Por Orozimbo Souza Júnior
Embora os cálculos matemáticos dissessem o contrário, o América já estava rebaixado para o Módulo 2 há algumas rodadas. A derrota de ontem para o Rio Branco, em Andradas, 2 a 0, foi a oitava em dez partidas.
Com três técnicos diferentes em tão pouco tempo de disputa, não poderia dar outra coisa, senão na queda. Some-se a isso uma série de erros das últimas diretorias, que, de tão debatidos, nem precisam ser citados aqui.
Vejo no presidente do Coelho, Antônio Baltazar, um homem sério e com as melhores intenções. Contudo, para o cartola, falta certo traquejo no futebol. Este ano, ele meteu os pés pelas mãos algumas vezes. Contratou um técnico desconhecido e que desconhecia nosso futebol, trouxe jogadores que pouco ou nada acrescentaram, quando seria mais apropriado investir na base, que sempre foi a vocação no clube, além de outros erros.
Agora, não adianta chorar pelo leite derramado. O América precisa, mais que nunca, da união dos verdadeiros americanos, coisa difícil nos últimos tempos. Só eles poderão salvar a instituição da já aventada possibilidade de que o departamento de futebol seja fechado. E nem me falem em virada de mesa, por favor.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Mais razão, menos emoção
Por Guilherme Ibraim
Ziza Valadares tem razão no que diz. Refiro-me à última crítica do presidente alvinegro, desta vez sobre o Ministério Público, que definiu uma redução da quantidade de lugares do Estádio Independência e também a proibição da venda de bebidas alcoólicas lá. Ao dizer que há uma perseguição contra o Atlético, Ziza erra. Acerta no momento em que cobra uma atitude uniforme do MP para com os clubes, sejam da capital ou do interior.
É compreensível que o presidente se sinta prejudicado pela decisão da Justiça, mas acredito que, num ato de desprendimento do interesse atleticano, Ziza poderia utilizar o seu discurso para cobrar que as medidas fossem colocadas a todos os times. Ele poderia transformar a revolta particular de seu clube em um movimento pela adequação de todos os estádios do Brasil às normas que estão vigentes no Mineirão. Poderia ser o início de um movimento de melhorias nos estádios.
Acredito, e que fique bem claro que é algo pessoal, que a proibição da venda de bebidas é correta e deveria ser aplicada a todos os estádios do Brasil. Mas, concordando com Ziza Valadares, a proibição da Justiça soou, mesmo que não seja verdade, como má vontade com o Galo. Da parte do MP, é preciso padronizar as decisões e estendê-las a todos os clubes e estádios. Já para Ziza o recado é tomar cuidado para não transformar as críticas, neste caso corretas, em uma odisséia de perseguição histórica ao Atlético.
Ziza Valadares tem razão no que diz. Refiro-me à última crítica do presidente alvinegro, desta vez sobre o Ministério Público, que definiu uma redução da quantidade de lugares do Estádio Independência e também a proibição da venda de bebidas alcoólicas lá. Ao dizer que há uma perseguição contra o Atlético, Ziza erra. Acerta no momento em que cobra uma atitude uniforme do MP para com os clubes, sejam da capital ou do interior.
É compreensível que o presidente se sinta prejudicado pela decisão da Justiça, mas acredito que, num ato de desprendimento do interesse atleticano, Ziza poderia utilizar o seu discurso para cobrar que as medidas fossem colocadas a todos os times. Ele poderia transformar a revolta particular de seu clube em um movimento pela adequação de todos os estádios do Brasil às normas que estão vigentes no Mineirão. Poderia ser o início de um movimento de melhorias nos estádios.
Acredito, e que fique bem claro que é algo pessoal, que a proibição da venda de bebidas é correta e deveria ser aplicada a todos os estádios do Brasil. Mas, concordando com Ziza Valadares, a proibição da Justiça soou, mesmo que não seja verdade, como má vontade com o Galo. Da parte do MP, é preciso padronizar as decisões e estendê-las a todos os clubes e estádios. Já para Ziza o recado é tomar cuidado para não transformar as críticas, neste caso corretas, em uma odisséia de perseguição histórica ao Atlético.
quarta-feira, 28 de março de 2007
No Independência, não!
Por Frederico Jota
A cada vez que o assunto envolvendo possíveis partidas de Atlético ou Cruzeiro no Independência vem à tona, meu estômago embrulha. O simpático estádio do Horto deveria ser tombado, ou coisa semelhante, pelo seu papel no passado do futebol mineiro e por ter abrigado a Copa de 1950, sendo o palco, inclusive, do inusitado Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra. Pronto, acabou.
Não existe a mínima condição de ser uma partida com expectativa de público superior a duas mil pessoas no lugar. Estive presente na partida entre Villa Nova e América e o que vi foi ridículo. Além dos problemas habituais do estádio (desconforto, visão ruim do campo para alguns torcedores, arquibancadas de concreto, péssimas opções para estacionar o carro, cerveja quente, vestiários acanhados, instalações sofríveis para a imprensa e mais uma lista interminável), me deparei com a patética cena de ver uma aglomeração de torcedores nas filas das bilheterias. Era uma partida entre Villa e América, numa sexta-feira à noite! Muitos desses torcedores conseguiram entrar no estádio por volta dos 20 minutos do primeiro tempo.
O fato de o jogo do Atlético ser disputado lá no próximo domingo é fruto de uma série de incompetências. Todo mundo sabe que o evento musical anual de gosto duvidoso acontece no Mineirão. Então, caberia à Federação não marcar jogos para Belo Horizonte na data. Depois, quando a tabela foi divulgada, caberia ao Atlético se prontificar a solicitar a alteração da data, usando, por exemplo, esta quarta-feira, vaga desde o início do ano. Agora, o Galo vai ter que jogar lá, fazer campanha para que a torcida se comporte, etc. e tal. Em minha opinião, todas as possíveis restrições estão corretas: proibição de venda de bebidas alcoólicas, venda de ingresso no dia do jogo, limitação de público etc. Infelizmente, para um estádio que não tem condições de abrigar uma partida desse porte (não estamos falando da final do campeonato), isso cai como uma luva. Estranho é poder vender bebidas nos jogos do América e, pior, inúmeros tipos de bebidas no detestável Axé.
Ficar protegendo o Independência por ser um estádio simpático, bom (!?!?!?) para ver jogos, central etc., é atestar a pequenez do futebol mineiro.
