira desenvoltura.
De positivo, além da atuação do nosso goleiro, destaco a participação do lateral Daniel Alves, que entrou no lugar de Ilsinho e se saiu muito bem. Cada vez que um novo lateral-direito se apresenta bem na Seleção, corremos menos o risco da volta de Cafu.
Mesmo após o fiasco na Alemanha, o capitão do Penta insiste em afirmar que não desistiu da Seleção. Pode até ser verdade, mas o que se deve perguntar é se a Seleção desistiu dele. A resposta, certamente, será sim. A menos que não tenhamos outra opção.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Sobre América, Galo e Ipatinga...
Por Orozimbo Souza Júnior
Na sexta-feira, o Coelho perdeu em casa para o Villa Nova, 2 a 1 de virada, e já pode se despedir da primeira divisão do estadual. Para escapar do Módulo 2, o time precisa de uma combinação improvável de resultados, além de ter de vencer suas duas partidas restantes. A esta altura do campeonato, a segunda opção parece ter a maior improbabilidade. O time, que fez apenas quatro pontos e nove jogos, fará seis pontos em duas partidas?
Já no sábado, o Galo chegou à quarta vitória seguida na competição e dormiu na liderança, até a vitória do Cruzeiro contra o Democrata-GV. Os 2 a 0 no Ituiutaba, no Pontal do Triângulo, praticamente asseguraram ao alvinegro a vaga na próxima fase.
Por fim, o Tigre do Vale do Aço perdeu para o Tupi em Juiz de Fora e se complicou. Para se classificar, precisa vencer os dois jogos restantes, além de contar com tropeços dos adversários. Neste momento, o time tem chance de se classificar, mas não afastou o risco de ser rebaixado. Esperava mais do Ipatinga, mesmo sabendo que o time foi quase todo remontado para a Série B do Brasileirão.
Na sexta-feira, o Coelho perdeu em casa para o Villa Nova, 2 a 1 de virada, e já pode se despedir da primeira divisão do estadual. Para escapar do Módulo 2, o time precisa de uma combinação improvável de resultados, além de ter de vencer suas duas partidas restantes. A esta altura do campeonato, a segunda opção parece ter a maior improbabilidade. O time, que fez apenas quatro pontos e nove jogos, fará seis pontos em duas partidas?
Já no sábado, o Galo chegou à quarta vitória seguida na competição e dormiu na liderança, até a vitória do Cruzeiro contra o Democrata-GV. Os 2 a 0 no Ituiutaba, no Pontal do Triângulo, praticamente asseguraram ao alvinegro a vaga na próxima fase.
Por fim, o Tigre do Vale do Aço perdeu para o Tupi em Juiz de Fora e se complicou. Para se classificar, precisa vencer os dois jogos restantes, além de contar com tropeços dos adversários. Neste momento, o time tem chance de se classificar, mas não afastou o risco de ser rebaixado. Esperava mais do Ipatinga, mesmo sabendo que o time foi quase todo remontado para a Série B do Brasileirão.
“Quadrado mágico”, o verdadeiro, volta a brilhar
Por Orozimbo Souza Júnior
Quando surgiu a expressão “quadrado mágico”, para se referir aos quatro homens de frente da nossa Seleção, fui um dos entusiastas da idéia. Embora, sempre achasse que, para ser de fato mágico, o quadrado não poderia ter Ronaldo e Adriano juntos, principalmente se eles estivessem fora de forma, como na última Copa.
No sábado, contra o Chile, o técnico Dunga escalou o time com uma formação que eu defendo. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e Fred na frente. A Seleção passeou em campo e fez fáceis 4 a 0. Tudo bem que a equipe chilena não é, nem nunca foi, grandes coisas. Haja vista ter sido ela vítima do mesmo quadrado nas Eliminatórias para 2006, perdendo por 5 a 0.
Mas o Chile também não é nenhum “cachorro morto”. Tanto é verdade que, em campo, os chilenos contavam com mais jogadores que atuam no futebol brasileiro do que nossa Seleção, dois atletas deles contra nenhum nosso. Valdívia e Maldonado, sem dúvida, têm lugar em qualquer equipe do nosso futebol hoje.
No entanto, o que me preocupa são alguns rumores que ouvi na imprensa, nas inúmeras análises do jogo. Muitos jornalistas afirmaram que Dunga só escalou esse time porque foi pressionado pelos patrocinadores da CBF. Isso, se verdade, é um absurdo, por dois motivos. O primeiro é que a torcida pode ficar criar uma expectativa que logo poderá ser desfeita, caso o treinador tenha total autonomia para escalar. O outro motivo, muito mais preocupante, é que Dunga, ao se sujeitar às exigências de patrocínios, estará agindo somente para assegurar sua vaga no comando da Seleção, deixando de colocar em prática suas convicções.
Repito que isso são rumores. Mas é bom ficar de olhos bem abertos, porque onde há fumaça, há fogo. Todos sabemos, não de hoje, que o futebol virou um grande negócio, no qual o espírito competitivo fica em segundo plano.
