Por Orozimbo Souza Júnior
Em texto publicado aqui ontem, disse que o Ipatinga tinha uma parada torta pela frente, o Palmeiras, na estréia da segunda fase da Copa do Brasil. Mas, jogando com sua torcida e aproveitando os desfalques do adversário, o time do Vale do Aço conseguiu uma grande vitória.
Os 2 a 0 serão difíceis de serem revertidos no jogo de volta, em São Paulo, mesmo que os paulistas contem com os retornos de Edmundo e Valdívia, que não jogaram na noite desta quarta. Quem esperava que o Palmeiras vencesse por dois gols e eliminasse o jogo de volta se deu mal. Com a vitória sem tomar gol em casa, o Tigre tem tudo para derrubar um dos favoritos ao título.
Já o Atlético ficou no 1 a 1 contra o América do Rio. Em termos de classificação, o resultado pode ser considerado bom, já que o Galo se garante até com um empate por 0 a 0 no jogo de volta, no Mineirão. Entretanto, o time não jogou bem. Eu acreditava que a fatura seria liquidada neste primeiro jogo. Mas erros individuais, como o do zagueiro Marcos no gol adversário e jogadas sem coordenação, levaram o alvinegro a correr o riso de sair derrotado em Edson Passos.
quinta-feira, 22 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
Galo e Tigre estréiam na segunda fase da Copa do Brasil
Por Orozimbo Souza Júnior
Os dois times mineiros entram em campo na noite desta quarta. O Atlético vai ao estádio Giullite Coutinho, pegar o América-RJ. Para minha surpresa, descobri que os cariocas levam vantagem contra os mineiros na história desse confronto. América tem 12 vitórias, contra 11 do Galo.
Mas hoje, os mineiros têm tudo para se igualar aos cariocas. Nos jogos que assisti do time do Rio este ano, não vi nada de mais, apesar das vitórias que ele teve sobre Vasco e Fluminense. Se vencer por dois gols de diferença, o alvinegro eliminará o jogo de volta. Talvez, esse placar não seja alcançado, mas creio no triunfo mineiro.
Já o Ipatinga tem um adversário mais complicado. O time do Vale do Aço recebe o Palmeiras, no Ipatingão. Neste caso, a vitória por dois gols de diferença dará aos paulistas a vaga na próxima fase. Entretanto, o time de Flávio Lopes poderá se aproveitar dos desfalques palmeirenses, para tentar equilibrar a disputa. No jogo de hoje, Edmundo e Valdívia estão fora da equipe de Caio Júnior.
Os dois times mineiros entram em campo na noite desta quarta. O Atlético vai ao estádio Giullite Coutinho, pegar o América-RJ. Para minha surpresa, descobri que os cariocas levam vantagem contra os mineiros na história desse confronto. América tem 12 vitórias, contra 11 do Galo.
Mas hoje, os mineiros têm tudo para se igualar aos cariocas. Nos jogos que assisti do time do Rio este ano, não vi nada de mais, apesar das vitórias que ele teve sobre Vasco e Fluminense. Se vencer por dois gols de diferença, o alvinegro eliminará o jogo de volta. Talvez, esse placar não seja alcançado, mas creio no triunfo mineiro.
Já o Ipatinga tem um adversário mais complicado. O time do Vale do Aço recebe o Palmeiras, no Ipatingão. Neste caso, a vitória por dois gols de diferença dará aos paulistas a vaga na próxima fase. Entretanto, o time de Flávio Lopes poderá se aproveitar dos desfalques palmeirenses, para tentar equilibrar a disputa. No jogo de hoje, Edmundo e Valdívia estão fora da equipe de Caio Júnior.
Que escândalo!
Por Daniel Seabra
Estamos em 2007, pleno século XXI. Sempre lutamos, e muito, contra as irregularidades, fora de campo, no futebol brasileiro. E a tal chamada “virada de mesa”, prática muito usada no futebol brasileiro há alguns anos, quando um determinado clube não conseguia, por incompetência em campo, permanecer na divisão de elite de um campeonato, parece voltar à tona. Que coisa! Pois bem, a esta altura tivemos que ouvir o Ziza Valadares, presidente do Clube Atlético Mineiro, uma das maiores instituições de futebol do Brasil, e até do mundo, cogitar a possibilidade de mudar a regra do jogo, tentando beneficiar ao América.
Ora, conhecem aquela antiga máxima: quem não tem competência que não se estabeleça? Pois é, podemos aplicá-la a esta situação. Alguém se lembra quem foi rebaixado para o Módulo II mineiro em 2006? Por que não foi tentada a “virada de mesa?” Por que ninguém se manifestou? Temos uma regra no jogo, assinada e aprovada por todos os participantes antes do torneio começar, e ela deve, a todo custo, ser respeitada. Se não, vira bagunça.
O América é um clube simpático? Pra maioria da torcida mineira, acredito que sim. É um clube centenário, tradicional, que já revelou dezenas de bons atletas (e não soube vendê-los, diga-se de passagem). Mas uma coisa é uma coisa, e outra é outra, como diria aquele dirigente paulista.
Caiu, tem que disputar. Não foi assim com o Atlético, quando foi para a Série B? Não há mais espaço para “maracutaias”, nem arrumações no futebol brasileiro. Já foi o tempo que os “grandes” ditavam as regras, independentemente do momento do torneio. Nem para viradas de mesa veladas, presidente Antônio Baltazar. Mudar a regra da Taça Minas Gerais? Tudo bem, é possível. Mas quem for rebaixado no Estadual, sendo o América ou não, está fora do Módulo I de 2008. E é assim que tem que ser.
Estamos em 2007, pleno século XXI. Sempre lutamos, e muito, contra as irregularidades, fora de campo, no futebol brasileiro. E a tal chamada “virada de mesa”, prática muito usada no futebol brasileiro há alguns anos, quando um determinado clube não conseguia, por incompetência em campo, permanecer na divisão de elite de um campeonato, parece voltar à tona. Que coisa! Pois bem, a esta altura tivemos que ouvir o Ziza Valadares, presidente do Clube Atlético Mineiro, uma das maiores instituições de futebol do Brasil, e até do mundo, cogitar a possibilidade de mudar a regra do jogo, tentando beneficiar ao América.
Ora, conhecem aquela antiga máxima: quem não tem competência que não se estabeleça? Pois é, podemos aplicá-la a esta situação. Alguém se lembra quem foi rebaixado para o Módulo II mineiro em 2006? Por que não foi tentada a “virada de mesa?” Por que ninguém se manifestou? Temos uma regra no jogo, assinada e aprovada por todos os participantes antes do torneio começar, e ela deve, a todo custo, ser respeitada. Se não, vira bagunça.
O América é um clube simpático? Pra maioria da torcida mineira, acredito que sim. É um clube centenário, tradicional, que já revelou dezenas de bons atletas (e não soube vendê-los, diga-se de passagem). Mas uma coisa é uma coisa, e outra é outra, como diria aquele dirigente paulista.
Caiu, tem que disputar. Não foi assim com o Atlético, quando foi para a Série B? Não há mais espaço para “maracutaias”, nem arrumações no futebol brasileiro. Já foi o tempo que os “grandes” ditavam as regras, independentemente do momento do torneio. Nem para viradas de mesa veladas, presidente Antônio Baltazar. Mudar a regra da Taça Minas Gerais? Tudo bem, é possível. Mas quem for rebaixado no Estadual, sendo o América ou não, está fora do Módulo I de 2008. E é assim que tem que ser.