A cada vez que o assunto envolvendo possíveis partidas de Atlético ou Cruzeiro no Independência vem à tona, meu estômago embrulha. O simpático estádio do Horto deveria ser tombado, ou coisa semelhante, pelo seu papel no passado do futebol mineiro e por ter abrigado a Copa de 1950, sendo o palco, inclusive, do inusitado Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra. Pronto, acabou.
Não existe a mínima condição de ser uma partida com expectativa de público superior a duas mil pessoas no lugar. Estive presente na partida entre Villa Nova e América e o que vi foi ridículo. Além dos problemas habituais do estádio (desconforto, visão ruim do campo para alguns torcedores, arquibancadas de concreto, péssimas opções para estacionar o carro, cerveja quente, vestiários acanhados, instalações sofríveis para a imprensa e mais uma lista interminável), me deparei com a patética cena de ver uma aglomeração de torcedores nas filas das bilheterias. Era uma partida entre Villa e América, numa sexta-feira à noite! Muitos desses torcedores conseguiram entrar no estádio por volta dos 20 minutos do primeiro tempo.
O fato de o jogo do Atlético ser disputado lá no próximo domingo é fruto de uma série de incompetências. Todo mundo sabe que o evento musical anual de gosto duvidoso acontece no Mineirão. Então, caberia à Federação não marcar jogos para Belo Horizonte na data. Depois, quando a tabela foi divulgada, caberia ao Atlético se prontificar a solicitar a alteração da data, usando, por exemplo, esta quarta-feira, vaga desde o início do ano. Agora, o Galo vai ter que jogar lá, fazer campanha para que a torcida se comporte, etc. e tal. Em minha opinião, todas as possíveis restrições estão corretas: proibição de venda de bebidas alcoólicas, venda de ingresso no dia do jogo, limitação de público etc. Infelizmente, para um estádio que não tem condições de abrigar uma partida desse porte (não estamos falando da final do campeonato), isso cai como uma luva. Estranho é poder vender bebidas nos jogos do América e, pior, inúmeros tipos de bebidas no detestável Axé.
Ficar protegendo o Independência por ser um estádio simpático, bom (!?!?!?) para ver jogos, central etc., é atestar a pequenez do futebol mineiro.
Boa aposta do Cruzeiro
Por Orozimbo Souza Júnior
De acordo com informações do site Superesportes, o Cruzeiro está próximo de anunciar um reforço para a defesa. Trata-se do zagueiro Leo Fortunato, 24, que defende o Madureira no atual Campeonato Carioca.
Assisti, pelo menos, três partidas de Fortunato no time carioca este ano, e gostei muito do que vi. Além da força física, ele tem uma boa técnica. Caso seja confirmada a contratação, entendo que a Raposa fará uma boa aposta, sobretudo, porque a zaga tem sido o calcanhar de Aquiles da equipe em 2007.
De acordo com informações do site Superesportes, o Cruzeiro está próximo de anunciar um reforço para a defesa. Trata-se do zagueiro Leo Fortunato, 24, que defende o Madureira no atual Campeonato Carioca.
Assisti, pelo menos, três partidas de Fortunato no time carioca este ano, e gostei muito do que vi. Além da força física, ele tem uma boa técnica. Caso seja confirmada a contratação, entendo que a Raposa fará uma boa aposta, sobretudo, porque a zaga tem sido o calcanhar de Aquiles da equipe em 2007.
terça-feira, 27 de março de 2007
Já não era sem tempo
Por Orozimbo Souza Júnior
O diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, admitiu que o clube busca a contratação de um zagueiro.
Definitivamente, a zaga tem sido o ponto mais fraco do time em 2007. A Raposa tem uma das piores defesas do Campeonato Mineiro. Foram testadas diferentes duplas de zagueiros, mas nenhuma que convencesse. Tiago Heleno, Luisão, Gladstone e André Luís estão, ainda, muito aquém do que se espera.
Além da falta de acerto com os atletas testados, outro fator que pesou para que a diretoria Celeste agisse é o provável gancho que pegará André Luís. Mas, reflitamos: a ausência deste jogador é desfalque ou reforço?
O diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, admitiu que o clube busca a contratação de um zagueiro.
Definitivamente, a zaga tem sido o ponto mais fraco do time em 2007. A Raposa tem uma das piores defesas do Campeonato Mineiro. Foram testadas diferentes duplas de zagueiros, mas nenhuma que convencesse. Tiago Heleno, Luisão, Gladstone e André Luís estão, ainda, muito aquém do que se espera.
Além da falta de acerto com os atletas testados, outro fator que pesou para que a diretoria Celeste agisse é o provável gancho que pegará André Luís. Mas, reflitamos: a ausência deste jogador é desfalque ou reforço?
Brasil sonolento
Por Orozimbo Souza Júnior
Acabou há poucos minutos o amistoso entre Brasil e Gana, o segundo da seleção de Dunga na Suécia. Vencemos por 1 a 0, gol de Vagner Love.
O jogo foi mais complicado do que a partida de sábado contra o Chile. Tanto é que o goleiro Júlio César foi considerado o melhor em campo. Que a dificuldade seria maior, não tinha dúvida. A seleção africana é muito superior à chilena.
Mas, confesso, esperava um pouco mais do nosso esquete. A partida foi amarrada, cansativa. Robinho Kaká e Ronaldinho, principalmente, não tiveram a costumeira desenvoltura.
De positivo, além da atuação do nosso goleiro, destaco a participação do lateral Daniel Alves, que entrou no lugar de Ilsinho e se saiu muito bem. Cada vez que um novo lateral-direito se apresenta bem na Seleção, corremos menos o risco da volta de Cafu.
Mesmo após o fiasco na Alemanha, o capitão do Penta insiste em afirmar que não desistiu da Seleção. Pode até ser verdade, mas o que se deve perguntar é se a Seleção desistiu dele. A resposta, certamente, será sim. A menos que não tenhamos outra opção.
Acabou há poucos minutos o amistoso entre Brasil e Gana, o segundo da seleção de Dunga na Suécia. Vencemos por 1 a 0, gol de Vagner Love.
O jogo foi mais complicado do que a partida de sábado contra o Chile. Tanto é que o goleiro Júlio César foi considerado o melhor em campo. Que a dificuldade seria maior, não tinha dúvida. A seleção africana é muito superior à chilena.
Mas, confesso, esperava um pouco mais do nosso esquete. A partida foi amarrada, cansativa. Robinho Kaká e Ronaldinho, principalmente, não tiveram a costumeira desenvoltura.
De positivo, além da atuação do nosso goleiro, destaco a participação do lateral Daniel Alves, que entrou no lugar de Ilsinho e se saiu muito bem. Cada vez que um novo lateral-direito se apresenta bem na Seleção, corremos menos o risco da volta de Cafu.
