Por Orozimbo Souza Júnior
Mais uma rodada do fraquíssimo Campeonato Mineiro se vai, e o Atlético continua a decepcionar, para não dizer envergonhar, a sua torcida. Em três jogos, sendo dois em casa, o time soma apenas um ponto. Lá pelos lados de Vespasiano, já estavam fazendo cálculos há uma semana. Imaginem agora.
Pior do que não conseguir os resultados é ver o péssimo desempenho do time em campo, o que parece não deixar perspectivas de melhora. Tudo bem que foi apenas a terceira partida do time no ano e, normalmente, em início de trabalho, os treinadores pedem cinco ou seis jogos para acertar o time.
Pensando assim, o técnico Levir acha anormais os resultados, mas aceitáveis, pelo fato de o time estar em fase de ajustes. De qualquer forma, não há mais o que esperar, pois um resultado negativo no clássico de semana que vem, praticamente, tira do time a chance de classificação.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Márcio Araújo
Por Orozimbo Souza Júnior
O Atlético fez mais uma negociação esquisita. O jovem Márcio Araújo, um dos melhores jogadores do time, foi emprestado por um ano ao futebol japonês. É um grande desfalque para a equipe, que ainda está longe do acerto em 2007.
Mas o que chama a atenção não é a perda de uma importante peça de um time ainda claudicante. Araújo foi emprestado por um ano. Os valores não foram divulgados, mas, certamente, não serão suficientes para dar um alento, em meio à crise financeira do alvinegro.
Que os clubes brasileiros precisam vender atletas para se manterem, não resta dúvida. Essa regra vale para os mais bem-sucedidos dos últimos anos (São Paulo e Inter), e não seria diferente com o Galo. “Fazer dinheiro” vendendo uma revelação seria compreensível. Mas esse empréstimo soa estranho.
O Atlético fez mais uma negociação esquisita. O jovem Márcio Araújo, um dos melhores jogadores do time, foi emprestado por um ano ao futebol japonês. É um grande desfalque para a equipe, que ainda está longe do acerto em 2007.
Mas o que chama a atenção não é a perda de uma importante peça de um time ainda claudicante. Araújo foi emprestado por um ano. Os valores não foram divulgados, mas, certamente, não serão suficientes para dar um alento, em meio à crise financeira do alvinegro.
Que os clubes brasileiros precisam vender atletas para se manterem, não resta dúvida. Essa regra vale para os mais bem-sucedidos dos últimos anos (São Paulo e Inter), e não seria diferente com o Galo. “Fazer dinheiro” vendendo uma revelação seria compreensível. Mas esse empréstimo soa estranho.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Jovens treinadores, sejam bem-vindos
Por Orozimbo Souza Júnior
Uma das melhores coisas que aconteceram ao futebol brasileiro nos últimos anos foi a revelação de alguns novos treinadores. Jovens e competentes, nomes como Caio Júnior (Palmeiras), Renato Gaúcho (Vasco), Mano Menezes (Grêmio) e outros estão ajudando a acabar com um circulo vicioso ao qual nossos clubes ficam presos.
Numa espécie de dança das cadeiras em que o número de cadeiras e de participantes é sempre o mesmo, ou seja, ninguém sobra, as opções de técnicos são poucas, e sempre as mesmas. Daí, surgem as “figurinhas carimbadas”, que estão sempre pulando de galho em galho, digo, de clube em clube.
Nomes como Osvaldo de Oliveira, Tite, Joel Santana, Jair Picerni e tantos outros já passaram pela maioria dos clubes grandes do país, na tradicional cultura brasileira de se mudar o comando técnico a cada seqüência de cinco, seis resultados negativos.
Aqui não vai nenhum questionamento à capacidade de tais treinadores, e sim uma saudação aos jovens, que estão entrando no mercado e, além de darem mais opções aos clubes, trazem novas idéias, novas maneiras de se trabalhar o futebol. Essa concorrência é muito positiva, pois também faz com que os treinadores mais antigos reciclem suas idéias, caso contrário ficarão fora do mercado.
Há cerca de dois anos, a nova safra de técnicos deu seu cartão de visitas. Novos nomes despontam. Ganha o futebol brasileiro.
Uma das melhores coisas que aconteceram ao futebol brasileiro nos últimos anos foi a revelação de alguns novos treinadores. Jovens e competentes, nomes como Caio Júnior (Palmeiras), Renato Gaúcho (Vasco), Mano Menezes (Grêmio) e outros estão ajudando a acabar com um circulo vicioso ao qual nossos clubes ficam presos.
Numa espécie de dança das cadeiras em que o número de cadeiras e de participantes é sempre o mesmo, ou seja, ninguém sobra, as opções de técnicos são poucas, e sempre as mesmas. Daí, surgem as “figurinhas carimbadas”, que estão sempre pulando de galho em galho, digo, de clube em clube.