Libertadores 2007: como tem jogo ruim
Por Orozimbo Souza Júnior
Nem preciso dizer o quanto gosto de futebol. Vejo campeonatos dos quatro cantos do mundo, apesar de, muitas vezes, não ter paciência para com tantos pernas-de-pau que jogam por aí.
Na Libertadores 2007, vários confrontos estão me cansando. Ontem, tive mais dois exemplos. O canal fechado Sportv transmitiu C. Porteño 2 x 1 Cúcuta e Caracas 0 x 4 Colo Colo, em seqüência. Só não me lembro se a ordem foi esta mesmo. O resultado descobri na internet.
O certo é que não consegui ver mais de 10 minutos em cada partida, apesar dos sete gols.
O nível técnico da primeira fase da competição está baixíssimo.
Tomara que a próxima fase chegue logo e que tenhamos um aumento no nível dos confrontos. Caso contrário, na TV, terei de recorrer aos filmes ou aos desenhos animados no horário das transmissões.
Nem preciso dizer o quanto gosto de futebol. Vejo campeonatos dos quatro cantos do mundo, apesar de, muitas vezes, não ter paciência para com tantos pernas-de-pau que jogam por aí.
Na Libertadores 2007, vários confrontos estão me cansando. Ontem, tive mais dois exemplos. O canal fechado Sportv transmitiu C. Porteño 2 x 1 Cúcuta e Caracas 0 x 4 Colo Colo, em seqüência. Só não me lembro se a ordem foi esta mesmo. O resultado descobri na internet.
O certo é que não consegui ver mais de 10 minutos em cada partida, apesar dos sete gols.
O nível técnico da primeira fase da competição está baixíssimo.
Tomara que a próxima fase chegue logo e que tenhamos um aumento no nível dos confrontos. Caso contrário, na TV, terei de recorrer aos filmes ou aos desenhos animados no horário das transmissões.
terça-feira, 20 de março de 2007
Salvar o América sim, mas sem maracutaia
Por Orozimbo Souza Júnior
De carona no assunto muito bem abordado pelo companheiro Frederico Jota, no texto anterior, algo precisa ser analisado entre as coisas que disse Ziza sobre o América.
Noves fora a bobagem de sugerir “virada de mesa”, quando o presidente do alvinegro fala que é preciso salvar o América, e que o possível rebaixamento do time para o Módulo 2 do Mineiro é péssimo para o nosso futebol, ele toca num ponto delicado: o caso do América, de fato, requer salvação.
Essa é a expressão mais correta para tratar o atual momento da terceira força do nosso futebol. Já há quem fala em um possível encerramento das atividades do departamento de futebol profissional do Coelho, caso o rebaixamento seja confirmado, somando-se ao fato de que o time nem disputará a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.
A atual situação é fruto de uma seqüência de administrações ruins. O América vem, ao longo dos últimos anos, perdendo o trem da história. Mas, caso seja rebaixado, deverá se reerguer em campo, com dignidade. Permanecer na Primeira Divisão entrando pela porta dos fundos poderá ser um mal ainda maior.
Acredito que os outros clubes mineiros, falo em especial de Atlético e Cruzeiro, podem e devem ajudar de alguma forma. Basta para isso boa vontade dos nossos cartolas e, sobretudo, que os dirigentes e os aguerridos torcedores americanos tenham humildade em aceitar um eventual apoio.
Não tenho a menor dúvida em afirmar que o América é o maior celeiro de bons jogadores do futebol mineiro nos últimos anos. Fred e Gilberto Silva, presentes em todas as convocações da Seleção Brasileira, são alguns exemplos. Essa fábrica tem que continuar produzindo e competindo.
De carona no assunto muito bem abordado pelo companheiro Frederico Jota, no texto anterior, algo precisa ser analisado entre as coisas que disse Ziza sobre o América.
Noves fora a bobagem de sugerir “virada de mesa”, quando o presidente do alvinegro fala que é preciso salvar o América, e que o possível rebaixamento do time para o Módulo 2 do Mineiro é péssimo para o nosso futebol, ele toca num ponto delicado: o caso do América, de fato, requer salvação.
Essa é a expressão mais correta para tratar o atual momento da terceira força do nosso futebol. Já há quem fala em um possível encerramento das atividades do departamento de futebol profissional do Coelho, caso o rebaixamento seja confirmado, somando-se ao fato de que o time nem disputará a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.
A atual situação é fruto de uma seqüência de administrações ruins. O América vem, ao longo dos últimos anos, perdendo o trem da história. Mas, caso seja rebaixado, deverá se reerguer em campo, com dignidade. Permanecer na Primeira Divisão entrando pela porta dos fundos poderá ser um mal ainda maior.
Acredito que os outros clubes mineiros, falo em especial de Atlético e Cruzeiro, podem e devem ajudar de alguma forma. Basta para isso boa vontade dos nossos cartolas e, sobretudo, que os dirigentes e os aguerridos torcedores americanos tenham humildade em aceitar um eventual apoio.
Não tenho a menor dúvida em afirmar que o América é o maior celeiro de bons jogadores do futebol mineiro nos últimos anos. Fred e Gilberto Silva, presentes em todas as convocações da Seleção Brasileira, são alguns exemplos. Essa fábrica tem que continuar produzindo e competindo.
Era o que faltava
Por Frederico Jota
Juro que há muito tempo não ouvia tamanha bobagem como a que Ziza Valadares falou ontem. Nem mesmo as presepadas de Eurico Miranda na Federação de Futebol do Rio de Janeiro são tão descabidas quanto cogitar virar a mesa no Campeonato Mineiro para que o América permaneça na primeira divisão - isso caso o clube realmente caia. Para não perder tempo, não vou discutir aqui os motivos que podem levar o Coelho para o Módulo 2 do Mineiro. Isso fica para uma outra conversa. Até porque isso não começa no atual campeonato, muito menos em 2007.
O que tem que ser debatido é o absurdo completo que é o presidente de um clube do porte do Atlético cogitar o inchamento de um campeonato de péssima categoria como o Campeonato Mineiro. Já é um produto ruim com 12 clubes, imaginem com 16, 18? E qual seria o retorno técnico disso para o Galo? Nenhum. Aliás, mais perdas. Perdas para o Atlético e para o Cruzeiro, que seriam obrigados a enfrentar mais campos ruins, mais zagueiros botinudos, e mais desgaste com jogos que não valem nada, sem falar na perda financeira. Se tinha alguma coisa que o Atlético deveria fazer com o Mineiro, era sugerir a extinção de um campeonato deficitário, trocá-lo por um calendário decente, por mais datas na Copa do Brasil, por um Brasileiro com jogos só aos finais de semana, por uma outra competição sul-americana, etc.
Muito me decepciona ver Ziza, um dirigente que recebeu os mais calorosos elogios que um cartola alvinegro ganhou nos últimos anos, exatamente por sua postura íntegra, eficiente e correta, dar a entender que as regras de um campeonato deveriam ser alteradas para favorecer um ou outro. Ziza falou em Uberaba e Uberlândia, mas nem mesmo esses clubes estariam garantidos no Mineiro de 2008, afinal disputam com outros clubes o Módulo 2. E o exemplo do próprio Atlético, que reconquistou, em campo, seu direito de jogar a Série A do Campeonato Brasileiro? Não vale nada? E o Estatuto do Torcedor, que não permite alterações de regras em torneios, que prevê critérios rígidos para acesso e descenso? Tudo vai para o lixo?
Não bastasse tudo isso, o que Ziza falou é antidesportivo. "Apenas" por isso, a declaração deveria ser repensada pelo dirigente e rebatida por todos aqueles que gostam de futebol.