Mesmo após o fiasco na Alemanha, o capitão do Penta insiste em afirmar que não desistiu da Seleção. Pode até ser verdade, mas o que se deve perguntar é se a Seleção desistiu dele. A resposta, certamente, será sim. A menos que não tenhamos outra opção.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Sobre América, Galo e Ipatinga...
Por Orozimbo Souza Júnior
Na sexta-feira, o Coelho perdeu em casa para o Villa Nova, 2 a 1 de virada, e já pode se despedir da primeira divisão do estadual. Para escapar do Módulo 2, o time precisa de uma combinação improvável de resultados, além de ter de vencer suas duas partidas restantes. A esta altura do campeonato, a segunda opção parece ter a maior improbabilidade. O time, que fez apenas quatro pontos e nove jogos, fará seis pontos em duas partidas?
Já no sábado, o Galo chegou à quarta vitória seguida na competição e dormiu na liderança, até a vitória do Cruzeiro contra o Democrata-GV. Os 2 a 0 no Ituiutaba, no Pontal do Triângulo, praticamente asseguraram ao alvinegro a vaga na próxima fase.
Por fim, o Tigre do Vale do Aço perdeu para o Tupi em Juiz de Fora e se complicou. Para se classificar, precisa vencer os dois jogos restantes, além de contar com tropeços dos adversários. Neste momento, o time tem chance de se classificar, mas não afastou o risco de ser rebaixado. Esperava mais do Ipatinga, mesmo sabendo que o time foi quase todo remontado para a Série B do Brasileirão.
Na sexta-feira, o Coelho perdeu em casa para o Villa Nova, 2 a 1 de virada, e já pode se despedir da primeira divisão do estadual. Para escapar do Módulo 2, o time precisa de uma combinação improvável de resultados, além de ter de vencer suas duas partidas restantes. A esta altura do campeonato, a segunda opção parece ter a maior improbabilidade. O time, que fez apenas quatro pontos e nove jogos, fará seis pontos em duas partidas?
Já no sábado, o Galo chegou à quarta vitória seguida na competição e dormiu na liderança, até a vitória do Cruzeiro contra o Democrata-GV. Os 2 a 0 no Ituiutaba, no Pontal do Triângulo, praticamente asseguraram ao alvinegro a vaga na próxima fase.
Por fim, o Tigre do Vale do Aço perdeu para o Tupi em Juiz de Fora e se complicou. Para se classificar, precisa vencer os dois jogos restantes, além de contar com tropeços dos adversários. Neste momento, o time tem chance de se classificar, mas não afastou o risco de ser rebaixado. Esperava mais do Ipatinga, mesmo sabendo que o time foi quase todo remontado para a Série B do Brasileirão.
“Quadrado mágico”, o verdadeiro, volta a brilhar
Por Orozimbo Souza Júnior
Quando surgiu a expressão “quadrado mágico”, para se referir aos quatro homens de frente da nossa Seleção, fui um dos entusiastas da idéia. Embora, sempre achasse que, para ser de fato mágico, o quadrado não poderia ter Ronaldo e Adriano juntos, principalmente se eles estivessem fora de forma, como na última Copa.
No sábado, contra o Chile, o técnico Dunga escalou o time com uma formação que eu defendo. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e Fred na frente. A Seleção passeou em campo e fez fáceis 4 a 0. Tudo bem que a equipe chilena não é, nem nunca foi, grandes coisas. Haja vista ter sido ela vítima do mesmo quadrado nas Eliminatórias para 2006, perdendo por 5 a 0.
Mas o Chile também não é nenhum “cachorro morto”. Tanto é verdade que, em campo, os chilenos contavam com mais jogadores que atuam no futebol brasileiro do que nossa Seleção, dois atletas deles contra nenhum nosso. Valdívia e Maldonado, sem dúvida, têm lugar em qualquer equipe do nosso futebol hoje.
No entanto, o que me preocupa são alguns rumores que ouvi na imprensa, nas inúmeras análises do jogo. Muitos jornalistas afirmaram que Dunga só escalou esse time porque foi pressionado pelos patrocinadores da CBF. Isso, se verdade, é um absurdo, por dois motivos. O primeiro é que a torcida pode ficar criar uma expectativa que logo poderá ser desfeita, caso o treinador tenha total autonomia para escalar. O outro motivo, muito mais preocupante, é que Dunga, ao se sujeitar às exigências de patrocínios, estará agindo somente para assegurar sua vaga no comando da Seleção, deixando de colocar em prática suas convicções.
Repito que isso são rumores. Mas é bom ficar de olhos bem abertos, porque onde há fumaça, há fogo. Todos sabemos, não de hoje, que o futebol virou um grande negócio, no qual o espírito competitivo fica em segundo plano.
Quando surgiu a expressão “quadrado mágico”, para se referir aos quatro homens de frente da nossa Seleção, fui um dos entusiastas da idéia. Embora, sempre achasse que, para ser de fato mágico, o quadrado não poderia ter Ronaldo e Adriano juntos, principalmente se eles estivessem fora de forma, como na última Copa.
No sábado, contra o Chile, o técnico Dunga escalou o time com uma formação que eu defendo. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e Fred na frente. A Seleção passeou em campo e fez fáceis 4 a 0. Tudo bem que a equipe chilena não é, nem nunca foi, grandes coisas. Haja vista ter sido ela vítima do mesmo quadrado nas Eliminatórias para 2006, perdendo por 5 a 0.
Mas o Chile também não é nenhum “cachorro morto”. Tanto é verdade que, em campo, os chilenos contavam com mais jogadores que atuam no futebol brasileiro do que nossa Seleção, dois atletas deles contra nenhum nosso. Valdívia e Maldonado, sem dúvida, têm lugar em qualquer equipe do nosso futebol hoje.
No entanto, o que me preocupa são alguns rumores que ouvi na imprensa, nas inúmeras análises do jogo. Muitos jornalistas afirmaram que Dunga só escalou esse time porque foi pressionado pelos patrocinadores da CBF. Isso, se verdade, é um absurdo, por dois motivos. O primeiro é que a torcida pode ficar criar uma expectativa que logo poderá ser desfeita, caso o treinador tenha total autonomia para escalar. O outro motivo, muito mais preocupante, é que Dunga, ao se sujeitar às exigências de patrocínios, estará agindo somente para assegurar sua vaga no comando da Seleção, deixando de colocar em prática suas convicções.