Nomes como Osvaldo de Oliveira, Tite, Joel Santana, Jair Picerni e tantos outros já passaram pela maioria dos clubes grandes do país, na tradicional cultura brasileira de se mudar o comando técnico a cada seqüência de cinco, seis resultados negativos.
Aqui não vai nenhum questionamento à capacidade de tais treinadores, e sim uma saudação aos jovens, que estão entrando no mercado e, além de darem mais opções aos clubes, trazem novas idéias, novas maneiras de se trabalhar o futebol. Essa concorrência é muito positiva, pois também faz com que os treinadores mais antigos reciclem suas idéias, caso contrário ficarão fora do mercado.
Há cerca de dois anos, a nova safra de técnicos deu seu cartão de visitas. Novos nomes despontam. Ganha o futebol brasileiro.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
A melhor safra de goleiros da história
Por Orozimbo Souza Júnior
Há alguns anos, a ingrata posição de goleiro era uma das que o Brasil produzia menos, tanto em qualidade quanto em quantidade. Para contar com um guarda-redes mais gabaritado, os clubes precisavam recorrer aos nossos vizinhos argentinos e uruguaios.
Mas de uns tempos pra cá, com a elaboração de treinamento e preparação específicos, a situação mudou. De importadores, viramos exportadores. Temos vários goleiros defendendo equipes do exterior: Dida (Milan), Júlio César (Inter de Milão), Doni e Júlio Sérgio (Roma), Helton (Porto), Marcelo Moretto (Benfica), Gomes (PSV), Rubinho (Vitória de Setúbal) e outros que não me lembro agora.
Além deles, temos muitos em atividade por aqui, tão bons ou melhores. Os veteranos Marcos e Rogério Ceni, o jovem, mas experiente, Fábio e uma lista extensa.
O que impressiona mais ainda são os novos valores. Clubes grandes contam com garotos competentes defendendo suas redes, o que contraria uma máxima que afirma que goleiro está pronto ali pelos 26, 28 anos.
Vai mais uma lista de jovens craques na função de evitar gols: Renan (Internacional), Cléber (Atlético-PR), Felipe (Santos) Marcelo (Corinthians), Diego Cavalieri (Palmeiras), Bruno (Flamengo) para mim o melhor de todos, Diego (Atlético-MG). O Galo, aliás, tem outros dois jovens com muito potencial, Edson e Jéferson. Olho neles.
Há alguns anos, a ingrata posição de goleiro era uma das que o Brasil produzia menos, tanto em qualidade quanto em quantidade. Para contar com um guarda-redes mais gabaritado, os clubes precisavam recorrer aos nossos vizinhos argentinos e uruguaios.
Mas de uns tempos pra cá, com a elaboração de treinamento e preparação específicos, a situação mudou. De importadores, viramos exportadores. Temos vários goleiros defendendo equipes do exterior: Dida (Milan), Júlio César (Inter de Milão), Doni e Júlio Sérgio (Roma), Helton (Porto), Marcelo Moretto (Benfica), Gomes (PSV), Rubinho (Vitória de Setúbal) e outros que não me lembro agora.
Além deles, temos muitos em atividade por aqui, tão bons ou melhores. Os veteranos Marcos e Rogério Ceni, o jovem, mas experiente, Fábio e uma lista extensa.
O que impressiona mais ainda são os novos valores. Clubes grandes contam com garotos competentes defendendo suas redes, o que contraria uma máxima que afirma que goleiro está pronto ali pelos 26, 28 anos.
Vai mais uma lista de jovens craques na função de evitar gols: Renan (Internacional), Cléber (Atlético-PR), Felipe (Santos) Marcelo (Corinthians), Diego Cavalieri (Palmeiras), Bruno (Flamengo) para mim o melhor de todos, Diego (Atlético-MG). O Galo, aliás, tem outros dois jovens com muito potencial, Edson e Jéferson. Olho neles.
Nivelado por, apenas, bons jogadores
Por Guilherme Ibraim
Virou moda no Brasil dizer que o nosso futebol está nivelado por baixo. Dirigentes, jornalistas, técnicos, todos adotaram o chavão como se o nível técnico e das exibições em nossos campos fosse algo deplorável e que merece nem mesmo ser visto pelos torcedores. De antemão discordo dessa afirmativa; não completamente, mas discordo.
A sensação que se tem ao ouvir a afirmativa é a de que os Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro são competições de baixíssimo nível técnico em que se sobressaem os pernas-de-pau e somente os jogadores sem qualidade aparecem como estrelas. Não é verdade. Talvez 2006 tenha deixado essa impressão calamitosa por conta da campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo e pelo, apenas mediano, Brasileirão. O adjetivo mediano se deve à falta de um jogador de maior destaque ou um jogo que tenha ficado na memória do torcedor por sua emoção. Nada contra a escolha de Rogério Ceni como craque da competição, mas certamente há algo de errado quando um goleiro é tão ovacionado pela crônica esportiva.