Quando surgiu a expressão “quadrado mágico”, para se referir aos quatro homens de frente da nossa Seleção, fui um dos entusiastas da idéia. Embora, sempre achasse que, para ser de fato mágico, o quadrado não poderia ter Ronaldo e Adriano juntos, principalmente se eles estivessem fora de forma, como na última Copa.
No sábado, contra o Chile, o técnico Dunga escalou o time com uma formação que eu defendo. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e Fred na frente. A Seleção passeou em campo e fez fáceis 4 a 0. Tudo bem que a equipe chilena não é, nem nunca foi, grandes coisas. Haja vista ter sido ela vítima do mesmo quadrado nas Eliminatórias para 2006, perdendo por 5 a 0.
Mas o Chile também não é nenhum “cachorro morto”. Tanto é verdade que, em campo, os chilenos contavam com mais jogadores que atuam no futebol brasileiro do que nossa Seleção, dois atletas deles contra nenhum nosso. Valdívia e Maldonado, sem dúvida, têm lugar em qualquer equipe do nosso futebol hoje.
No entanto, o que me preocupa são alguns rumores que ouvi na imprensa, nas inúmeras análises do jogo. Muitos jornalistas afirmaram que Dunga só escalou esse time porque foi pressionado pelos patrocinadores da CBF. Isso, se verdade, é um absurdo, por dois motivos. O primeiro é que a torcida pode ficar criar uma expectativa que logo poderá ser desfeita, caso o treinador tenha total autonomia para escalar. O outro motivo, muito mais preocupante, é que Dunga, ao se sujeitar às exigências de patrocínios, estará agindo somente para assegurar sua vaga no comando da Seleção, deixando de colocar em prática suas convicções.
Repito que isso são rumores. Mas é bom ficar de olhos bem abertos, porque onde há fumaça, há fogo. Todos sabemos, não de hoje, que o futebol virou um grande negócio, no qual o espírito competitivo fica em segundo plano.
Romário a um passo do paraíso
Por Orozimbo Souza Júnior
Ainda não foi desta vez, mas o Baixinho conta os minutos para fazer parte dos “Deuses do Olimpo” do futebol. Ontem, contra o Flamengo, no Maracanã, melhor adversário e palco possíveis, o atacante só fez um.
Deverá caber ao Botafogo a “honra” de ser o time que levará o milésimo. O mais curioso é que Romário revelou há poucos dias, em entrevista, que os goleiros botafoguenses o ajudaram muito durante sua carreira.
O time da estrela solitária foi o adversário contra o qual o atacante mais balançou as redes. Mais de trinta vezes. Como botafoguense é supersticioso, muitos já devem estar esperando pelas gozações após o clássico de domingo que vem. É aguardar para ver.
Ainda não foi desta vez, mas o Baixinho conta os minutos para fazer parte dos “Deuses do Olimpo” do futebol. Ontem, contra o Flamengo, no Maracanã, melhor adversário e palco possíveis, o atacante só fez um.
Deverá caber ao Botafogo a “honra” de ser o time que levará o milésimo. O mais curioso é que Romário revelou há poucos dias, em entrevista, que os goleiros botafoguenses o ajudaram muito durante sua carreira.
O time da estrela solitária foi o adversário contra o qual o atacante mais balançou as redes. Mais de trinta vezes. Como botafoguense é supersticioso, muitos já devem estar esperando pelas gozações após o clássico de domingo que vem. É aguardar para ver.
Apesar de sufoco, Cruzeiro se classifica
Orozimbo Souza Júnior
O time Celeste segue com seus altos e baixos na temporada. Ontem, jogando em casa contra o Democrata-GV, começou muito bem, fazendo 3 a 0 e demonstrando uma melhor disposição tática.
Mas, nos minutos finais, a equipe deu um susto na torcida. A Pantera foi para cima e acuou a Raposa, marcando dois gols. Talvez, o resultado fosse pior, caso o jogo tivesse mais alguns minutos.
Mais uma vez, o Cruzeiro se complicou, quando o adversário resolveu atacar, assim com ocorreu nos jogos contra o Atlético e o Ipatinga. De qualquer forma, os celestes podem comemorar a classificação matemática, já que o time soma 19 pontos.
Continuo achando que a equipe tem muito potencial para fazer bonito em 2007, mas está muito claro que Paulo Autuori precisa fazer acertos. Algumas peças ainda não se encontraram, principalmente no sistema defensivo.
O time Celeste segue com seus altos e baixos na temporada. Ontem, jogando em casa contra o Democrata-GV, começou muito bem, fazendo 3 a 0 e demonstrando uma melhor disposição tática.
Mas, nos minutos finais, a equipe deu um susto na torcida. A Pantera foi para cima e acuou a Raposa, marcando dois gols. Talvez, o resultado fosse pior, caso o jogo tivesse mais alguns minutos.
Mais uma vez, o Cruzeiro se complicou, quando o adversário resolveu atacar, assim com ocorreu nos jogos contra o Atlético e o Ipatinga. De qualquer forma, os celestes podem comemorar a classificação matemática, já que o time soma 19 pontos.
Continuo achando que a equipe tem muito potencial para fazer bonito em 2007, mas está muito claro que Paulo Autuori precisa fazer acertos. Algumas peças ainda não se encontraram, principalmente no sistema defensivo.
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