Repito que isso são rumores. Mas é bom ficar de olhos bem abertos, porque onde há fumaça, há fogo. Todos sabemos, não de hoje, que o futebol virou um grande negócio, no qual o espírito competitivo fica em segundo plano.
Romário a um passo do paraíso
Por Orozimbo Souza Júnior
Ainda não foi desta vez, mas o Baixinho conta os minutos para fazer parte dos “Deuses do Olimpo” do futebol. Ontem, contra o Flamengo, no Maracanã, melhor adversário e palco possíveis, o atacante só fez um.
Deverá caber ao Botafogo a “honra” de ser o time que levará o milésimo. O mais curioso é que Romário revelou há poucos dias, em entrevista, que os goleiros botafoguenses o ajudaram muito durante sua carreira.
O time da estrela solitária foi o adversário contra o qual o atacante mais balançou as redes. Mais de trinta vezes. Como botafoguense é supersticioso, muitos já devem estar esperando pelas gozações após o clássico de domingo que vem. É aguardar para ver.
Ainda não foi desta vez, mas o Baixinho conta os minutos para fazer parte dos “Deuses do Olimpo” do futebol. Ontem, contra o Flamengo, no Maracanã, melhor adversário e palco possíveis, o atacante só fez um.
Deverá caber ao Botafogo a “honra” de ser o time que levará o milésimo. O mais curioso é que Romário revelou há poucos dias, em entrevista, que os goleiros botafoguenses o ajudaram muito durante sua carreira.
O time da estrela solitária foi o adversário contra o qual o atacante mais balançou as redes. Mais de trinta vezes. Como botafoguense é supersticioso, muitos já devem estar esperando pelas gozações após o clássico de domingo que vem. É aguardar para ver.
Apesar de sufoco, Cruzeiro se classifica
Orozimbo Souza Júnior
O time Celeste segue com seus altos e baixos na temporada. Ontem, jogando em casa contra o Democrata-GV, começou muito bem, fazendo 3 a 0 e demonstrando uma melhor disposição tática.
Mas, nos minutos finais, a equipe deu um susto na torcida. A Pantera foi para cima e acuou a Raposa, marcando dois gols. Talvez, o resultado fosse pior, caso o jogo tivesse mais alguns minutos.
Mais uma vez, o Cruzeiro se complicou, quando o adversário resolveu atacar, assim com ocorreu nos jogos contra o Atlético e o Ipatinga. De qualquer forma, os celestes podem comemorar a classificação matemática, já que o time soma 19 pontos.
Continuo achando que a equipe tem muito potencial para fazer bonito em 2007, mas está muito claro que Paulo Autuori precisa fazer acertos. Algumas peças ainda não se encontraram, principalmente no sistema defensivo.
O time Celeste segue com seus altos e baixos na temporada. Ontem, jogando em casa contra o Democrata-GV, começou muito bem, fazendo 3 a 0 e demonstrando uma melhor disposição tática.
Mas, nos minutos finais, a equipe deu um susto na torcida. A Pantera foi para cima e acuou a Raposa, marcando dois gols. Talvez, o resultado fosse pior, caso o jogo tivesse mais alguns minutos.
Mais uma vez, o Cruzeiro se complicou, quando o adversário resolveu atacar, assim com ocorreu nos jogos contra o Atlético e o Ipatinga. De qualquer forma, os celestes podem comemorar a classificação matemática, já que o time soma 19 pontos.
Continuo achando que a equipe tem muito potencial para fazer bonito em 2007, mas está muito claro que Paulo Autuori precisa fazer acertos. Algumas peças ainda não se encontraram, principalmente no sistema defensivo.
sexta-feira, 23 de março de 2007
Fluminense marginaliza Renato Silva
Por Orozimbo Souza Júnior
O Blog do Juca traz uma discussão interessante sobre o que aconteceu com o zagueiro Renato Silva, que caiu no antidoping, após uma partida em que defendeu o Fluminense.
O exame do atleta apontou uso de droga, e o zagueiro, que não conseguiu se acertar desde que trocou a Gávea pelas Laranjeiras, deverá ter seu contrato rescindido. Um absurdo.
A abordagem muito bem feita por Juca Kfouri lembra que, no nosso país, a lei anti-droga trata o dependente químico como doente, não como marginal. Com isso, quem é usuário deve ter sua imagem preservada, ao contrário do que aconteceu com o jogador, que teve seu caso amplamente divulgado e explorado na mídia.
Em um momento como esse, o clube poderia dar um grande exemplo, oferecendo amparo ao atleta. Mas não o fez, lamentavelmente. Lamentável também foi o comportamento da imprensa, que pouco ou nada se preocupou em preservar Renato, como prevê a lei.
O blog ainda lembra que casos semelhantes, nos Estados Unidos, terminam em processo, com ganho de causa para os atletas. Se Renato Silva tiver um bom advogado, poderá receber uma bela indenização, tanto de quem divulgou seu caso, quanto de quem o explorou.
O Blog do Juca traz uma discussão interessante sobre o que aconteceu com o zagueiro Renato Silva, que caiu no antidoping, após uma partida em que defendeu o Fluminense.
O exame do atleta apontou uso de droga, e o zagueiro, que não conseguiu se acertar desde que trocou a Gávea pelas Laranjeiras, deverá ter seu contrato rescindido. Um absurdo.
A abordagem muito bem feita por Juca Kfouri lembra que, no nosso país, a lei anti-droga trata o dependente químico como doente, não como marginal. Com isso, quem é usuário deve ter sua imagem preservada, ao contrário do que aconteceu com o jogador, que teve seu caso amplamente divulgado e explorado na mídia.
Em um momento como esse, o clube poderia dar um grande exemplo, oferecendo amparo ao atleta. Mas não o fez, lamentavelmente. Lamentável também foi o comportamento da imprensa, que pouco ou nada se preocupou em preservar Renato, como prevê a lei.
O blog ainda lembra que casos semelhantes, nos Estados Unidos, terminam em processo, com ganho de causa para os atletas. Se Renato Silva tiver um bom advogado, poderá receber uma bela indenização, tanto de quem divulgou seu caso, quanto de quem o explorou.
Resultados normais para os brasileiros na Libertadores
Por Orozimbo Souza Júnior
Quatro times brasileiros entraram em campo na rodada desta semana da competição. Foram duas vitórias e duas derrotas.
Começando pelos derrotados, o Paraná Club, pela segunda vez, sucumbiu diante do Flamengo, que, agora, lidera o grupo, logo à frente dos próprios paranaenses. Neste grupo, acredito, as duas equipes não terão dificuldades em avançar, pois têm como adversários Real Potosí-BOL e Maracaibo-VEN.