Juro que há muito tempo não ouvia tamanha bobagem como a que Ziza Valadares falou ontem. Nem mesmo as presepadas de Eurico Miranda na Federação de Futebol do Rio de Janeiro são tão descabidas quanto cogitar virar a mesa no Campeonato Mineiro para que o América permaneça na primeira divisão - isso caso o clube realmente caia. Para não perder tempo, não vou discutir aqui os motivos que podem levar o Coelho para o Módulo 2 do Mineiro. Isso fica para uma outra conversa. Até porque isso não começa no atual campeonato, muito menos em 2007.
O que tem que ser debatido é o absurdo completo que é o presidente de um clube do porte do Atlético cogitar o inchamento de um campeonato de péssima categoria como o Campeonato Mineiro. Já é um produto ruim com 12 clubes, imaginem com 16, 18? E qual seria o retorno técnico disso para o Galo? Nenhum. Aliás, mais perdas. Perdas para o Atlético e para o Cruzeiro, que seriam obrigados a enfrentar mais campos ruins, mais zagueiros botinudos, e mais desgaste com jogos que não valem nada, sem falar na perda financeira. Se tinha alguma coisa que o Atlético deveria fazer com o Mineiro, era sugerir a extinção de um campeonato deficitário, trocá-lo por um calendário decente, por mais datas na Copa do Brasil, por um Brasileiro com jogos só aos finais de semana, por uma outra competição sul-americana, etc.
Muito me decepciona ver Ziza, um dirigente que recebeu os mais calorosos elogios que um cartola alvinegro ganhou nos últimos anos, exatamente por sua postura íntegra, eficiente e correta, dar a entender que as regras de um campeonato deveriam ser alteradas para favorecer um ou outro. Ziza falou em Uberaba e Uberlândia, mas nem mesmo esses clubes estariam garantidos no Mineiro de 2008, afinal disputam com outros clubes o Módulo 2. E o exemplo do próprio Atlético, que reconquistou, em campo, seu direito de jogar a Série A do Campeonato Brasileiro? Não vale nada? E o Estatuto do Torcedor, que não permite alterações de regras em torneios, que prevê critérios rígidos para acesso e descenso? Tudo vai para o lixo?
Não bastasse tudo isso, o que Ziza falou é antidesportivo. "Apenas" por isso, a declaração deveria ser repensada pelo dirigente e rebatida por todos aqueles que gostam de futebol.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Galo vence e chega nas “cabeças”
Por Orozimbo Souza Júnior
A vitória de ontem no clássico contra o América confirmou, de vez, a ascensão do Atlético no Campeonato Mineiro.
O time que chegou a ocupar a lanterna, neste momento, é o segundo, e dificilmente ficará fora do G4 da próxima fase, apesar de o equilíbrio continuar sendo a tônica da competição.
A apenas três rodadas do fim da primeira fase, exceto para Rio Branco e Guarani, que só jogam mais duas partidas, dez dos 12 participantes têm reais possibilidades de classificação.
A reta final da fase classificatória deverá pegar fogo. Cruzeiro e Atlético, devido aos adversários que enfrentarão, só não se classificam se houver algum acidente de percurso.
Já as outras vagas serão disputadas palmo a palmo, com detalhes separando classificados e eliminados.
A vitória de ontem no clássico contra o América confirmou, de vez, a ascensão do Atlético no Campeonato Mineiro.
O time que chegou a ocupar a lanterna, neste momento, é o segundo, e dificilmente ficará fora do G4 da próxima fase, apesar de o equilíbrio continuar sendo a tônica da competição.
A apenas três rodadas do fim da primeira fase, exceto para Rio Branco e Guarani, que só jogam mais duas partidas, dez dos 12 participantes têm reais possibilidades de classificação.
A reta final da fase classificatória deverá pegar fogo. Cruzeiro e Atlético, devido aos adversários que enfrentarão, só não se classificam se houver algum acidente de percurso.
Já as outras vagas serão disputadas palmo a palmo, com detalhes separando classificados e eliminados.
Mais um ingrediente na polêmica do milésimo gol
Por Orozimbo Souza Júnior
A edição de abril da Revista Placar, que chega às bancas esta semana, traz mais um componente que deve apimentar ainda mais as discussões em torno do milésimo gol de Romário.
A publicação contratou um pesquisador para fazer um levantamento de todos os gols do Baixinho. A lista, em termos de números, não apresenta nenhuma novidade com relação a várias outras que estão sendo divulgadas por aí.
O diferencial, no entanto, que já causa polêmica antes mesmo de Placar chegar aos leitores, diz respeito aos gols que o atacante marcou em jogos considerados oficiais pela Fifa.
Para a entidade máxima do futebol, Romário tem 716 gols em partidas oficiais, enquanto Pelé, 720. Ou seja, o Baixinho estaria a cinco de passar o Rei em número de gols oficiais.
Agora, o atacante do Vasco tem um bom argumento para retrucar os jornalistas que insistem em diminuir seus méritos, usando a já consagrada expressão “de acordo com as contas de Romário”. Ele poderá dizer: “de acordo com as contas da Fifa, tenho mais gols em jogos oficiais do que Pelé”.
Essa discussão ainda vai longe. Insisto que não devemos comparar Romário a Pelé, porque Pelé é incomparável. Mas insisto também que não se deve diminuir o méritos do Baixinho.
A edição de abril da Revista Placar, que chega às bancas esta semana, traz mais um componente que deve apimentar ainda mais as discussões em torno do milésimo gol de Romário.
A publicação contratou um pesquisador para fazer um levantamento de todos os gols do Baixinho. A lista, em termos de números, não apresenta nenhuma novidade com relação a várias outras que estão sendo divulgadas por aí.
O diferencial, no entanto, que já causa polêmica antes mesmo de Placar chegar aos leitores, diz respeito aos gols que o atacante marcou em jogos considerados oficiais pela Fifa.
Para a entidade máxima do futebol, Romário tem 716 gols em partidas oficiais, enquanto Pelé, 720. Ou seja, o Baixinho estaria a cinco de passar o Rei em número de gols oficiais.
Agora, o atacante do Vasco tem um bom argumento para retrucar os jornalistas que insistem em diminuir seus méritos, usando a já consagrada expressão “de acordo com as contas de Romário”. Ele poderá dizer: “de acordo com as contas da Fifa, tenho mais gols em jogos oficiais do que Pelé”.
Essa discussão ainda vai longe. Insisto que não devemos comparar Romário a Pelé, porque Pelé é incomparável. Mas insisto também que não se deve diminuir o méritos do Baixinho.
domingo, 18 de março de 2007
Será que agora vai?
Por Orozimbo Souza Júnior
Pela terceira vez, em oito jogos, o Cruzeiro goleou no Campeonato Mineiro. Os 6 a 2 contra o Tupi, no Mineirão, foram o maior placar da competição.
Nas goleadas anteriores, o time deu mostras de que poderia, enfim, engrenar na temporada e justificar o amplo favoritismo, devido aos investimentos.
Mas isso não aconteceu. A Raposa continuou oscilando. Dessa vez, não vou me arriscar em dizer quer o Cruzeiro vai deslanchar a partir da vitória de ontem.
Prefiro esperar um pouco mais. Mesmo assim, continuo achando que a equipe Celeste deverá ser uma das mais competitivas de 2007. Ainda precisa de acertos, que virão com os jogos. Para mim, a fase de ajustes ainda não terminou.
Pela terceira vez, em oito jogos, o Cruzeiro goleou no Campeonato Mineiro. Os 6 a 2 contra o Tupi, no Mineirão, foram o maior placar da competição.