Em parte a culpa é da imprensa e em parte do próprio futebol. Na parte que cabe aos meios de comunicação e aos comentaristas está o exagero na transformação, mais do que meteórica, de jogadores novos em estrelas e até de jogadores medianos em super-heróis para o torcedor. Nessa lista eis alguns nomes: Lenny (Fluminense), Marcelo (Fluminense), Thiago (São Paulo), Wágner(Cruzeiro), Renato Augusto(Flamengo), Alexandre Pato (Internacional), Lucas(Grêmio) e por aí vão. Uns vão discordar, outros vão concordar com nomes colocados aqui, mas craque, comparável a Romário, Zidane, Platini, Cruyff ou Maradona, nenhum deles ainda é.
Em relação à parte futebolística da culpa, está a falta de condições de manter os nossos melhores jogadores por aqui. A disparidade financeira, a visibilidade dos centros europeus e o glamour do futebol do velho continente contribuem para a debandada brasileira. Mas a falta de habilidade na negociação e na compreensão dos clubes como empresas que precisam de estratégias de marketing e de vendas de suas marcar para aumentar receitas e consequentemente manter seus melhores jogadores em casa. Alguém já pensou como seria negociar com as televisões os direitos de transmissão de um campeonato em que Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo, Rivaldo, Romário, Robinho, entre outros, apimentassem a disputa? Não.
Ainda que os craques, ou melhor, grandes jogadores, estejam fora do país, o futebol canarinho não está nivelado por baixo. O problema é que nós brasileiros não nos acostumamos com a realidade de ver um campeonato com a presença de bons jogadores, mas não de craques. Os craques se foram há algum tempo. Se o futebol estivesse tão ruim, como teríamos dois Campeões da Taça Libertadores e Mundiais (São Paulo e Internacional), finalista de Recopa Sul-Americana e tudo mais? Quem discordar tente assistir a três jogos seguidos dos Campeonatos Italiano ou Alemão e depois me conte onde está o melhor futebol do mundo.
Virou moda no Brasil dizer que o nosso futebol está nivelado por baixo. Dirigentes, jornalistas, técnicos, todos adotaram o chavão como se o nível técnico e das exibições em nossos campos fosse algo deplorável e que merece nem mesmo ser visto pelos torcedores. De antemão discordo dessa afirmativa; não completamente, mas discordo.
A sensação que se tem ao ouvir a afirmativa é a de que os Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro são competições de baixíssimo nível técnico em que se sobressaem os pernas-de-pau e somente os jogadores sem qualidade aparecem como estrelas. Não é verdade. Talvez 2006 tenha deixado essa impressão calamitosa por conta da campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo e pelo, apenas mediano, Brasileirão. O adjetivo mediano se deve à falta de um jogador de maior destaque ou um jogo que tenha ficado na memória do torcedor por sua emoção. Nada contra a escolha de Rogério Ceni como craque da competição, mas certamente há algo de errado quando um goleiro é tão ovacionado pela crônica esportiva.
Em parte a culpa é da imprensa e em parte do próprio futebol. Na parte que cabe aos meios de comunicação e aos comentaristas está o exagero na transformação, mais do que meteórica, de jogadores novos em estrelas e até de jogadores medianos em super-heróis para o torcedor. Nessa lista eis alguns nomes: Lenny (Fluminense), Marcelo (Fluminense), Thiago (São Paulo), Wágner(Cruzeiro), Renato Augusto(Flamengo), Alexandre Pato (Internacional), Lucas(Grêmio) e por aí vão. Uns vão discordar, outros vão concordar com nomes colocados aqui, mas craque, comparável a Romário, Zidane, Platini, Cruyff ou Maradona, nenhum deles ainda é.
Em relação à parte futebolística da culpa, está a falta de condições de manter os nossos melhores jogadores por aqui. A disparidade financeira, a visibilidade dos centros europeus e o glamour do futebol do velho continente contribuem para a debandada brasileira. Mas a falta de habilidade na negociação e na compreensão dos clubes como empresas que precisam de estratégias de marketing e de vendas de suas marcar para aumentar receitas e consequentemente manter seus melhores jogadores em casa. Alguém já pensou como seria negociar com as televisões os direitos de transmissão de um campeonato em que Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo, Rivaldo, Romário, Robinho, entre outros, apimentassem a disputa? Não.
Ainda que os craques, ou melhor, grandes jogadores, estejam fora do país, o futebol canarinho não está nivelado por baixo. O problema é que nós brasileiros não nos acostumamos com a realidade de ver um campeonato com a presença de bons jogadores, mas não de craques. Os craques se foram há algum tempo. Se o futebol estivesse tão ruim, como teríamos dois Campeões da Taça Libertadores e Mundiais (São Paulo e Internacional), finalista de Recopa Sul-Americana e tudo mais? Quem discordar tente assistir a três jogos seguidos dos Campeonatos Italiano ou Alemão e depois me conte onde está o melhor futebol do mundo.
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