O São Paulo também caiu. Os 2 a 1 para o Necaxa, no México, tiraram uma invencibilidade de 29 jogos do Tricolor. A derrota, no entanto, não deverá abalar a equipe paulista, que tem tudo para se classificar também, já que está em um grupo relativamente fraco.
Por último, jogou o Santos, ontem, na Argentina, contra o Gimnasia la Plata, e atingiu a melhor campanha entre os 32 participantes da Libertadores. A vitória por 2 a 1 foi a quarta, em quatro jogos. O time da Vila já está mais do que garantido na próxima etapa.
Os outros dois brasileiros, Inter e Grêmio, estão em situação um pouco mais delicada. O Colorado jogou três vezes, perdeu duas. Está certo que o atual campeão caiu no grupo mais complicado e, nas duas vezes em que foi derrotado, atuou fora de casa. Terá a chance de ir à forra contra Nacional-URU e Vélez-ARG.
O Grêmio, após um bom começo, perdeu fôlego. Em um grupo relativamente tranqüilo, o Tricolor Gaúcho jogou três vezes, vencendo uma, empatando uma e perdendo outra. Jogou duas fora do Olímpico, assim como o Inter. Com isso, tende a se recuperar em casa.
Apesar de uns tropeços aqui e acolá, continuo confiante na classificação dos seis representantes do Brasil para a fase de mata-mata.
Quatro times brasileiros entraram em campo na rodada desta semana da competição. Foram duas vitórias e duas derrotas.
Começando pelos derrotados, o Paraná Club, pela segunda vez, sucumbiu diante do Flamengo, que, agora, lidera o grupo, logo à frente dos próprios paranaenses. Neste grupo, acredito, as duas equipes não terão dificuldades em avançar, pois têm como adversários Real Potosí-BOL e Maracaibo-VEN.
O São Paulo também caiu. Os 2 a 1 para o Necaxa, no México, tiraram uma invencibilidade de 29 jogos do Tricolor. A derrota, no entanto, não deverá abalar a equipe paulista, que tem tudo para se classificar também, já que está em um grupo relativamente fraco.
Por último, jogou o Santos, ontem, na Argentina, contra o Gimnasia la Plata, e atingiu a melhor campanha entre os 32 participantes da Libertadores. A vitória por 2 a 1 foi a quarta, em quatro jogos. O time da Vila já está mais do que garantido na próxima etapa.
Os outros dois brasileiros, Inter e Grêmio, estão em situação um pouco mais delicada. O Colorado jogou três vezes, perdeu duas. Está certo que o atual campeão caiu no grupo mais complicado e, nas duas vezes em que foi derrotado, atuou fora de casa. Terá a chance de ir à forra contra Nacional-URU e Vélez-ARG.
O Grêmio, após um bom começo, perdeu fôlego. Em um grupo relativamente tranqüilo, o Tricolor Gaúcho jogou três vezes, vencendo uma, empatando uma e perdendo outra. Jogou duas fora do Olímpico, assim como o Inter. Com isso, tende a se recuperar em casa.
Apesar de uns tropeços aqui e acolá, continuo confiante na classificação dos seis representantes do Brasil para a fase de mata-mata.
quinta-feira, 22 de março de 2007
Tigre mostra garras ao Porco; Galo fica no empate
Por Orozimbo Souza Júnior
Em texto publicado aqui ontem, disse que o Ipatinga tinha uma parada torta pela frente, o Palmeiras, na estréia da segunda fase da Copa do Brasil. Mas, jogando com sua torcida e aproveitando os desfalques do adversário, o time do Vale do Aço conseguiu uma grande vitória.
Os 2 a 0 serão difíceis de serem revertidos no jogo de volta, em São Paulo, mesmo que os paulistas contem com os retornos de Edmundo e Valdívia, que não jogaram na noite desta quarta. Quem esperava que o Palmeiras vencesse por dois gols e eliminasse o jogo de volta se deu mal. Com a vitória sem tomar gol em casa, o Tigre tem tudo para derrubar um dos favoritos ao título.
Já o Atlético ficou no 1 a 1 contra o América do Rio. Em termos de classificação, o resultado pode ser considerado bom, já que o Galo se garante até com um empate por 0 a 0 no jogo de volta, no Mineirão. Entretanto, o time não jogou bem. Eu acreditava que a fatura seria liquidada neste primeiro jogo. Mas erros individuais, como o do zagueiro Marcos no gol adversário e jogadas sem coordenação, levaram o alvinegro a correr o riso de sair derrotado em Edson Passos.
Em texto publicado aqui ontem, disse que o Ipatinga tinha uma parada torta pela frente, o Palmeiras, na estréia da segunda fase da Copa do Brasil. Mas, jogando com sua torcida e aproveitando os desfalques do adversário, o time do Vale do Aço conseguiu uma grande vitória.
Os 2 a 0 serão difíceis de serem revertidos no jogo de volta, em São Paulo, mesmo que os paulistas contem com os retornos de Edmundo e Valdívia, que não jogaram na noite desta quarta. Quem esperava que o Palmeiras vencesse por dois gols e eliminasse o jogo de volta se deu mal. Com a vitória sem tomar gol em casa, o Tigre tem tudo para derrubar um dos favoritos ao título.
Já o Atlético ficou no 1 a 1 contra o América do Rio. Em termos de classificação, o resultado pode ser considerado bom, já que o Galo se garante até com um empate por 0 a 0 no jogo de volta, no Mineirão. Entretanto, o time não jogou bem. Eu acreditava que a fatura seria liquidada neste primeiro jogo. Mas erros individuais, como o do zagueiro Marcos no gol adversário e jogadas sem coordenação, levaram o alvinegro a correr o riso de sair derrotado em Edson Passos.
quarta-feira, 21 de março de 2007
Galo e Tigre estréiam na segunda fase da Copa do Brasil
Por Orozimbo Souza Júnior
Os dois times mineiros entram em campo na noite desta quarta. O Atlético vai ao estádio Giullite Coutinho, pegar o América-RJ. Para minha surpresa, descobri que os cariocas levam vantagem contra os mineiros na história desse confronto. América tem 12 vitórias, contra 11 do Galo.
Mas hoje, os mineiros têm tudo para se igualar aos cariocas. Nos jogos que assisti do time do Rio este ano, não vi nada de mais, apesar das vitórias que ele teve sobre Vasco e Fluminense. Se vencer por dois gols de diferença, o alvinegro eliminará o jogo de volta. Talvez, esse placar não seja alcançado, mas creio no triunfo mineiro.