Nas goleadas anteriores, o time deu mostras de que poderia, enfim, engrenar na temporada e justificar o amplo favoritismo, devido aos investimentos.
Mas isso não aconteceu. A Raposa continuou oscilando. Dessa vez, não vou me arriscar em dizer quer o Cruzeiro vai deslanchar a partir da vitória de ontem.
Prefiro esperar um pouco mais. Mesmo assim, continuo achando que a equipe Celeste deverá ser uma das mais competitivas de 2007. Ainda precisa de acertos, que virão com os jogos. Para mim, a fase de ajustes ainda não terminou.
Só faltam dois
Por Orozimbo Souza Júnior
Na goleada do Vasco, ontem, contra o Boa Vista, o Baixinho deu mais uma mostra de que, dentro da área, é gênio.
Foram três gols, mas poderiam ser quatro, não fosse um defensor da equipe adversária, que mandou para as próprias redes uma bola que cairia limpa nos pés do atacante.
Com isso, o jogador só precisa de mais dois para chegar ao milésimo gol na carreira, o que pode acontecer já no meio de semana, no jogo do Vasco contra o Gama, pela Copa do Brasil. Nesta partida, o Baixinho deverá iniciar no banco de reservas.
Ao ser perguntado, após o jogo de ontem, se ele marcaria o milésimo contra o Gama, o jogador disse que sim. Mas acho pouco provável, mesmo que tenha oportunidade para isso.
É que no domingo que vem, o Vasco joga contra o Flamengo no Maracanã. Palco e adversário ideais para o gol mil.
Por isso, aposto que, caso o jogador faça um no Gama, ele guardará o próximo para o clássico contra o rubro-negro. Duvido que bata um pênalti no time do Distrito Federal, caso já tenha feito um gol no jogo.
Na goleada do Vasco, ontem, contra o Boa Vista, o Baixinho deu mais uma mostra de que, dentro da área, é gênio.
Foram três gols, mas poderiam ser quatro, não fosse um defensor da equipe adversária, que mandou para as próprias redes uma bola que cairia limpa nos pés do atacante.
Com isso, o jogador só precisa de mais dois para chegar ao milésimo gol na carreira, o que pode acontecer já no meio de semana, no jogo do Vasco contra o Gama, pela Copa do Brasil. Nesta partida, o Baixinho deverá iniciar no banco de reservas.
Ao ser perguntado, após o jogo de ontem, se ele marcaria o milésimo contra o Gama, o jogador disse que sim. Mas acho pouco provável, mesmo que tenha oportunidade para isso.
É que no domingo que vem, o Vasco joga contra o Flamengo no Maracanã. Palco e adversário ideais para o gol mil.
Por isso, aposto que, caso o jogador faça um no Gama, ele guardará o próximo para o clássico contra o rubro-negro. Duvido que bata um pênalti no time do Distrito Federal, caso já tenha feito um gol no jogo.
sábado, 17 de março de 2007
Copas e Copas
Por Frederico Jota
Assistindo na quinta-feira ao jogo entre Shakthar e Sevilla, pela Copa da Uefa, me veio mais uma vez à cabeça a incrível incapacidade da Conmebol de fazer um campeonato atraente além da Libertadores. Em tempo, o jogo entre os ucranianos e os espanhóis foi decidido só na prorrogação, etapa do jogo que foi motivada por um gol de goleiro no último minuto da etapa regulamentar. O Sevilla venceu por 3 a 2, se classificou e protagonizou um dos melhores jogos do ano até agora.
A Copa do Uefa foi extramemente desprestigiada pela União Européia de Futebol, que coloca nela os renegados da Champions League e vários clubes de países com menor expressão, além dos menos favorecidos de países tradicionais. Mas, mesmo assim, com cotas atraentes e com várias equipes de bom nível, fazem um segundo torneio continental de ótimo nível, em evidência por ser jogado simultaneamente à Champions League.
Por aqui, fazem o possível para tornar a Sul-Americana um verdadeiro traste. Cotas pífias, times de baixo nível e disputada perdida no segundo semestre, longe dos holofotes da Libertadores. Apesar disso, acho que quem a disputa deve encarar com todas as forças - vale lembrar que o Boca, bicampeão da Sul-Americana, ressurgiu das trevas com as conquistas, apoiado pela sua torcida. O mesmo aconteceu com o Cruzeiro, no início da década de 90, quando andava em baixa e se recolocou no cenário graças às conquistas da Supercopa.
Passou da hora de se repensar esse torneio. As duas competições (Uefa e Sul-Americana) têm algo em comum, que é não dar ao seu vencedor um prêmio maior - uma vaga, por exemplo, na Libertadores e na Champions League do ano seguinte. Enquanto isso, com uma organização melhor, os europeus fazem por onde valer a Copa da Uefa, mesmo com ucranianos, russos, búlgaros e afins...
Assistindo na quinta-feira ao jogo entre Shakthar e Sevilla, pela Copa da Uefa, me veio mais uma vez à cabeça a incrível incapacidade da Conmebol de fazer um campeonato atraente além da Libertadores. Em tempo, o jogo entre os ucranianos e os espanhóis foi decidido só na prorrogação, etapa do jogo que foi motivada por um gol de goleiro no último minuto da etapa regulamentar. O Sevilla venceu por 3 a 2, se classificou e protagonizou um dos melhores jogos do ano até agora.
A Copa do Uefa foi extramemente desprestigiada pela União Européia de Futebol, que coloca nela os renegados da Champions League e vários clubes de países com menor expressão, além dos menos favorecidos de países tradicionais. Mas, mesmo assim, com cotas atraentes e com várias equipes de bom nível, fazem um segundo torneio continental de ótimo nível, em evidência por ser jogado simultaneamente à Champions League.
Por aqui, fazem o possível para tornar a Sul-Americana um verdadeiro traste. Cotas pífias, times de baixo nível e disputada perdida no segundo semestre, longe dos holofotes da Libertadores. Apesar disso, acho que quem a disputa deve encarar com todas as forças - vale lembrar que o Boca, bicampeão da Sul-Americana, ressurgiu das trevas com as conquistas, apoiado pela sua torcida. O mesmo aconteceu com o Cruzeiro, no início da década de 90, quando andava em baixa e se recolocou no cenário graças às conquistas da Supercopa.
Passou da hora de se repensar esse torneio. As duas competições (Uefa e Sul-Americana) têm algo em comum, que é não dar ao seu vencedor um prêmio maior - uma vaga, por exemplo, na Libertadores e na Champions League do ano seguinte. Enquanto isso, com uma organização melhor, os europeus fazem por onde valer a Copa da Uefa, mesmo com ucranianos, russos, búlgaros e afins...
sexta-feira, 16 de março de 2007
Gaúchos começam a preocupar na Libertadores
Por Orozimbo Souza Júnior
Depois de um começo promissor, o Grêmio parece ter tirado o pé do acelerador na competição continental. O surpreendente empate em casa contra o Cucuta e a derrota de ontem como visitante para o Tolima acenderam a luz de alerta no Olímpico.
Ainda aposto na classificação do Tricolor à próxima fase. Mas é bom abrir os olhos, porque, como dizem há muito tempo, não tem mais bobo no futebol. Principalmente nesta competição em que a força prevalece muito mais do que a técnica.
Mas a maior preocupação é com o Internacional. Com uma vitória e duas derrotas, o atual campeão está em situação complicada. Na verdade, o grupo do Colorado é, para mim, o mais equilibrado. Mesmo assim, o campeão do mundo não pode mais bobear. Caso contrário, será a grande decepção entre os participantes da Libertadores 2007.