Já o Ipatinga tem um adversário mais complicado. O time do Vale do Aço recebe o Palmeiras, no Ipatingão. Neste caso, a vitória por dois gols de diferença dará aos paulistas a vaga na próxima fase. Entretanto, o time de Flávio Lopes poderá se aproveitar dos desfalques palmeirenses, para tentar equilibrar a disputa. No jogo de hoje, Edmundo e Valdívia estão fora da equipe de Caio Júnior.
Os dois times mineiros entram em campo na noite desta quarta. O Atlético vai ao estádio Giullite Coutinho, pegar o América-RJ. Para minha surpresa, descobri que os cariocas levam vantagem contra os mineiros na história desse confronto. América tem 12 vitórias, contra 11 do Galo.
Mas hoje, os mineiros têm tudo para se igualar aos cariocas. Nos jogos que assisti do time do Rio este ano, não vi nada de mais, apesar das vitórias que ele teve sobre Vasco e Fluminense. Se vencer por dois gols de diferença, o alvinegro eliminará o jogo de volta. Talvez, esse placar não seja alcançado, mas creio no triunfo mineiro.
Já o Ipatinga tem um adversário mais complicado. O time do Vale do Aço recebe o Palmeiras, no Ipatingão. Neste caso, a vitória por dois gols de diferença dará aos paulistas a vaga na próxima fase. Entretanto, o time de Flávio Lopes poderá se aproveitar dos desfalques palmeirenses, para tentar equilibrar a disputa. No jogo de hoje, Edmundo e Valdívia estão fora da equipe de Caio Júnior.
Que escândalo!
Por Daniel Seabra
Estamos em 2007, pleno século XXI. Sempre lutamos, e muito, contra as irregularidades, fora de campo, no futebol brasileiro. E a tal chamada “virada de mesa”, prática muito usada no futebol brasileiro há alguns anos, quando um determinado clube não conseguia, por incompetência em campo, permanecer na divisão de elite de um campeonato, parece voltar à tona. Que coisa! Pois bem, a esta altura tivemos que ouvir o Ziza Valadares, presidente do Clube Atlético Mineiro, uma das maiores instituições de futebol do Brasil, e até do mundo, cogitar a possibilidade de mudar a regra do jogo, tentando beneficiar ao América.
Ora, conhecem aquela antiga máxima: quem não tem competência que não se estabeleça? Pois é, podemos aplicá-la a esta situação. Alguém se lembra quem foi rebaixado para o Módulo II mineiro em 2006? Por que não foi tentada a “virada de mesa?” Por que ninguém se manifestou? Temos uma regra no jogo, assinada e aprovada por todos os participantes antes do torneio começar, e ela deve, a todo custo, ser respeitada. Se não, vira bagunça.
O América é um clube simpático? Pra maioria da torcida mineira, acredito que sim. É um clube centenário, tradicional, que já revelou dezenas de bons atletas (e não soube vendê-los, diga-se de passagem). Mas uma coisa é uma coisa, e outra é outra, como diria aquele dirigente paulista.
Caiu, tem que disputar. Não foi assim com o Atlético, quando foi para a Série B? Não há mais espaço para “maracutaias”, nem arrumações no futebol brasileiro. Já foi o tempo que os “grandes” ditavam as regras, independentemente do momento do torneio. Nem para viradas de mesa veladas, presidente Antônio Baltazar. Mudar a regra da Taça Minas Gerais? Tudo bem, é possível. Mas quem for rebaixado no Estadual, sendo o América ou não, está fora do Módulo I de 2008. E é assim que tem que ser.
Estamos em 2007, pleno século XXI. Sempre lutamos, e muito, contra as irregularidades, fora de campo, no futebol brasileiro. E a tal chamada “virada de mesa”, prática muito usada no futebol brasileiro há alguns anos, quando um determinado clube não conseguia, por incompetência em campo, permanecer na divisão de elite de um campeonato, parece voltar à tona. Que coisa! Pois bem, a esta altura tivemos que ouvir o Ziza Valadares, presidente do Clube Atlético Mineiro, uma das maiores instituições de futebol do Brasil, e até do mundo, cogitar a possibilidade de mudar a regra do jogo, tentando beneficiar ao América.
Ora, conhecem aquela antiga máxima: quem não tem competência que não se estabeleça? Pois é, podemos aplicá-la a esta situação. Alguém se lembra quem foi rebaixado para o Módulo II mineiro em 2006? Por que não foi tentada a “virada de mesa?” Por que ninguém se manifestou? Temos uma regra no jogo, assinada e aprovada por todos os participantes antes do torneio começar, e ela deve, a todo custo, ser respeitada. Se não, vira bagunça.
O América é um clube simpático? Pra maioria da torcida mineira, acredito que sim. É um clube centenário, tradicional, que já revelou dezenas de bons atletas (e não soube vendê-los, diga-se de passagem). Mas uma coisa é uma coisa, e outra é outra, como diria aquele dirigente paulista.
Caiu, tem que disputar. Não foi assim com o Atlético, quando foi para a Série B? Não há mais espaço para “maracutaias”, nem arrumações no futebol brasileiro. Já foi o tempo que os “grandes” ditavam as regras, independentemente do momento do torneio. Nem para viradas de mesa veladas, presidente Antônio Baltazar. Mudar a regra da Taça Minas Gerais? Tudo bem, é possível. Mas quem for rebaixado no Estadual, sendo o América ou não, está fora do Módulo I de 2008. E é assim que tem que ser.
Libertadores 2007: como tem jogo ruim
Por Orozimbo Souza Júnior
Nem preciso dizer o quanto gosto de futebol. Vejo campeonatos dos quatro cantos do mundo, apesar de, muitas vezes, não ter paciência para com tantos pernas-de-pau que jogam por aí.
Na Libertadores 2007, vários confrontos estão me cansando. Ontem, tive mais dois exemplos. O canal fechado Sportv transmitiu C. Porteño 2 x 1 Cúcuta e Caracas 0 x 4 Colo Colo, em seqüência. Só não me lembro se a ordem foi esta mesmo. O resultado descobri na internet.
O certo é que não consegui ver mais de 10 minutos em cada partida, apesar dos sete gols.
O nível técnico da primeira fase da competição está baixíssimo.
Tomara que a próxima fase chegue logo e que tenhamos um aumento no nível dos confrontos. Caso contrário, na TV, terei de recorrer aos filmes ou aos desenhos animados no horário das transmissões.
Nem preciso dizer o quanto gosto de futebol. Vejo campeonatos dos quatro cantos do mundo, apesar de, muitas vezes, não ter paciência para com tantos pernas-de-pau que jogam por aí.
Na Libertadores 2007, vários confrontos estão me cansando. Ontem, tive mais dois exemplos. O canal fechado Sportv transmitiu C. Porteño 2 x 1 Cúcuta e Caracas 0 x 4 Colo Colo, em seqüência. Só não me lembro se a ordem foi esta mesmo. O resultado descobri na internet.
O certo é que não consegui ver mais de 10 minutos em cada partida, apesar dos sete gols.
O nível técnico da primeira fase da competição está baixíssimo.
Tomara que a próxima fase chegue logo e que tenhamos um aumento no nível dos confrontos. Caso contrário, na TV, terei de recorrer aos filmes ou aos desenhos animados no horário das transmissões.
terça-feira, 20 de março de 2007
Salvar o América sim, mas sem maracutaia
Por Orozimbo Souza Júnior
De carona no assunto muito bem abordado pelo companheiro Frederico Jota, no texto anterior, algo precisa ser analisado entre as coisas que disse Ziza sobre o América.
Noves fora a bobagem de sugerir “virada de mesa”, quando o presidente do alvinegro fala que é preciso salvar o América, e que o possível rebaixamento do time para o Módulo 2 do Mineiro é péssimo para o nosso futebol, ele toca num ponto delicado: o caso do América, de fato, requer salvação.
Essa é a expressão mais correta para tratar o atual momento da terceira força do nosso futebol. Já há quem fala em um possível encerramento das atividades do departamento de futebol profissional do Coelho, caso o rebaixamento seja confirmado, somando-se ao fato de que o time nem disputará a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.
A atual situação é fruto de uma seqüência de administrações ruins. O América vem, ao longo dos últimos anos, perdendo o trem da história. Mas, caso seja rebaixado, deverá se reerguer em campo, com dignidade. Permanecer na Primeira Divisão entrando pela porta dos fundos poderá ser um mal ainda maior.
Acredito que os outros clubes mineiros, falo em especial de Atlético e Cruzeiro, podem e devem ajudar de alguma forma. Basta para isso boa vontade dos nossos cartolas e, sobretudo, que os dirigentes e os aguerridos torcedores americanos tenham humildade em aceitar um eventual apoio.
Não tenho a menor dúvida em afirmar que o América é o maior celeiro de bons jogadores do futebol mineiro nos últimos anos. Fred e Gilberto Silva, presentes em todas as convocações da Seleção Brasileira, são alguns exemplos. Essa fábrica tem que continuar produzindo e competindo.
De carona no assunto muito bem abordado pelo companheiro Frederico Jota, no texto anterior, algo precisa ser analisado entre as coisas que disse Ziza sobre o América.
Noves fora a bobagem de sugerir “virada de mesa”, quando o presidente do alvinegro fala que é preciso salvar o América, e que o possível rebaixamento do time para o Módulo 2 do Mineiro é péssimo para o nosso futebol, ele toca num ponto delicado: o caso do América, de fato, requer salvação.
Essa é a expressão mais correta para tratar o atual momento da terceira força do nosso futebol. Já há quem fala em um possível encerramento das atividades do departamento de futebol profissional do Coelho, caso o rebaixamento seja confirmado, somando-se ao fato de que o time nem disputará a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.
A atual situação é fruto de uma seqüência de administrações ruins. O América vem, ao longo dos últimos anos, perdendo o trem da história. Mas, caso seja rebaixado, deverá se reerguer em campo, com dignidade. Permanecer na Primeira Divisão entrando pela porta dos fundos poderá ser um mal ainda maior.
Acredito que os outros clubes mineiros, falo em especial de Atlético e Cruzeiro, podem e devem ajudar de alguma forma. Basta para isso boa vontade dos nossos cartolas e, sobretudo, que os dirigentes e os aguerridos torcedores americanos tenham humildade em aceitar um eventual apoio.
Não tenho a menor dúvida em afirmar que o América é o maior celeiro de bons jogadores do futebol mineiro nos últimos anos. Fred e Gilberto Silva, presentes em todas as convocações da Seleção Brasileira, são alguns exemplos. Essa fábrica tem que continuar produzindo e competindo.
Era o que faltava
Por Frederico Jota
Juro que há muito tempo não ouvia tamanha bobagem como a que Ziza Valadares falou ontem. Nem mesmo as presepadas de Eurico Miranda na Federação de Futebol do Rio de Janeiro são tão descabidas quanto cogitar virar a mesa no Campeonato Mineiro para que o América permaneça na primeira divisão - isso caso o clube realmente caia. Para não perder tempo, não vou discutir aqui os motivos que podem levar o Coelho para o Módulo 2 do Mineiro. Isso fica para uma outra conversa. Até porque isso não começa no atual campeonato, muito menos em 2007.
O que tem que ser debatido é o absurdo completo que é o presidente de um clube do porte do Atlético cogitar o inchamento de um campeonato de péssima categoria como o Campeonato Mineiro. Já é um produto ruim com 12 clubes, imaginem com 16, 18? E qual seria o retorno técnico disso para o Galo? Nenhum. Aliás, mais perdas. Perdas para o Atlético e para o Cruzeiro, que seriam obrigados a enfrentar mais campos ruins, mais zagueiros botinudos, e mais desgaste com jogos que não valem nada, sem falar na perda financeira. Se tinha alguma coisa que o Atlético deveria fazer com o Mineiro, era sugerir a extinção de um campeonato deficitário, trocá-lo por um calendário decente, por mais datas na Copa do Brasil, por um Brasileiro com jogos só aos finais de semana, por uma outra competição sul-americana, etc.
Muito me decepciona ver Ziza, um dirigente que recebeu os mais calorosos elogios que um cartola alvinegro ganhou nos últimos anos, exatamente por sua postura íntegra, eficiente e correta, dar a entender que as regras de um campeonato deveriam ser alteradas para favorecer um ou outro. Ziza falou em Uberaba e Uberlândia, mas nem mesmo esses clubes estariam garantidos no Mineiro de 2008, afinal disputam com outros clubes o Módulo 2. E o exemplo do próprio Atlético, que reconquistou, em campo, seu direito de jogar a Série A do Campeonato Brasileiro? Não vale nada? E o Estatuto do Torcedor, que não permite alterações de regras em torneios, que prevê critérios rígidos para acesso e descenso? Tudo vai para o lixo?
Não bastasse tudo isso, o que Ziza falou é antidesportivo. "Apenas" por isso, a declaração deveria ser repensada pelo dirigente e rebatida por todos aqueles que gostam de futebol.