A situação do Inter só não é pior porque ele vai receber em casa os dois adversários que o derrotaram no primeiro, Nacional-URU e Vélez Sarsfield-ARG. Com isso, terá a chance de ir à forra e reverter o prejuízo.
Depois de um começo promissor, o Grêmio parece ter tirado o pé do acelerador na competição continental. O surpreendente empate em casa contra o Cucuta e a derrota de ontem como visitante para o Tolima acenderam a luz de alerta no Olímpico.
Ainda aposto na classificação do Tricolor à próxima fase. Mas é bom abrir os olhos, porque, como dizem há muito tempo, não tem mais bobo no futebol. Principalmente nesta competição em que a força prevalece muito mais do que a técnica.
Mas a maior preocupação é com o Internacional. Com uma vitória e duas derrotas, o atual campeão está em situação complicada. Na verdade, o grupo do Colorado é, para mim, o mais equilibrado. Mesmo assim, o campeão do mundo não pode mais bobear. Caso contrário, será a grande decepção entre os participantes da Libertadores 2007.
A situação do Inter só não é pior porque ele vai receber em casa os dois adversários que o derrotaram no primeiro, Nacional-URU e Vélez Sarsfield-ARG. Com isso, terá a chance de ir à forra e reverter o prejuízo.
Galo pode ter Vanderlei no clássico. Não sei se é a melhor opção
Por Orozimbo Souza Júnior
No treino desta quinta-feira, o técnico atleticano, Levir Culpi, testou Vanderlei no ataque, no lugar do então titular Galvão. Com apenas um gol em 2007, o centroavante vem decepcionando.
É bem verdade que a bola não está chegando ao atacante. Como “matador”, é fundamental que ele esteja bem servido pelos companheiros, o que não vem ocorrendo. Com isso, ele está saindo muito da área para buscar jogo, tendo poucas chances de marcar.
A possível aposta em Vanderlei, autor de três gols na atual temporada, pode incorrer no mesmo problema, caso a bola não chegue. Particularmente, acho Galvão mais jogador. Por isso, acredito que a troca não seja a melhor opção.
Vamos aguardar pelo jogo, que, aliás, tem tudo para agradar. O América não pode nem sonhar com outro resultado que não seja a vitória. Já o Galo tenta consolidar sua recuperação.
No treino desta quinta-feira, o técnico atleticano, Levir Culpi, testou Vanderlei no ataque, no lugar do então titular Galvão. Com apenas um gol em 2007, o centroavante vem decepcionando.
É bem verdade que a bola não está chegando ao atacante. Como “matador”, é fundamental que ele esteja bem servido pelos companheiros, o que não vem ocorrendo. Com isso, ele está saindo muito da área para buscar jogo, tendo poucas chances de marcar.
A possível aposta em Vanderlei, autor de três gols na atual temporada, pode incorrer no mesmo problema, caso a bola não chegue. Particularmente, acho Galvão mais jogador. Por isso, acredito que a troca não seja a melhor opção.
Vamos aguardar pelo jogo, que, aliás, tem tudo para agradar. O América não pode nem sonhar com outro resultado que não seja a vitória. Já o Galo tenta consolidar sua recuperação.
quinta-feira, 15 de março de 2007
O Craque
Por Frederico Jota
Em tempos de vacas magras no nosso futebol, nada melhor que ver..... Zé Roberto. Ele mesmo, o homem que boa parte da crítica e a grande maioria da torcida torceu o nariz quando o viu na lista de convocados para a Copa do Mundo - e mais ainda quando ele se tornou titular da insossa seleção de Parreira.
No organizado time do Santos, Zé Roberto anda desequilibrando. Se no final do ano passado, o que se viu foram apenas lampejos do craque, em 2007, o meia está fazendo valer a pena ver o Peixe jogar. Jogadas de extrema técnica, passes milimétricos, excelência tática, golaços. Tudo isso aliado a um fator que alguns grandes jogadores também esquecem: decisivos. Não foram uma ou duas vitórias que Zé Roberto já garantiu ao Santos neste ano. Foram muito mais...
Juntado a qualidade do meia à capacidade que Vanderlei Luxemburgo tem para organizar times, não vou me surpreender se o Santos abocanhar algumas taças por aí. A receita é similar à usada no Cruzeiro de 2003. Um craque acima da média em uma ótima fase e vários operários fazendo a máquina funcionar direitinho. Gostem ou não, Luxemburgo é um baita técnico. E Zé Roberto, um baita jogador.
Em tempos de vacas magras no nosso futebol, nada melhor que ver..... Zé Roberto. Ele mesmo, o homem que boa parte da crítica e a grande maioria da torcida torceu o nariz quando o viu na lista de convocados para a Copa do Mundo - e mais ainda quando ele se tornou titular da insossa seleção de Parreira.
No organizado time do Santos, Zé Roberto anda desequilibrando. Se no final do ano passado, o que se viu foram apenas lampejos do craque, em 2007, o meia está fazendo valer a pena ver o Peixe jogar. Jogadas de extrema técnica, passes milimétricos, excelência tática, golaços. Tudo isso aliado a um fator que alguns grandes jogadores também esquecem: decisivos. Não foram uma ou duas vitórias que Zé Roberto já garantiu ao Santos neste ano. Foram muito mais...
Juntado a qualidade do meia à capacidade que Vanderlei Luxemburgo tem para organizar times, não vou me surpreender se o Santos abocanhar algumas taças por aí. A receita é similar à usada no Cruzeiro de 2003. Um craque acima da média em uma ótima fase e vários operários fazendo a máquina funcionar direitinho. Gostem ou não, Luxemburgo é um baita técnico. E Zé Roberto, um baita jogador.
quarta-feira, 14 de março de 2007
Senhores da razão, deixem o Romário em paz
Por Orozimbo Souza Júnior
É impressionante como, no Brasil, muitas pessoas têm verdadeiro incômodo com o sucesso alheio. Isso se aplica ao caso da busca pelo milésimo gol do baixinho Romário. Desde que o jogador começou a se aproximar do objetivo, muitos críticos levantaram a voz para contestar, às vezes usando de ironia, o feito em eminência de ser alcançado.
As justificativas utilizadas pelos contestadores só reforçam minha certeza de que as opiniões lançadas contra a empreitada do atleta têm propósito de reduzir o mérito do principal responsável pela conquista de uma de nossas cinco Copas do Mundo. Vamos ao que dizem, invariavelmente, alguns dos detratores de Romário.
Primeiro, muitos insistem em dizer: “milésimo gol, de acordo com as contas do Romário”. Neste caso, a lista apresentada pelo jogador leva em consideração alguns marcados pelas categorias de base do Olaria, do Vasco e pelas Seleções Brasileiras não profissionais. A contra-lista dos críticos reduz em 70 ou 80 os tentos computados pelo jogador.
Outra corrente de contestação questiona a qualidade dos adversários enfrentados pelo baixinho. “Fazer gol em Madureira, Friburguense, Nova Iguaçu e outros é mole”. Façam-me o favor. Todos esses times disputam campeonatos profissionais. Gols contra eles valem, sim. Já que aqui se tenta reduzir os méritos dos gols, por terem sido marcados em adversários menos qualificados, seria justo, da parte dos contestadores, então, atribuir peso 2 aos gols marcados pela Seleção Brasileira e nos diversos clássicos que o jogador disputou, sobretudo na Europa.
Por fim, muitos insistem em querer comparar Romário com Pelé, para dizer, outra vez, que o feito do Baixinho não vale. “Pelé tem mais de 1.200 gols. O gol 1.000 fez com apenas 29 anos”. Ao buscar o milésimo gol, Romário não pretende se equiparar a Pelé, nem precisa disso. Ele, apenas, quer deixar seu nome na história, como um dos poucos a conseguir a façanha. É impossível comparar os dois craques. Primeiro porque jogaram em épocas e funções diferentes, segundo porque Pelé é Pelé, e Romário, mesmo não admitindo, sabe disso.
Quero finalizar minha opinião com os olhos de um fanático por futebol. Este é um momento raro na história do esporte. Estamos a cinco gols de presenciar um feito que minha geração nunca viu e que, talvez, nunca mais veja. Então, força, Baixinho. Queremos o milésimo. E continue jogando, enquanto se sentir motivado e em condições físicas.
É impressionante como, no Brasil, muitas pessoas têm verdadeiro incômodo com o sucesso alheio. Isso se aplica ao caso da busca pelo milésimo gol do baixinho Romário. Desde que o jogador começou a se aproximar do objetivo, muitos críticos levantaram a voz para contestar, às vezes usando de ironia, o feito em eminência de ser alcançado.
As justificativas utilizadas pelos contestadores só reforçam minha certeza de que as opiniões lançadas contra a empreitada do atleta têm propósito de reduzir o mérito do principal responsável pela conquista de uma de nossas cinco Copas do Mundo. Vamos ao que dizem, invariavelmente, alguns dos detratores de Romário.
Primeiro, muitos insistem em dizer: “milésimo gol, de acordo com as contas do Romário”. Neste caso, a lista apresentada pelo jogador leva em consideração alguns marcados pelas categorias de base do Olaria, do Vasco e pelas Seleções Brasileiras não profissionais. A contra-lista dos críticos reduz em 70 ou 80 os tentos computados pelo jogador.
Outra corrente de contestação questiona a qualidade dos adversários enfrentados pelo baixinho. “Fazer gol em Madureira, Friburguense, Nova Iguaçu e outros é mole”. Façam-me o favor. Todos esses times disputam campeonatos profissionais. Gols contra eles valem, sim. Já que aqui se tenta reduzir os méritos dos gols, por terem sido marcados em adversários menos qualificados, seria justo, da parte dos contestadores, então, atribuir peso 2 aos gols marcados pela Seleção Brasileira e nos diversos clássicos que o jogador disputou, sobretudo na Europa.
Por fim, muitos insistem em querer comparar Romário com Pelé, para dizer, outra vez, que o feito do Baixinho não vale. “Pelé tem mais de 1.200 gols. O gol 1.000 fez com apenas 29 anos”. Ao buscar o milésimo gol, Romário não pretende se equiparar a Pelé, nem precisa disso. Ele, apenas, quer deixar seu nome na história, como um dos poucos a conseguir a façanha. É impossível comparar os dois craques. Primeiro porque jogaram em épocas e funções diferentes, segundo porque Pelé é Pelé, e Romário, mesmo não admitindo, sabe disso.
Quero finalizar minha opinião com os olhos de um fanático por futebol. Este é um momento raro na história do esporte. Estamos a cinco gols de presenciar um feito que minha geração nunca viu e que, talvez, nunca mais veja. Então, força, Baixinho. Queremos o milésimo. E continue jogando, enquanto se sentir motivado e em condições físicas.
Pelo resgate da confiança
Por Orozimbo Souza Júnior
O Cruzeiro entra em campo hoje pela segunda fase da Copa do Brasil. O jogo contra a Portuguesa em São Paulo significa mais do que um degrau na luta do time mineiro para tornar-se o maior vencedor da competição. Hoje, os celestes dividem esse posto com o Grêmio, ambos com quatro conquistas.
Uma vitória por dois gols de diferença da equipe celeste elimina o jogo de volta. Mais do que isso, a classificação antecipada poderá resgatar a confiança da torcida e, certamente, do próprio grupo de jogadores, já que os altos e baixos do início de temporada têm provocado uma certa desconfiança e até mesmo questionamentos sobre a qualidade dos reforços cruzeirenses para o ano.
Repito que ainda é cedo para julgar as contratações do Cruzeiro, bem como o que o time pode fazer em 2007. Contudo, já ficou claro que a diretoria tem de se mexer e contratar, pelo menos, mais dois jogadores, um para a zaga, outro para a lateral-esquerda, já que a paciência da torcida com André Luís e Fábio Santos está esgotada.
No confronto contra a Lusa, aposto na classificação mineira, mas não na partida de hoje. A Portuguesa vem bem na segunda divisão do Campeonato Paulista e, motivada, é difícil de ser batida no Canindé.
O Cruzeiro entra em campo hoje pela segunda fase da Copa do Brasil. O jogo contra a Portuguesa em São Paulo significa mais do que um degrau na luta do time mineiro para tornar-se o maior vencedor da competição. Hoje, os celestes dividem esse posto com o Grêmio, ambos com quatro conquistas.
Uma vitória por dois gols de diferença da equipe celeste elimina o jogo de volta. Mais do que isso, a classificação antecipada poderá resgatar a confiança da torcida e, certamente, do próprio grupo de jogadores, já que os altos e baixos do início de temporada têm provocado uma certa desconfiança e até mesmo questionamentos sobre a qualidade dos reforços cruzeirenses para o ano.
Repito que ainda é cedo para julgar as contratações do Cruzeiro, bem como o que o time pode fazer em 2007. Contudo, já ficou claro que a diretoria tem de se mexer e contratar, pelo menos, mais dois jogadores, um para a zaga, outro para a lateral-esquerda, já que a paciência da torcida com André Luís e Fábio Santos está esgotada.
No confronto contra a Lusa, aposto na classificação mineira, mas não na partida de hoje. A Portuguesa vem bem na segunda divisão do Campeonato Paulista e, motivada, é difícil de ser batida no Canindé.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Analisando a Liga dos Campeões
Por Guilherme Ibraim
O sorteio das quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA já começou a mostrar as equipes favoritas na disputa do título de “Rei da Europa”. Tanto pelo futebol apresentado por alguns times quanto pelos cruzamentos que vão acontecer nesta fase e que levarão às semifinais da competição. Abaixo algumas análises sobre os jogos.
Bayern de Munique (ALE) x Milan (ITA)
Confronto equilibrado mais pela tradição do que pelo futebol apresentando pelas duas equipes durante a temporada atual. Mesmo com o foco na competição, já que não tem chances de conquistar o Calcio, Carlo Ancelotti, treinador milanês, insiste em manter apenas um atacante e Kaká como homem de apoio ao ataque. Pouco para quem quer ser campeão e vai enfrentar uma defesa bem montada. No Campeonato Italiano, ele tem Ronaldo, na Liga, Gilardino. Disparidade é a palavra.
O Bayern aposta muito na força de um conjunto para arrancar a sua classificação. Lúcio em boa fase e os alemães da nova geração, Schweinsteiger e Podolski, são as armas da equipe bávara para vencer os milaneses. Otmar Hitzfelt, técnico do Bayern, sabe armar equipes com muita marcação e dando ênfase no jogo aéreo. Levando-se enconta a idade do setor defensivo dos italianos, se apostar em um jogo veloz, pode levar sua equipe às semifinais.