Juro que há muito tempo não ouvia tamanha bobagem como a que Ziza Valadares falou ontem. Nem mesmo as presepadas de Eurico Miranda na Federação de Futebol do Rio de Janeiro são tão descabidas quanto cogitar virar a mesa no Campeonato Mineiro para que o América permaneça na primeira divisão - isso caso o clube realmente caia. Para não perder tempo, não vou discutir aqui os motivos que podem levar o Coelho para o Módulo 2 do Mineiro. Isso fica para uma outra conversa. Até porque isso não começa no atual campeonato, muito menos em 2007.
O que tem que ser debatido é o absurdo completo que é o presidente de um clube do porte do Atlético cogitar o inchamento de um campeonato de péssima categoria como o Campeonato Mineiro. Já é um produto ruim com 12 clubes, imaginem com 16, 18? E qual seria o retorno técnico disso para o Galo? Nenhum. Aliás, mais perdas. Perdas para o Atlético e para o Cruzeiro, que seriam obrigados a enfrentar mais campos ruins, mais zagueiros botinudos, e mais desgaste com jogos que não valem nada, sem falar na perda financeira. Se tinha alguma coisa que o Atlético deveria fazer com o Mineiro, era sugerir a extinção de um campeonato deficitário, trocá-lo por um calendário decente, por mais datas na Copa do Brasil, por um Brasileiro com jogos só aos finais de semana, por uma outra competição sul-americana, etc.
Muito me decepciona ver Ziza, um dirigente que recebeu os mais calorosos elogios que um cartola alvinegro ganhou nos últimos anos, exatamente por sua postura íntegra, eficiente e correta, dar a entender que as regras de um campeonato deveriam ser alteradas para favorecer um ou outro. Ziza falou em Uberaba e Uberlândia, mas nem mesmo esses clubes estariam garantidos no Mineiro de 2008, afinal disputam com outros clubes o Módulo 2. E o exemplo do próprio Atlético, que reconquistou, em campo, seu direito de jogar a Série A do Campeonato Brasileiro? Não vale nada? E o Estatuto do Torcedor, que não permite alterações de regras em torneios, que prevê critérios rígidos para acesso e descenso? Tudo vai para o lixo?
Não bastasse tudo isso, o que Ziza falou é antidesportivo. "Apenas" por isso, a declaração deveria ser repensada pelo dirigente e rebatida por todos aqueles que gostam de futebol.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Galo vence e chega nas “cabeças”
Por Orozimbo Souza Júnior
A vitória de ontem no clássico contra o América confirmou, de vez, a ascensão do Atlético no Campeonato Mineiro.
O time que chegou a ocupar a lanterna, neste momento, é o segundo, e dificilmente ficará fora do G4 da próxima fase, apesar de o equilíbrio continuar sendo a tônica da competição.
A apenas três rodadas do fim da primeira fase, exceto para Rio Branco e Guarani, que só jogam mais duas partidas, dez dos 12 participantes têm reais possibilidades de classificação.
A reta final da fase classificatória deverá pegar fogo. Cruzeiro e Atlético, devido aos adversários que enfrentarão, só não se classificam se houver algum acidente de percurso.
Já as outras vagas serão disputadas palmo a palmo, com detalhes separando classificados e eliminados.
A vitória de ontem no clássico contra o América confirmou, de vez, a ascensão do Atlético no Campeonato Mineiro.
O time que chegou a ocupar a lanterna, neste momento, é o segundo, e dificilmente ficará fora do G4 da próxima fase, apesar de o equilíbrio continuar sendo a tônica da competição.
A apenas três rodadas do fim da primeira fase, exceto para Rio Branco e Guarani, que só jogam mais duas partidas, dez dos 12 participantes têm reais possibilidades de classificação.
A reta final da fase classificatória deverá pegar fogo. Cruzeiro e Atlético, devido aos adversários que enfrentarão, só não se classificam se houver algum acidente de percurso.
Já as outras vagas serão disputadas palmo a palmo, com detalhes separando classificados e eliminados.
Mais um ingrediente na polêmica do milésimo gol
Por Orozimbo Souza Júnior
A edição de abril da Revista Placar, que chega às bancas esta semana, traz mais um componente que deve apimentar ainda mais as discussões em torno do milésimo gol de Romário.
A publicação contratou um pesquisador para fazer um levantamento de todos os gols do Baixinho. A lista, em termos de números, não apresenta nenhuma novidade com relação a várias outras que estão sendo divulgadas por aí.
O diferencial, no entanto, que já causa polêmica antes mesmo de Placar chegar aos leitores, diz respeito aos gols que o atacante marcou em jogos considerados oficiais pela Fifa.
Para a entidade máxima do futebol, Romário tem 716 gols em partidas oficiais, enquanto Pelé, 720. Ou seja, o Baixinho estaria a cinco de passar o Rei em número de gols oficiais.
Agora, o atacante do Vasco tem um bom argumento para retrucar os jornalistas que insistem em diminuir seus méritos, usando a já consagrada expressão “de acordo com as contas de Romário”. Ele poderá dizer: “de acordo com as contas da Fifa, tenho mais gols em jogos oficiais do que Pelé”.
Essa discussão ainda vai longe. Insisto que não devemos comparar Romário a Pelé, porque Pelé é incomparável. Mas insisto também que não se deve diminuir o méritos do Baixinho.
A edição de abril da Revista Placar, que chega às bancas esta semana, traz mais um componente que deve apimentar ainda mais as discussões em torno do milésimo gol de Romário.
A publicação contratou um pesquisador para fazer um levantamento de todos os gols do Baixinho. A lista, em termos de números, não apresenta nenhuma novidade com relação a várias outras que estão sendo divulgadas por aí.
O diferencial, no entanto, que já causa polêmica antes mesmo de Placar chegar aos leitores, diz respeito aos gols que o atacante marcou em jogos considerados oficiais pela Fifa.
Para a entidade máxima do futebol, Romário tem 716 gols em partidas oficiais, enquanto Pelé, 720. Ou seja, o Baixinho estaria a cinco de passar o Rei em número de gols oficiais.
Agora, o atacante do Vasco tem um bom argumento para retrucar os jornalistas que insistem em diminuir seus méritos, usando a já consagrada expressão “de acordo com as contas de Romário”. Ele poderá dizer: “de acordo com as contas da Fifa, tenho mais gols em jogos oficiais do que Pelé”.
Essa discussão ainda vai longe. Insisto que não devemos comparar Romário a Pelé, porque Pelé é incomparável. Mas insisto também que não se deve diminuir o méritos do Baixinho.
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