Roma (ITA) x Manchester (ING)
Uma das surpresas da competição, depois de bater os franceses do Lyon, os italianos vão com motivação extra para as quartas-de-final. A aposta principal é na qualidade individual de dois jogadores: Totti e Mancini. Eles, inclusive, marcaram os gols que classificaram a equipe. Pelo futebol que vem mostrando no Campeonato Italiano, não será surpresa se os ingleses caírem. Mas para isso precisa mais ofensividade.
O Manchester United vem como franco favorito e também aposta em uma estrela em boa fase para chegar à próxima fase. Apesar de atuações pouco convincentes nas últimas partidas do Campeonato Inglês, vem com um forte poderio ofensivo. Os quatro jogadores que atuam à frente – Giggs, Rooney, Cristiano Ronaldo e Larsson – estão em boa fase e, se atuarem bem, devem garantir os ingleses na próxima fase. Os pontos fracos são a lateral-direita com o limitado Gary Neville e a inconstância das últimas atuações da equipe.
Liverpool (ING) x PSV (HOL)
O Liverpool não chega com cara de campeão, mesmo após bater o Barcelona, atual campeão da Europa. O futebol da equipe é pouco produtivo, mas em compensação as oportunidades criadas dificilmente são perdidas. Aposta muito na competência tática de seu treinador, que, mesmo armando a equipe, em algumas partidas, com um ou nenhum atacante, tem conseguido resultados interessantes. Defesa forte, meio-campo marcador e ataque fraco. A solução é apostar em um lampejo de Gerrard, melhor jogador da equipe.
De todos os classificados, o PSV é o menos qualificado tática e tecnicamente. Uma equipe absurdamente defensiva e sem nenhuma estrela capaz de arrancar suspiros de seus torcedores ou da crítica. O comandante Ronald Koeman precisará suar a camisa para encontrar uma fórmula de transpor a barreira defensiva do time da terra dos Beatles. A velocidade dos atacantes da equipe holandesa pode a ser única arma para vencer os ingleses, mas talvez seja pouco para garantir um lugar ao sol.
Chelsea (ING) e Valencia (ESP)
O Chelsea vem como favorito, mas esbarra nos problemas de contusão e também na sua desorganização tática nos últimos jogos. A utilização do volante Essien na vaga de John Terry, zagueiro e capitão da equipe, não tem sido proveitosa. Outro problema é a criação de jogadas que não tem sido eficiente, Ballack e Lampard “batem cabeça” e não têm mostrado bom futebol no Campeonato Inglês. Por ter um elenco com muitas peças de qualidade, José Mourinho pode armar uma equipe competitiva. Robben e Drogba em ótima fase são os trunfos do time londrino.
Apesar de uma ter uma equipe equilibrada em todos os setores, o Valencia não tem atuado bem há algum tempo. O ataque com Morientes e David Villa é forte, mas mostra boas atuações somente contra times fracos. A equipe precisa mostrar mais disposição ofensiva se quiser alçar vôos mais altos contra o Chelsea. Se mantiver a postura defensiva utilizada contra a Internazionale, na fase anterior, fica de fora. Do banco de reservas podem sair as surpresas Joaquín e Vicente, que dão muita qualidade à equipe.
O sorteio das quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA já começou a mostrar as equipes favoritas na disputa do título de “Rei da Europa”. Tanto pelo futebol apresentado por alguns times quanto pelos cruzamentos que vão acontecer nesta fase e que levarão às semifinais da competição. Abaixo algumas análises sobre os jogos.
Bayern de Munique (ALE) x Milan (ITA)
Confronto equilibrado mais pela tradição do que pelo futebol apresentando pelas duas equipes durante a temporada atual. Mesmo com o foco na competição, já que não tem chances de conquistar o Calcio, Carlo Ancelotti, treinador milanês, insiste em manter apenas um atacante e Kaká como homem de apoio ao ataque. Pouco para quem quer ser campeão e vai enfrentar uma defesa bem montada. No Campeonato Italiano, ele tem Ronaldo, na Liga, Gilardino. Disparidade é a palavra.
O Bayern aposta muito na força de um conjunto para arrancar a sua classificação. Lúcio em boa fase e os alemães da nova geração, Schweinsteiger e Podolski, são as armas da equipe bávara para vencer os milaneses. Otmar Hitzfelt, técnico do Bayern, sabe armar equipes com muita marcação e dando ênfase no jogo aéreo. Levando-se enconta a idade do setor defensivo dos italianos, se apostar em um jogo veloz, pode levar sua equipe às semifinais.
Roma (ITA) x Manchester (ING)
Uma das surpresas da competição, depois de bater os franceses do Lyon, os italianos vão com motivação extra para as quartas-de-final. A aposta principal é na qualidade individual de dois jogadores: Totti e Mancini. Eles, inclusive, marcaram os gols que classificaram a equipe. Pelo futebol que vem mostrando no Campeonato Italiano, não será surpresa se os ingleses caírem. Mas para isso precisa mais ofensividade.
O Manchester United vem como franco favorito e também aposta em uma estrela em boa fase para chegar à próxima fase. Apesar de atuações pouco convincentes nas últimas partidas do Campeonato Inglês, vem com um forte poderio ofensivo. Os quatro jogadores que atuam à frente – Giggs, Rooney, Cristiano Ronaldo e Larsson – estão em boa fase e, se atuarem bem, devem garantir os ingleses na próxima fase. Os pontos fracos são a lateral-direita com o limitado Gary Neville e a inconstância das últimas atuações da equipe.
Liverpool (ING) x PSV (HOL)
O Liverpool não chega com cara de campeão, mesmo após bater o Barcelona, atual campeão da Europa. O futebol da equipe é pouco produtivo, mas em compensação as oportunidades criadas dificilmente são perdidas. Aposta muito na competência tática de seu treinador, que, mesmo armando a equipe, em algumas partidas, com um ou nenhum atacante, tem conseguido resultados interessantes. Defesa forte, meio-campo marcador e ataque fraco. A solução é apostar em um lampejo de Gerrard, melhor jogador da equipe.
De todos os classificados, o PSV é o menos qualificado tática e tecnicamente. Uma equipe absurdamente defensiva e sem nenhuma estrela capaz de arrancar suspiros de seus torcedores ou da crítica. O comandante Ronald Koeman precisará suar a camisa para encontrar uma fórmula de transpor a barreira defensiva do time da terra dos Beatles. A velocidade dos atacantes da equipe holandesa pode a ser única arma para vencer os ingleses, mas talvez seja pouco para garantir um lugar ao sol.
Chelsea (ING) e Valencia (ESP)
O Chelsea vem como favorito, mas esbarra nos problemas de contusão e também na sua desorganização tática nos últimos jogos. A utilização do volante Essien na vaga de John Terry, zagueiro e capitão da equipe, não tem sido proveitosa. Outro problema é a criação de jogadas que não tem sido eficiente, Ballack e Lampard “batem cabeça” e não têm mostrado bom futebol no Campeonato Inglês. Por ter um elenco com muitas peças de qualidade, José Mourinho pode armar uma equipe competitiva. Robben e Drogba em ótima fase são os trunfos do time londrino.
Apesar de uma ter uma equipe equilibrada em todos os setores, o Valencia não tem atuado bem há algum tempo. O ataque com Morientes e David Villa é forte, mas mostra boas atuações somente contra times fracos. A equipe precisa mostrar mais disposição ofensiva se quiser alçar vôos mais altos contra o Chelsea. Se mantiver a postura defensiva utilizada contra a Internazionale, na fase anterior, fica de fora. Do banco de reservas podem sair as surpresas Joaquín e Vicente, que dão muita qualidade à equipe.
Galo sobe, Cruzeiro não emplaca e América decepciona de novo
Por Orozimbo Souza Júnior
Começando pelo final, os inapeláveis 3 a 0 do Atlético sobre o Democrata-SL, além de colocarem o time pela primeira vez no grupo dos quatro que avançam de fase, mostraram uma visível evolução da equipe, que até chegou a preocupar sua torcida no início do Campeonato, e vem subindo. Mesmo assim, a equipe ainda precisa de acertos.
A situação do Cruzeiro continua emblemática. Como time de Minas que fez o maior investimento para a temporada, esperava-se um desempenho muito melhor. Os celestes continuam alternando bons e maus momentos. Mas continuo acreditando na consolidação do time, que, aposto, terminará a fase de classificação na primeira posição.
Enquanto o Cruzeiro oscila, o América mantém seu ritmo, pena que seja de maus resultados. Com a derrota em casa para o Tupi, o Coelho se isolou na lanterna, e não saíra da zona de rebaixamento mesmo que vença o clássico contra o Atlético no fim de semana. Por estar me apreçando, mas não vejo de onde a equipe tirar forças para reverter essa situação e escapar do rebaixamento, infelizmente.
Quanto aos representantes do interior, Ipatinga, Tupi e Democrata-GV continuam demonstrando força. Destes, dois devem fazer companhia a Atlético e Cruzeiro nas finais. Entretanto, digo isso sem muita convicção. O campeonato está muito embolado. Apesar de restarem apenas quatro rodadas para o fim da primeira fase, muita coisa ainda vai acontecer.
Começando pelo final, os inapeláveis 3 a 0 do Atlético sobre o Democrata-SL, além de colocarem o time pela primeira vez no grupo dos quatro que avançam de fase, mostraram uma visível evolução da equipe, que até chegou a preocupar sua torcida no início do Campeonato, e vem subindo. Mesmo assim, a equipe ainda precisa de acertos.
A situação do Cruzeiro continua emblemática. Como time de Minas que fez o maior investimento para a temporada, esperava-se um desempenho muito melhor. Os celestes continuam alternando bons e maus momentos. Mas continuo acreditando na consolidação do time, que, aposto, terminará a fase de classificação na primeira posição.
Enquanto o Cruzeiro oscila, o América mantém seu ritmo, pena que seja de maus resultados. Com a derrota em casa para o Tupi, o Coelho se isolou na lanterna, e não saíra da zona de rebaixamento mesmo que vença o clássico contra o Atlético no fim de semana. Por estar me apreçando, mas não vejo de onde a equipe tirar forças para reverter essa situação e escapar do rebaixamento, infelizmente.
Quanto aos representantes do interior, Ipatinga, Tupi e Democrata-GV continuam demonstrando força. Destes, dois devem fazer companhia a Atlético e Cruzeiro nas finais. Entretanto, digo isso sem muita convicção. O campeonato está muito embolado. Apesar de restarem apenas quatro rodadas para o fim da primeira fase, muita coisa ainda vai acontecer.
sexta-feira, 9 de março de 2007
Élson vai, sem dizer a que veio
Por Orozimbo Souza Júnior
O meio-campo Élson não faz mais parte dos planos do Cruzeiro. Seu contrato termina em maio, e o time da Toca estuda uma forma de “se livrar” do jogador antes disso, uma vez que o clube alemão Stuttgart, que detém os direitos do atleta, não aceitou a rescisão de contrato proposta pelo time celeste.
O melhor momento da carreira do atleta foi em 2003, quando ele defendeu o Palmeiras na Série B do Brasileirão. Desde lá, nunca mais apresentou um futebol convincente, e teve passagem apagada na Alemanha e pela Ponte Preta. No Cruzeiro, também ficou devendo, desde que chegou há cerca de um ano.
Uma possível saída para a passagem frustrada de Élson pelo futebol mineiro seria emprestá-lo, o que vem sendo tentado.
O meio-campo Élson não faz mais parte dos planos do Cruzeiro. Seu contrato termina em maio, e o time da Toca estuda uma forma de “se livrar” do jogador antes disso, uma vez que o clube alemão Stuttgart, que detém os direitos do atleta, não aceitou a rescisão de contrato proposta pelo time celeste.
O melhor momento da carreira do atleta foi em 2003, quando ele defendeu o Palmeiras na Série B do Brasileirão. Desde lá, nunca mais apresentou um futebol convincente, e teve passagem apagada na Alemanha e pela Ponte Preta. No Cruzeiro, também ficou devendo, desde que chegou há cerca de um ano.
Uma possível saída para a passagem frustrada de Élson pelo futebol mineiro seria emprestá-lo, o que vem sendo tentado.
Está de parabéns a diretoria do Cruzeiro
Por Orozimbo Souza Júnior
Era para eu ter falado sobre isso anteriormente, mas a falta de tempo impediu. Antes tarde do que nunca.
Esta semana, foi divulgado que o jovem Diogo Mucuri, volante do Cruzeiro, está inválido para o futebol. Em setembro passado, o atleta sofreu um infarto durante em treinamento na Toca da Raposa, e o pior só não aconteceu porque o time celeste conta com ótima estrutura. Prontamente atendido, ele passou por uma bateria de exames, e foi constatada sua inaptidão para o futebol profissional.
Conformado, Diogo seguirá a carreira acadêmica, provavelmente no curso de Educação Física. Boa sorte para ele, que poderá levar uma vida normal, até praticar esportes, mas não com a carga de um atleta profissional.
O fato a se destacar nessa história é a atitude da diretoria cruzeirense. Logo após o incidente com o jogador, aventou-se a possibilidade de ele ter de se aposentar prematuramente. Antes mesmo dos exames, os diretores se apressaram em renovar seu contrato por mais cinco anos, garantido tranqüilidade ao atleta e à sua família, de origem humilde.
Noves fora todas as opiniões sobre o porquê de a diretoria do clube mineiro agir dessa forma, é preciso ressaltar a iniciativa dos cartolas, pois outros, certamente, deixariam, como já deixaram, o atleta ao Deus dará.
Sou muito crítico com relação às atitudes da maioria dos nossos dirigentes, mas faço questão de elogiar o que é feito de maneira correta, como nesse caso.
Era para eu ter falado sobre isso anteriormente, mas a falta de tempo impediu. Antes tarde do que nunca.
Esta semana, foi divulgado que o jovem Diogo Mucuri, volante do Cruzeiro, está inválido para o futebol. Em setembro passado, o atleta sofreu um infarto durante em treinamento na Toca da Raposa, e o pior só não aconteceu porque o time celeste conta com ótima estrutura. Prontamente atendido, ele passou por uma bateria de exames, e foi constatada sua inaptidão para o futebol profissional.
Conformado, Diogo seguirá a carreira acadêmica, provavelmente no curso de Educação Física. Boa sorte para ele, que poderá levar uma vida normal, até praticar esportes, mas não com a carga de um atleta profissional.
O fato a se destacar nessa história é a atitude da diretoria cruzeirense. Logo após o incidente com o jogador, aventou-se a possibilidade de ele ter de se aposentar prematuramente. Antes mesmo dos exames, os diretores se apressaram em renovar seu contrato por mais cinco anos, garantido tranqüilidade ao atleta e à sua família, de origem humilde.
Noves fora todas as opiniões sobre o porquê de a diretoria do clube mineiro agir dessa forma, é preciso ressaltar a iniciativa dos cartolas, pois outros, certamente, deixariam, como já deixaram, o atleta ao Deus dará.
Sou muito crítico com relação às atitudes da maioria dos nossos dirigentes, mas faço questão de elogiar o que é feito de maneira correta, como nesse caso.
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